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terça-feira, 29 de novembro de 2011

SÍNDROME DE ARNOLD-CHIARI

Carolyn Gibbons teve que largar o trabalho e toma um coquetel diário com 50 pílulas e analgésicos para controlar a pressão em sua coluna
Uma simples risada pode matar a jovem Carolyn Gibbons, 23 anos, que sofre de síndrome de Arnold-Chiari. A doença ocorre porque seu cérebro é muito grande e não cabe no crânio, bloqueando os fluídos que passam pela cabeça.
A jovem tem crises diárias, visão turva, fala arrastada e fortes enxaquecas. Além disso, quando faz algum movimento mais brusco sua cabeça "parece que vai explodir", como ela define ao The Sun.
Qualquer gargalhada pode fazer com que seu cérebro pressione o crânio para o topo da coluna espinhal e isso pode levá-la à morte.
No início, Carolyn não achava que a síndrome era tão ruim, no entanto quando os sintomas pioraram ela percebeu a gravidade da doença. "Antes eu acreditava que só os remédios já regulariam a minha condição, mas descobri que ela é muito mais severa do que eu pensava", desabafou ela.
Em abril do ano passado, a jovem, que era professora em uma escola, desmaiou na sala de aula por dar risada de uma piada contada por um aluno.
Depois de ser atendida, exames mostraram que a risada fez com que seu crânio avançasse para a coluna. O tamanho excessivo do órgão impediu que os líquidos da coluna espinhal chegassem até a cabeça.
Ao ser diagnosticada com a síndrome, Carolyn passou a tomar um coquetel diário com 50 pílulas e analgésicos para controlar a pressão na coluna.
Além disso, a jovem teve que largar o trabalho, pois seus sintomas pioraram. Hoje ela tem uma forte enxaqueca e fica 60 horas acordada.
Em 29 de julho deste ano os cirurgiões removeram um pedaço da vértebra e um quadrado de 2,5 cm do crânio para o cérebro caber melhor. Mas ela sofreu uma reação alérgica ao medicamento usado e desenvolveu meningite química.
Uma bolsa de água também ficou localizada na coluna e ela precisará de outra operação que drene esse líquido para que possa viver uma vida normal.
De acordo com Marysia Pudlo-Debef, que gerencia um site dedicado à síndrome, a doença afeta uma a cada mil pessoas e mata seis pacientes por ano. "A operação que alivia a pressão que ocorre no cérebro pode levar até 12 meses para fazer efeito no paciente e mesmo assim a doença não tem cura.", completa ela.

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