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sábado, 2 de outubro de 2010

BEM INFORMADOS, MAS IRRESPONSÁVEIS?

PRESERVATIVO
Apesar de os jovens estarem bem informados sobre as várias formas de contracepção, o sexo desprotegido é cada vez mais comum entre eles. Um estudo internacional intitulado “Contracepção: afinal, de quem é a responsabilidade?” – lançado por ocasião do Dia Mundial da Contracepção, dia 26 de setembro – mostra que quase metade dos jovens sexualmente ativos praticam relações sexuais sem utilizar métodos contraceptivos.
O levantamento - realizado com mais de 5.000 jovens com idades entre 15 e 24 anos de 25 países da Ásia, Europa, América do Norte e Latina - aponta um “aumento considerável” de relações não protegidas, de 25%, em relação aos resultados de 2009. O estudo revela ainda que, embora mais de 80% dos jovens reconheçam a sua responsabilidade de usar um contraceptivo, 44% dão mais prioridade à higiene pessoal - incluindo o uso da ducha, a depilação e a aplicação de perfume - do que à contracepção, quando se preparam para um encontro que pode levar à prática de relações sexuais.
Apenas metade (51%) dos jovens entrevistados considerou estar muito bem informada sobre as opções de contracepção. A razão mais citada para a não utilização dos métodos é “não ter nenhum disponível no momento".
O estudo, apoiado por uma coligação de 10 organizações internacionais ligadas à saúde sexual, foi feito num momento em que o número de casos de gravidez não planejada constitui uma grande preocupação global, particularmente entre jovens. Cerca de um terço dos 205 milhões de casos que se verificam anualmente não são planejados, sendo as taxas mais elevadas observadas entre jovens dos 15 aos 24 anos.
Apesar dos dados gerais, os resultados variam de região para a região. Na Tailândia, por exemplo, mais de um terço dos jovens que admitiram ter praticado relações sexuais desprotegidas com um novo parceiro disseram que a razão principal pela qual não usaram um contraceptivo é que "não é bom".
No Reino Unido e na Noruega, onde os contraceptivos estão acessíveis a todos, um quinto dos jovens admitiu ter praticado relações sexuais desprotegidas com um novo parceiro porque "estava bêbado e acabou se esquecendo".
Na Rússia, mais de metade dos inquiridos acredita que o "método do coito interrompido" é confiável, e no Peru um quinto pensa que a prática de relações sexuais durante o período menstrual é uma forma eficaz de contracepção.
Na Turquia, mais de um terço dos jovens acredita que tomar uma ducha ou um banho depois de praticar relações sexuais é uma forma eficaz de prevenir uma gravidez. (Fonte: veja.abril.com.br)

terça-feira, 18 de maio de 2010

NOVOS ANTICONCEPCIONAIS MASCULINOS

Aplicação de ultrassom em homens pode ser usada como um anticoncepcional masculino válido por seis meses, segundo testes preliminares da universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
A equipe de pesquisadores obteve um financiamento de US$ 100 mil (quase R$ 180 mil) da Fundação Bill & Melinda Gates e busca a aprovação para realizar mais testes clínicos. O coordenador do estudo, James Tsuruta, disse acreditar que o novo método possa se transformar em uma opção de contracepção segura e barata.
"O nosso objetivo de longo prazo é usar o ultrassom de instrumentos terapêuticos que normalmente são utilizados na medicina esportiva ou em clínicas de fisioterapia como contraceptivos masculinos baratos, de longo prazo e reversíveis, adequados para uso em países em desenvolvimento e do Primeiro Mundo."
Os testes preliminares indicam que após as aplicações de ultrassom nos testículos, a produção de esperma é interrompida e as reservas já existentes são exauridas, deixando o homem temporariamente infértil.
O financiamento da pesquisa prevê o aprimoramento da técnica para atingir efeitos e segurança máximos.
Há poucas semanas, pesquisadores na China divulgaram ter desenvolvido um outro tratamento anticoncepcional para homens que é eficaz, reversível e sem efeitos colaterais sérios a curto prazo.
Os cientistas realizaram testes com mais de mil homens com idades entre 20 e 45 anos e que tiveram pelo menos um filho nos dois anos anteriores ao experimento. Suas parceiras tinham idades entre 18 e 38 anos, sem problemas reprodutivos.
No tratamento, os homens receberam por dois anos e meio uma injeção de um líquido contendo o hormônio testosterona que provocou a suspensão temporária da produção de espermatozoides.
Durante os testes, apenas um em cada cem voluntários engravidou a parceira. Seis meses após a interrupção do tratamento, o número de espermatozoides dos participantes voltou ao nível normal.
Apesar de a injeção não ter provocado efeitos colaterais, quase um terço dos participantes abandonou o experimento. A saída dos voluntários não foi explicada. (Fonte: Estadão/SIS.SAÚDE)