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sábado, 10 de julho de 2010

BIBLIOTECA CASEIRA

Estimular a leitura na infância contribui para melhorar o vocabulário, exercitar a imaginação e ampliar a noção temporal e espacial. Um grupo de sociólogos das universidades de Nevada em Las Vegas e da Califórnia em Los Angeles realizou o maior estudo internacional sobre a influência dos livros na educação escolar. Os resultados mostram que, independentemente do nível educacional dos pais, do status socioeconômico e do regime político, quanto mais livros houver em uma casa, mais anos de escolaridade atingirá a criança que crescer nela.
Participaram do estudo mais de 70 mil pessoas de 27 países, entre os quais Estados Unidos, China, Rússia, França, Portugal, Chile, África do Sul (o Brasil não foi incluído). A conclusão foi publicada na revista Research in Social Stratification and Mobility.
No artigo, os autores explicam que o nível cultural e educacional dos pais também influencia a escolaridade atingida pela prole, mas nesse caso a correlação é mais fraca do que com o tamanho físico do acervo familiar de livros. Os resultados mostram também como o gosto pela leitura tende a diminuir diferenças sociais. Nos lares mais modestos, o efeito de cada acréscimo ao acervo no futuro acadêmico da criança é mais acentuado do que a adição de um volume a uma biblioteca mais ampla. Apesar de a tendência ter sido observada em todos os países, houve diferenças importantes entre eles.
Nos Estados Unidos, na França e na Alemanha, uma biblioteca com cerca de 500 volumes representou acréscimo de dois a três anos na escolaridade das crianças, comparando com uma casa sem livros. Na Espanha e na Noruega, o número saltou para até cinco anos e na China atingiu o máximo, entre seis e sete anos. (Fonte: Luciana Christante-menteecerebro)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

CIGARRO NA GRAVIDEZ

Que fumar durante a gravidez aumenta o risco do bebê nascer com problemas respiratórios, infecções auditivas e asma já não é novidade. No entanto, pesquisadores da Universidade de Columbia, em Vancouver, no Canadá, descobriram que fumar durante a gestação pode trazer problema psiquiátriacos e aumentar a necessidade de medicamentos psicotrópicos na infância e na adolescência.
“Estudos recentes mostram que fumar durante a gravidez pode interferir com o desenvolvimento cerebral e do crescimento do feto”, disse Mikael Ekblad, autor do estudo e pediatra da Turku University Hospital, na Finlândia. A equipe do médico coletou informação de todas as crianças nascidas na Finlândia de 1987 a 1989 e acompanhou durante 10 anos arquivos de mães de pacientes com problemas psiquiátricos e crianças que utilizassem drogas psiquiátricas. Os resultados mostram que 12% dos jovens do País usaram drogas psiquiátricas e, desses, 19% foram expostos ao cigarro durante o pré-natal.
Adolescentes expostos ao fumo durante o pré-natal figuravam no grupo de uso intenso de psicotrópicos, especialmente aqueles utilizados para tratar depressão, déficit de atenção, hiperatividade e vício em comparação com jovens não-expostos. O estudo foi apresentado na reunião anual da Sociedade Acadêmica de Pediatria.
A taxa de medicamento psicotrópico utilizado era maior em jovens que as mães fumavam mais de dez cigarros por dia enquanto estavam grávidas (16%), seguido de jovens que as mães fumavam menos de 10 cigarros (14%) e jovens não expostos (11%).
A exposição ao fumo dobrou o risco do uso de drogas psicotrópicas e estimulantes na comparação entre mães que não fumaram e as que fumaram durante a gestação. Quando o número de cigarros consumidos foi acima de 10, o risco triplica. (Fonte: iG São Paulo/Rede ACT)