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sexta-feira, 25 de março de 2011

TUBERCULOSE NO BRASIL - 2011

O Brasil reduziu de 73.673 para 70.601 o número de casos novos de tuberculose entre 2008 e 2010 – o que representa 3 mil casos novos a menos no período. Com a redução, a taxa de incidência (número de pacientes por 100 mil habitantes) baixou de 38,82 para 37,99. São números positivos, mas que ainda fazem da tuberculose um dos principais problemas de saúde pública do Brasil, exigindo esforços para acelerar a diminuição do número de novos casos.
No país, a tuberculose é a terceira causa de óbitos por doenças infecciosas e a primeira entre pacientes com aids.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24), em Brasília, pelo secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose.
Atualmente, o Brasil ocupa o 19º lugar no ranking dos 22 países que concentram 80% dos casos em todo o mundo. Nesta lista, quanto mais elevada é a posição ocupada pelo país, melhor é a situação. Com relação à incidência, o Brasil é o 108º colocado.
“Nós acreditamos que, mantido o progresso atual, em cinco anos estaremos muito próximos de deixar o grupo dos 20 países com mais casos no mundo”, afirma o secretário.
A tuberculose é uma das doenças que devem ter indicadores reduzidos pela metade até 2015 em relação aos registros de 1990, conforme previsto nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Há duas décadas, a incidência da doença era de 56 casos por 100 mil habitantes e a mortalidade, de 3,6 por 100 mil. Até 2015, os indicadores devem chegar a 28/100 mil e 1,8/100 mil, respectivamente.
Jarbas Barbosa afirma que a meta de redução da mortalidade deverá ser atingida. Em 2009, a taxa ficou em 2,5 óbitos por 100 mil habitantes. Porém, quanto à incidência, Barbosa reforça que é necessário acelerar o ritmo de queda dos casos, embora tenham sido registrados números positivos nos últimos anos.
“A população deve ficar atenta ao principal sintoma da tuberculose, que é tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Apresentando esse sintoma, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. Se for tuberculose, o tratamento é iniciado imediatamente e a cadeia de transmissão é interrompida”, esclarece o secretário.
Ele chama atenção para o fato de que o tratamento dura seis meses e não pode ser interrompido. Dessa forma, é possível obter a cura da doença e a redução da transmissão.
Em 2008, o percentual de cura foi de aproximadamente 73%. A meta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), da Secretaria de Vigilância em Saúde, é atingir 85%, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Novo esquema facilita adesão ao tratamento
Desde o final de 2009, o Brasil adota um novo esquema terapêutico para tratar a doença. Antes, o tratamento era feito com três drogas, o paciente era obrigado a tomar até nove comprimidos diferentes por dia e 9,4% dos doentes abandonavam o tratamento. Com o novo esquema, os pacientes ingerem apenas 2 a 4 comprimidos por dia, de acordo com o peso da pessoa. Assim, espera-se reduzir a taxa de abandono para menos de 5% (parâmetro usado pela OMS) até 2015.
“Um dos problemas que temos com a tuberculose é que o tratamento é muito efetivo, mas é prolongado – dura cerca de seis meses. Muita gente começa a tomar o remédio e o abandona nos primeiros meses. No entanto ela só fica completamente curada se completar o tratamento”, explica Jarbas Barbosa, que frisa a importância da ação conjunta entre os governos municipais, sociedade civil e parceiros comunitários no incentivo ao tratamento.
Outra medida adotada pelo Brasil foi expandir a cobertura da estratégia do Tratamento Diretamente Observado (TDO), que consiste no acompanhamento do paciente durante os seis meses de tratamento – outra recomendação da OMS. Em 2009, 36,2% dos casos novos de tuberculose foram acompanhados; em 2001, eram apenas 3,5%. Atualmente, 97% dos municípios prioritários, que concentram 63% dos casos de tuberculose, adotam o TDO como estratégia para aumentar o percentual de cura da doença.
A DOENÇA – Importante problema de saúde pública, a tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões. É transmitida pelo ar, quando o paciente tosse ou espirra. Os principais sintomas são tosse prolongada (por mais de três semanas) com ou sem catarro, cansaço, emagrecimento, febre (noturna) e suor noturno. Em 1993, a OMS declarou a tuberculose como uma emergência global.
De acordo com os dados de 2010, as maiores incidências estão nos estados do Rio de Janeiro (71,8 por 100 mil habitantes), Amazonas (69,2/100 mil), Pernambuco (47,5/100 mil), Pará (46,2/100 mil) e Rio Grande do Sul (45,3/100 mil). As menores taxas de incidência do país foram registradas no Distrito Federal (11,7/100 mil), Tocantins (13,6/100 mil) e Goiás (14,6/100 mil).
Entre as capitais, as maiores incidências são registradas em Porto Alegre (111,3/100 mil), Recife (97,2/100 mil), Belém (95,1/100 mil), Rio de Janeiro (93,4/100 mil) e Manaus (93,2/100 mil).
(Fonte: Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12351 - Carlos Basilia- Observatório Tuberculose Brasil - Membro Fórum ONGs Tuberculose - RJ - IBISS - Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social)

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