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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PILATES PARA DOR LOMBAR?

MÉTODO DE PILATES
O objetivo do estudo de Posadzki et al (2010) foi investigar o uso do Pilates, tão difundido atualmente, em tratamentos da dor. O estudo foi divulgado no último dia 15 de outubro, no periódico "Complementary Therapies in Clinical Practice". Mais especificamente, o trabalho objetivou revisar de forma sistemática todos os ensaios clínicos controlados sobre o tratamento da dor lombrar pelo Método de Pilates. Os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática da literatura, em nove bancos de dados internacionais.
A seleção dos ensaios clínicos foi realizada por meio do título e resumo dos artigos. A partir de então, os pesquisadores realizam uma segunda seleção, que foi feita por meio de critérios de inclusão para análise já pré-definidos: ensaios clínicos randomizados e controlados sobre o Pilates em pacientes de qualquer idade ou sexo, que apresentassem dor lombar. Além disso, utilizando a Escala de Oxford, os pesquisadores avaliaram a dimensão da Qualidade de Vida e o Pilates, presente em alguns estudos.
Na análise das publicações encontradas, os autores pontuam que os estudos são heterogêneos em termos de população de pacientes, grupos de controle, critérios de inclusão e exclusão e medidas de desfecho , o que torna a meta-análise inviável.
Embora haja algumas evidências que apóiam a eficácia do Pilates no tratamento da dor lombar, nenhuma conclusão definitiva pode ser estabelecida, exceto que são necessárias mais pesquisas, que contem com amostras mais expressivas e com definições mais claras sobre o tratamento padrão e medidas de resultados comparáveis.
Referência do Estudo: POSADZKI, P.; LIZIS, P.; HAGNER-DERENGOWSKA, M. Pilates for low back pain: A systematic review. Complementary Therapies in Clinical Practice. Available online 15 October 2010.
(Fonte: Complementary Therapies in Clinical Practice/SIS.SAÚDE)

sábado, 6 de março de 2010

DOR DE CABEÇA

A dor de cabeça intensa é “colega” de trabalho da maioria das mulheres, revela pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cefaleia.
Em levantamento feito com 446 pessoas, os pesquisadores atestaram que 59,7% das mulheres que trabalham convivem frequentemente com os episódios de dor, em níveis moderados a intensos. Já entre os homens, o índice cai para 34,4%, diferença de 25,3 pontos.
Os motivos para elas serem maioria nas estatísticas são principalmente dois, explica o neurologista e presidente da Sociedade Mineira de Cefaleia, Ariovaldo Alberto Silva Júnior: hormônios e estilo de vida.
“A variação hormonal que todo mês acontece nas mulheres, em especial na faixa etária entre 18 e 39 anos, faz com que elas fiquem mais suscetíveis às dores de cabeça mais intensas”, afirma Silva Júnior ao citar também os fatores externos como influentes. “Além disso, a mulher com crises recorrentes de dor de cabeça têm outras características pessoas que favorecem o quadro. São muito ansiosas, se cobram muito, não conseguem limitar o horário de trabalho, dedicam pouco tempo ao lazer.”
Outro alerta do especialista é para os analgésicos. Tomá-los em exagero para solucionar as crises pode só agravar a situação. Ingerir os comprimidos mais de duas vezes por semana pode fazer com que os episódios de dor fiquem ainda mais fortes e frequentes.
A dica é prestar atenção aos sinais. Se as crises aparecerem mais de duas vezes ao mês e impossibilitarem a realização de tarefas, é bom procurar o médico. Outras dicas são ficar atenta aos alimentos que podem despertar a dor de cabeça (os mais comuns são café, chocolate, queijos amarelos, vinhos e cerveja) e praticar exercícios aeróbicos.
“Ioga e pilates são ótimos para relaxar. Mas para prevenir as crises de enxaqueca, é preciso fazer atividades que aumentem a frequência cardíaca, como correr, pedalar, nadar”, completou o presidente da Sociedade Mineira de Cefaleia. (Fonte: IG-Delas)