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sábado, 9 de outubro de 2010

HERANÇA GENÉTICA

CONSUMISMO
Se você acha que tem personalidade própria, pode ser que nem todos os seus gostos sejam autênticos – pesquisadores descobriram recentemente que as pessoas herdam geneticamente hábitos de compra.
No estudo, pesquisadores examinaram os padrões de consumo de gêmeos fraternos e gêmeos idênticos. Os resultados mostram mais semelhanças entre o consumo de gêmeos idênticos, que, ao contrário de gêmeos fraternos, partilham os mesmos genes. Tais semelhanças indicam que o comportamento é provavelmente hereditário.
Porém, segundo os pesquisadores, parece haver um efeito hereditário apenas sobre certos produtos, não todos. Alguns dos produtos que são influenciados pela genética são: chocolate, filmes de ficção científica, jazz, veículos híbridos e mostarda.
Além disso, os cientistas descobriram que a herança genética também influencia outras decisões, como as financeiras, sendo que dependendo da hereditariedade, as pessoas escolhem assumir compromissos e evitar atitudes extremas, ou preferem ganhos certos ao invés de apostas, entre outras coisas.
Já alguns consumidores acreditam que esses comportamentos não são herdados geneticamente, mas sim por observação. Ou seja, são “ensinados”. Se sua mãe comprava muito, e você passou a ter os mesmos hábitos de consumo, acaba também os passando aos seus filhos, que “pegam” esses hábitos de você por terem lhe observado. Então é lógico que irmãos tenham hábitos parecidos
Os pesquisadores não eliminam a possibilidade desse efeito de observação, mas afirmam que essa influência é combinada com a da natureza para formar as escolhas de consumo e dos processos de decisão das pessoas.
Segundo a pesquisa atual, a hereditariedade desempenha um papel fundamental no comportamento das pessoas, e merece muito mais atenção nas pesquisas sobre consumo. [LiveScience]
(Fonte: Natasha Romanzoti - hypescience)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

CONSUMISMO ENTRE TWEENS

Os tweens são pré-adolescentes entre 8 e 14 anos – estão in between, no meio do caminho entre a infância e adolescência. Tweens são em geral, crianças muito ativas, que gostam de novidades, de comprar, apreciam estar com os amigos e ficam pouco tempo com a família. Eles são os alvos preferenciais do marketing e da mídia, por gastarem dinheiro principalmente com coisas desnecessárias, e passarem tempo exagerado diante da televisão.
Essas foram algumas das conclusões da pedagoga e economista Maria Aparecida Belintane Fermiano, autora da tese de doutorado "Pré-adolescentes (tweens) - desde a perspectiva da teoria piagetiana à da psicologia econômica", defendida em abril deste ano na Unicamp. Para a pesquisa, Belintane entrevistou 423 tweens de três escolas da região metropolitana de Campinas, de todas as classes sociais.
O tween está parcialmente na infância, mas não admite. Em casa, ele age como criança, adora brinquedos e jogos, mas na escola não conta isso para ninguém e procura seguir um comportamento adolescente. De acordo com Fermiano, a sociedade também deixa de vê-lo como criança.
Outra informação da pesquisa é que o tween passa muito tempo sozinho em casa, na frente da televisão ou navegando na internet. A pedagoga ressalta que podemos avaliar a influência do marketing por meio dos interesses constatados na pesquisa. "Todos eles gostam das mesmas coisas. Existe um universo globalizado que influencia e transforma os costumes e o consumo em algo em homogêneo. E isso é o que é transmitido na televisão. Eles veem os personagens e querem ser iguais a eles, mas ainda não têm uma estrutura cognitiva para dizer não ao que é transmitido", explica. Segundo Fermiano, a intenção do comercial, que é manipular o espectador, foge à compreensão deles.
Os pré-adolescentes recebem dinheiro dos pais e, por isso, estão inseridos em um mundo econômico. Mas, mesmo os pais os considerando adultos e o marketing os tratando como clientes, eles ainda são crianças e não conseguem compreender seus gastos e diferenciar necessidades reais de "necessidades" desnecessárias por estarem em desenvolvimento e não terem a capacidade crítica formada.
Outro aspecto da vulnerabilidade dos tweens é a necessidade de pertencer a um grupo. "Eles estão em fase de firmar a identidade. Passam a admirar e a imitar as crianças mais velhas, e esse fato é utilizado pelas agências de publicidade. Elas procuram influenciar indiretamente, ou seja, fazer com que os amiguinhos daquela criança a influenciem a comprar seus produtos." A criança passa a se sentir à margem por não ter os produtos da moda.
Outro ponto destacado na tese da pesquisadora é a erotização precoce, principalmente das meninas, resultante da tentativa de imitar os mais velhos para pertencer ao grupo, aliada ao forte consumismo. Para a pedagoga, existe uma diferença entre o faz de conta e o comportamento cotidiano. "Uma coisa é brincar de ser mocinha, o que é saudável e faz parte do desenvolvimento normal. Mas a criança está vivenciando isso diariamente, não pode sair sem passar gloss, ir à escola sem maquiagem, salto alto."
Para a pesquisadora, há uma responsabilidade da família e da escola em reverter esse quadro com uma nova alfabetização econômica, que tanto os pais quanto os professores estão mal preparados para assumir. Fermiano acredita que as crianças precisam aprender a construir estratégias de resistência ao bombardeio midiático para o consumo. Uma das propostas é discutir com as crianças o que está sendo visto na televisão, questionar atitudes dos personagens, por exemplo.
Sobre o impacto de publicidade, a pedagoga apóia a necessidade de regulamentação do Estado com relação ao conteúdo transmitido na mídia direcionado a crianças.
Saiba mais sobre a tese e leia matéria publicada no jornal da Unicamp
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/abril2010/ju458_pag0607.php
(Fonte: Projeto Criança e Consumo/Instituto Alana)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

CHOQUE NO CONSUMISMO

Um estudo realizado nos Estados Unidos concluiu que gastar dinheiro em "experiências", como férias ou festas, faz as pessoas mais felizes do que a compra de bens materiais.
Em artigo publicado no Journal of Personality and Social Psychology, psicólogos da Cornell University, em Nova York, dizem que ao avaliar outras oito pesquisas, perceberam que o ser humano tende a comparar seus bens com os de outras pessoas.
Por isso, segundo os cientistas, as experiências trazem mais satisfação, já que são mais pessoais e difíceis de serem comparadas.
"Imagine que você compra uma TV de tela plana, e está feliz com ela. Mas aí você vem à minha casa e eu tenho uma TV com uma imagem maior e melhor. Isso vai decepcionar e chatear você", explicou Thomas Gilovich, um dos autores do estudo.
"Mas se você for de férias para o Caribe e eu também, você tem as suas memórias - sua conexão única com o Caribe - que ninguém mais tem e que fez as suas férias especiais", afirma.
Ainda segundo o estudo, a decisão de gastar dinheiro com uma "experiência" é mais fácil de ser tomada do que a de um bem material. Além disso, de acordo com os autores, quando as pessoas compram algo, elas tendem a ficar ruminado sobre as outras alternativas de que tinham à disposição ou a continuar comparando o que têm com o que não puderam comprar.
"Os resultados que obtivemos mostram que a compra de uma 'experiência' leva mais à sensação de bem-estar", disse Gilovich. (Fonte: BBC Brasil/SIS.SAÚDE)