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sexta-feira, 12 de abril de 2013

COLESTEROL e EQUAÇÃO DE FRIEDEWALD

                                          


Você já ouviu falar muitas vezes de colesterol bom e colesterol ruim, e até mesmo de um "colesterol pior de todos".
Você também certamente já sabe que há um lado mau do bom colesterol e um lado bom do colesterol ruim.
A novidade agora é que os exames para medir o colesterol podem estar errados, pelo menos para uma parte substancial da população.
Cientistas da Universidade Johns Hopkins (EUA) descobriram que a fórmula padrão utilizada há décadas para calcular os níveis de lipoproteínas de baixa densidade (LDL - o colesterol ruim) é imprecisa.
Segundo eles, o mais preocupante é que a fórmula subestima os níveis de LDL justamente onde o colesterol ruim tem maior impacto - entre os pacientes de alto risco de doenças cardiovasculares.
Equação de Friedewald
O cálculo do colesterol é feito através de uma fórmula, chamada equação de Friedewald, criada em 1972.
Segundo os pesquisadores, é importante salientar que os resultados mostrados pelos exames de colesterol, calculados segundo essa fórmula, são estimativas, e não medições exatas.
No entanto, os médicos utilizam a número para avaliar o risco de seus pacientes e para determinar o melhor tratamento.
"No nosso estudo, nós comparamos amostras avaliadas pela equação de Friedewald com um cálculo direto do colesterol LDL. Descobrimos que cerca de 25% das amostras na faixa do 'desejável' para as pessoas com maior risco de doença cardíaca foram calculadas incorretamente pela equação de Friedewald," disse Seth Martin, um dos autores da pesquisa.
"Como resultado, muitos pacientes podem pensar que alcançaram seu nível desejado de colesterol LDL, quando, na verdade, eles podem precisar de um tratamento mais agressivo para reduzir seu risco de doença cardíaca," completou.
Normalmente, em pacientes com doenças cardíacas, principalmente aqueles com elevados níveis de triglicérides, os médicos tentam manter o nível de colesterol LDL abaixo de 70.
O estudo avaliou dados de mais de 1,3 milhão de pessoas adultas nos EUA.
Ultracentrifugação
A equação de Friedewald calcula o LDL pela seguinte fórmula: (colesterol total - colesterol HDL - triglicerídeos) dividido por cinco. o resultado é expresso em miligramas por decilitro.
A medição direta do LDL foi feita através de uma técnica chamada ultracentrifugação.
William Friedewald criou sua fórmula justamente para evitar o tempo e o custo dos exames de ultracentrifugação.
O problema é que ele só usou dados de 400 pessoas, todas de famílias com anormalidades genéticas para o colesterol.
"O banco de dados que nós usamos é quase 3.000 vezes maior do que a amostra utilizada para conceber a equação de Friedewald," diz Martin.
Como uma alternativa para o exame de Friedewald, Martin e seus colegas sugerem que um modo mais preciso de avaliar o risco para os pacientes com risco cardíaco é olhar para o chamado não-HDL, que é obtido subtraindo o HDL do colesterol total.

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