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terça-feira, 24 de agosto de 2010

OVÁRIOS POLICÍSTICOS

OVÁRIO POLICÍSTICO
OVÁRIO NORMAL
Mulheres que apresentam ovários policísticos correspondem a 7% da população brasileira. Apesar de ser um diagnóstico de fácil tratamento, cerca de 50% desse público possui o chamado ovário policístico com resistência a insulina, diagnóstico este que leva médicos se atentarem mais a essas pacientes que têm maior propensão a desenvolver diabetes. Preocupada com os efeitos colaterais do Cloridrato de Metiformina - medicamento recomendado para esse tipo de diagnóstico, a médica de Toledo (Oeste), Naura Tonin, iniciou uma pesquisa para tentar estabelecer a menor dose eficaz do remédio.
A Metiformina é utilizada no combate à diabetes desde o ano de 1957, no entanto, a partir de 1994 a substância começou a ser indicada também para mulheres que apontam esse diagnóstico ou que pretendem engravidar e precisam interromper o uso do anticoncepcional, medicamento mais comumente usado no tratamento dos ovários policísticos. Durante a pesquisa, a médica pretende conscientizar as pacientes de que elas precisam fazer o controle do ovário por meio de atividade física e controle do peso para evitar, principalmente, o desenvolvimento de uma síndrome metabólica.
''Atualmente a Metiformina é utilizada de oito em oito horas. Ele é um medicamento bastante comum no tratamento do diabetes tipo 2 porque tem uma ação de ativar o metabolismo. Atualmente também é bastante usado por mulheres com ovários policísticos. Apesar de ser usado para o tratamento do diabetes, não provoca hipoglicemia, ou seja, ele não baixa a glicose no sangue'', explica.
A pesquisa deve durar três meses e concentrará 24 mulheres na faixa dos 18 aos 40 anos de idade. As pacientes deverão apresentar irregularidade menstrual e, consequentemente, dificuldade para engravidar. Segundo Naura, todas serão submetidas à exames de ecografia, laboratoriais e hormonais. Ela explica que um grupo usará o medicamento de oito em oito horas e outro grupo de doze em doze horas. ''Voltaremos a repetir os exames após três meses para comparar se elas melhoraram clinicamente. Além disso, a pesquisa vai fazer uma avaliação de como o medicamento se comportou no organismo por meio de coletas de sangue para averiguarmos a concentração do remédio e confirmar se ouve realmente o uso do medicamento'', diz.
Se a pesquisa concluir que o tratamento pode ser feito em doses menores com a mesma eficácia, as mulheres que usam a Metiformina deixarão de sofrer tantos efeitos colaterais como: ansia de vômito, nauseas, dor de estômago, gases, diarréia e perda de peso. ''Não escolhemos a paciente e tudo passa por um princípio de bioética. A paciente assina o termo de consentimento livre esclarecido, onde está descrito tudo em relação à pesquisa. A paciente não terá custo algum e passará por vários tipos de exames. Essas mulheres são beneficiadas diretamente porque é uma forma de tratamento, de acompanhamento. O pesquisador tem interesse de que seu voluntário de pesquisa tenha um resultado positivo'', finaliza.
Naura é ginecologista, obstetra e mestranda pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Ciências da Saúde com ênfase em Ginecologia. Antes de ser iniciada, a pesquisa passou pela avaliação da comissão de ética da instituição. Os estudos estão sendo supervisionados pelo professor e doutor da UFPR, Almir Urbaretz.
Serviço - Mulheres interessadas em ser voluntárias na pesquisa podem entrar em contato no (45) 3055-2969. As candidatas precisam ter entre 18 e 40 anos e não estarem tomando anticoncepcionais nem a Metiformina.(Fonte: Fernanda Borges/Folha de Londrina)

4 comentários:

  1. eu nao sei mais o que fazer o médico disse que eu tinha policistico e outro disse que nao eurou tomsndo um rémedio em parar para nao mestruar mas mesmo assim desse.

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  2. Cara Flávia,
    Gostaria muito de ter uma formação médica para lhe auxiliar....
    Entendo a sua angústia, mas deve perseverar e encontrar um profissional que lhe inspire confiança e segurança para poder fazer um acompanhamento de seus problemas.
    Desejo-lhe boa sorte.
    Um abraço.
    Joni

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  3. gostaria de saber quanto tempo uma mulher que toma metformina leva para engravidabjsssssssss

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  4. Olá.
    Lamento, mas não sou da área médica e não sei o que lhe falar, a não que será importante ouvir um especialista. Também não acredito ser difícil, pela internet, descobrir o endereço da Dra. Naura Tonin, médica de Toleto, Estado do Paraná e solicitar ajuda.
    Tchau
    Joni.
    P.S.É uma honra que esteja por aqui.

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