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terça-feira, 1 de novembro de 2011

OSTEOTOMIA SAGITAL DOS RAMOS DA MANDÍBULA

Incômodo passageiro
Estudo mostra que "dormência" ocasionada por cirurgia desaparece após 6 meses


ISABEL GARDENAL
A crítica mais comum feita à osteotomia sagital dos ramos da mandíbula (maxilar inferior), uma das técnicas cirúrgicas ortagnáticas mais empregadas no mundo – que busca a correção das deformidades dentofaciais –, é que após este procedimento ocorre uma espécie de adormecimento nos lábios e no mento (parte inferoanterior da face que forma o queixo) do paciente. Mas uma pesquisa de doutorado desenvolvida na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) mostrou que a capacidade de sentir o local da incisão ocorre de maneira espontânea e gradual em poucos meses. Esta foi a conclusão da tese do pesquisador Marcelo Silva Monazzi, que teve orientação do professor Luis Augusto Passeri, cirurgião bucomaxilofacial do Hospital de Clínicas (HC) e docente da Área de Cirurgia Plástica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. Os testes foram conduzidos na Unesp-Araraquara e em hospitais credenciados da cidade.
A sensibilidade voltou entre 30 dias e seis meses em 20 dos 30 pacientes estudados, tempo máximo da avaliação. Nos outros dez pacientes, nem todas as áreas voltaram rapidamente ao seu estado normal, porém o índice de retorno à sensibilidade, que inicialmente era 1 (antes da cirurgia), três meses após a cirurgia foi de 1,3. Esta escala varia de 1 a 7, onde 1 corresponde à sensibilidade intacta e o escore máximo significa perda total da sensibilidade. “Logo, este índice foi muito próximo de 1”, comenta Monnazzi. Para ele, se esses pacientes tivessem sido avaliados por um tempo maior, provavelmente retomariam por completo a sensibilidade inicial. “Isso representa que o tempo de resposta deles difere e que tal sensibilidade em parte pode ser explicada pelo trauma cirúrgico.”