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sábado, 8 de maio de 2010

MALÁRIA e BUDUM DE CERVEJA

FATOR DE RISCO A SER DISCUTIDO
Uma pesquisa descobriu que os mosquitos que transmitem malária são atraídos a quem acabou de beber cerveja. Os pesquisadores expuseram mosquitos Anopheles (o principal vetor da malária) a odores do corpo de pessoas antes e depois de elas terem consumido cerveja ou água.
Quem bebeu água não provocou nenhuma alteração no comportamento dos insetos, mas as pessoas que beberam cerveja fizeram sucesso, aumentando aquilo que os pesquisadores chamaram de ativação (proporção de mosquitos em exercício de decolagem e vôo) e orientação (proporção dos insetos voando em direção aos odores das pessoas).
O estudo avaliou 43 voluntários, todos homens com 20 a 43 anos de idade da Burkina Faso, na África: 25 foram designados para beber cerveja e 18 para tomar água.
Os resultados sugerem que o consumo de cerveja é um fator de risco para contrair malária e precisa ser integrado às políticas de saúde pública que visam combater a doença”, afirmam os pesquisadores no estudo. “Um controle bem-sucedido da doença depende do entendimento das interações entre o mosquito transmissor e os humanos”.
Antes acreditava-se que todas as pessoas tinham chances iguais de ser picadas pelo Anopheles e contrair malária. O estudo trouxe evidências fortes de que algumas pessoas exercem uma atração maior sobre os mosquitos. Agora os pesquisadores querem descobrir essa atração depende do álcool em geral, funcionando, portanto, com outras bebidas alcoólicas, ou se está relacionado com algum componente da cerveja. Quem se candidataria a servir de cobaia pra esse tipo de experimento, hein? (Fonte: Ana Carolina Prado/super.abril.com.br)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

GRAVIDEZ e HIV

TODA ORIENTAÇÃO É POUCA!
O Ministério da Saúde elabora documento em que estimula portadores de HIV que queiram ter filhos a fazer sexo desprotegido em condições específicas, informa reportagem de Fernanda Bassette e Gabriela Cupani, publicada nesta terça-feira pela Folha.
Segundo o texto, se o casal planejar a gravidez na melhor fase clínica do tratamento, o risco de transmitir o vírus é muito menor.
Isso inclui estar com a quantidade de vírus baixa e o total de células de defesa elevado, não ter doenças crônicas associadas nem infecções no trato genital. A relação deve ocorrer no dia do período fértil da mulher.
Após o sexo sem proteção, devem ser tomados cuidados para prevenir a doença.
Segundo as informações mais recentes do Ministério da Saúde, em 2008, aproximadamente 3.000 mulheres soropositivas engravidaram.
Documento da OMS (Organização Mundial da Saúde) de 2006 recomenda autoinseminação e outras técnicas de reprodução assistida para esses casos.
Para Andrea da Silveira Rossi, consultora do ministério, é necessário orientar as pessoas sem acesso a essas técnicas, muito caras, sobre formas seguras de engravidar. (Fonte: Folha Online/SIS.SAÚDE)