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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

NOVAS DIRETRIZES PARA A RESSUSCITAÇÃO CARDIOVASCULAR

RESSUSCITAÇÃO CARDIOVASCULAR
A Associação Americana do Coração divulgou as novas diretrizes mundiais para o atendimento da parada cardiorrespiratória (PCR).
O grande foco está nas massagens cardíacas, que podem ser feitas pela própria população. Por ano, 308 mil brasileiros sofrem paradas cardíacas.
São cem compressões por minuto, realizadas na altura mediana do osso externo do tórax, com profundidade exata de 5 cm, para adultos e crianças, e 4 cm, para bebês.
Essa ação, segundo Sergio Timerman, cardiologista do InCor (Instituto do Coração), pode não só salvar a vida de uma pessoa com parada cardiorrespiratória como resultar em menor número de sequelas neurológicas.
As massagens são cruciais para o retorno da circulação espontânea do sangue, o que resulta em sobrevivência com qualidade de vida. Estudos internacionais mostram que a sobrevida das vítimas de PCR pode chegar a 75% se a massagem cardíaca for realizada de maneira adequada e precoce, seguida de choque com desfibrilador, no prazo de três minutos desde a parada cardiorrespiratória.
BOCA A BOCA
As novas diretrizes recomendam ainda que somente pessoas treinadas em suporte básico de vida agreguem a respiração "boca a boca" às massagens cardíacas.
"Ao se preocupar com a respiração boca a boca, a pessoa não treinada diminui o número e a qualidade das compressões, o que não é adequado, já que são essas as manobras principais até a chegada do socorro médico", diz Timerman.
As novas recomendações também visam melhorar a eficácia do tratamento hospitalar. Além do controle de parâmetros clínicos como pressão arterial, temperatura e glicemia e eletrólitos, está preconizada a realização do cateterismo, com angioplastia e implantação de stent, imediatamente após a para da cardiorrespiratória.
Estudos internacionais revelam que pacientes vítimas de parada cardiorrespiratória submetidos a esses procedimentos apresentam até 30% menos sequelas neurológicas decorrentes da PCR.
Outra importante técnica recomendada é a hipotermia --técnica de diminuição controlada da temperatura do corpo, para recuperação de células e de tecidos danificados pela baixa oxigenação do sangue. Com ela, estudos apontam que os pacientes têm três vezes mais chances de sobreviver à PCR sem sequelas neurológicas.
A íntegra das diretrizes está publicada nas edições de 19.10 das publicações oficiais da AHA (American Heart Association), a revista "Circulation", e da European Resuscitation of Council, a "Resuscitation".
(Fonte: autoria Cláudia Colluci-Site Folha/sissaude)

terça-feira, 11 de maio de 2010

CARDIOLOGIA DO ESPORTE

A morte súbita relacionada ao exercício e ao esporte (MSEE) pode ser definida como a morte que ocorre de modo inesperado, instantaneamente ou não.
Uma outra definição utilizada seria a da morte que ocorre de 6 a 24 horas após prática de uma atividade físico-desportiva.
A MSEE tende a gerar grande repercussão nas diversas formas de mídia, especialmente quando ocorre em atletas profissionais que são considerados verdadeiros modelos de saúde.
Apesar disso, felizmente, a MSEE é um evento raro e essa informação deve ser levada em consideração dentro do contexto dessa diretriz, para analisar as informações de risco relativo baixo ou alto.
Abaixo dos 35 anos de idade, as causas mais frequentes são as cardiopatias congênitas, sendo a cardiomiopatia hipertrófica a mais prevalente. Acima dos 35 anos, a doença arterial coronariana (obstrução das artérias do coração por placas de gordura ou ateromas) é a causa mais comum.
O pesquisador Wever estima que cerca de 90% das vítimas de MSEE possuam cardiopatia conhecida ou não diagnosticada. Assim, na maioria dos casos, a MSEE ocorre por causas que podem ser detectáveis através de um exame clínico e de exames complementares e, consequentemente, muitas vezes a MSEE é um evento que pode ser evitado.
A estratégia fundamental para sua prevenção é a realização de uma avaliação médica pré-participação específica para indivíduos envolvidos na prática sistemática de exercícios e, sempre que possível, uma boa infra-estrutura do ponto de vista médico nos locais de treinamento e competição para um pronto-atendimento em situações emergenciais, incluindo a parada cardiorrespiratória.
(Fonte: Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte/SIS.SAÚDE)