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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

PROFISSIONAIS DESPREPARADOS - "Nunca-antis-na-istória-deste-paíz"

Apenas um terço dos pediatras de São Paulo sabem como prevenir a formação das placas de gordura nas artérias das crianças. O problema leva a doenças cardiovasculares no futuro.
O dado é de uma pesquisa do Instituto do Coração, em São Paulo, que buscou avaliar o grau de conhecimento da diretriz para a prevenção da aterosclerose na infância.
O documento estabelece condutas como dosagem de colesterol a partir dos dez anos e medida da pressão arterial a partir dos três.
O estudo entrevistou 370 especialistas que atuam na rede pública e em consultórios particulares. Eles responderam a um questionário sobre a diretriz e deram informações sobre tempo de formação, atuação em área acadêmica, entre outras.
Dos pediatras entrevistados, 65,7% afirmaram não ter conhecimento prévio da diretriz. Apenas 136 (36,7%) alcançaram o valor estipulado como nota de corte -70% de respostas corretas.
Esperávamos encontrar desconhecimento, mas não tanto", diz a biomédica Adriana Grosso, uma das autoras. Pediatras mais novos, aqueles que atuam na rede pública e os ligados ao meio acadêmico tiveram melhor desempenho.
A diretriz foi publicada em 2005 e deveria ser uma referência para estabelecer estratégias de prevenção da aterosclerose. "O problema deixa de ser detectado e não se faz a prevenção", diz Grosso.
Estudos mostram que a formação de placas de gordura na parede das artérias começa ainda na infância e é influenciada por fatores como colesterol alto, má alimentação, sedentarismo e hipertensão arterial.
Dados brasileiros mostram a dimensão do problema. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, 68,4% das crianças entre cinco e nove anos têm taxas de gordura alteradas, diz um estudo.
(Fonte: Folha.com-Equilíbrio e Saúde)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

SAÚDE DO POVO NEGLIGENCIADA -"nunca-antis-na-istória-deste-paíz"

A insuficiência cardíaca é um problema de saúde em todo mundo, acometendo até 2% de toda a população mundial e consumindo até 2% dos custos totais em saúde. Prova disso é que, segundo levantamento apresentado nesta semana no Congresso Brasileiro de Cardiologia, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou mais de R$ 294 milhões com os casos da doença no ano de 2009, e quase R$ 2 bilhões com doenças vasculares.
Realizada por especialistas do Hospital Madre Teresa e do Hospital Lifecenter, ambos em Minas Gerais, a pesquisa avaliou dados de uma escala nacional de base populacional de registro (DATASUS). E os resultados indicaram alta prevalência da insuficiência cardíaca entre os brasileiros, com um alto custo de saúde para os pacientes, e alto custo financeiro para o SUS.
O levantamento mostrou que, dos R$ 1,96 bilhões gastos com doenças do aparelho circulatório no ano de 2009, quase R$ 295 milhões foram dispendidos com a insuficiência cardíaca, com os homens consumindo a maior parcela desse montante. O valor médio por internação foi mais alto na Região Sudeste, seguida pelo Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
De acordo com os especialistas a insuficiência cardíaca correspondeu a aproximadamente 24% das internações por doenças do aparelho circulatório, com a média de permanência hospitalar sendo de 6,5 dias - similar à taxa geral das doenças vasculares (6,6 dias). E, apesar de o número de internações ser maior entre as mulheres, são os homens que normalmente ficam mais tempo nos hospitais. Em relação ao óbito, a insuficiência cardíaca seria a maior causa de morte entre as doenças circulatórias, correspondendo a 27,7% das mortes.
Baseados nos resultados, os pesquisadores defendem maiores esforços para uma abordagem adequada da doença, visando a redução dos gastos do SUS e da morbimortalidade dos pacientes acometidos. “Epidemiologicamente, os pacientes acima de 60 anos são o principal grupo de risco. E as mulheres apresentam maior prevalência da enfermidade, tanto no número de internações quanto no número de óbitos”, escreveram os autores. “Evita-se o desenvolvimento da doença com controle da pressão arterial e demais fatores de risco para coronariopatias, tratamento das miocardites e da doença de Chagas, dentre outros. E a otimização de drogas diminui em até 85% as internações, diminuindo os custos do SUS”, concluíram os especialistas.
(Fonte: 65º Congresso Brasileiro de Cardiologia-Site Boa Saúde/SIS.SAÚDE)