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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

BOA NOTÍCIA PARA A "BOLEIRADA"

IOT - HOSPITAL DAS CLÍNICAS - USP
O Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP) foi certificado como Centro Médico de Excelência pela Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa). O credenciamento foi oficializado no dia 1º de outubro pelo chefe do departamento médico da Fifa, Jiri Dvorak.
Um dos projetos da entidade já definidos para ser realizado no HC-USP visa a aprimorar a avaliação da idade dos atletas a fim de evitar fraudes. “Estamos avaliando a idade biológica de atletas por meio de ressonância magnética, para comparar com o que está escrito na certidão de nascimento”, disse o chefe do grupo de Medicina Esportiva do IOT, Arnaldo Hernandes.
Outros três trabalhos foram apresentados à equipe médica da Fifa na inauguração do centro: estudo radiológico da incidência da artrose do quadril em atletas de futebol profissional; estudo sobre o uso de plasma rico em plaquetas nas lesões musculares de jogadores profissionais; e estudo epidemiológico das lesões de futsal.
Iniciada em 2005 com a Schulthess Clinic, em Zurique, Suíça, a rede de centros médicos da Fifa identifica serviços de excelência em pesquisa e atendimento de medicina do futebol e desenvolve projetos conjuntos voltados a atender os desafios desse esporte.
“Queremos que todo jogador tenha total atendimento em prevenção, tratamento e reabilitação, e que consiga a otimização de seu desempenho por meio do que há de mais avançado na medicina do futebol”, disse Dvorak.
O IOT do HC-USP é o primeiro centro de excelência credenciado pela Fifa na América Latina e o 11º no mundo, ao lado de instituições na Alemanha, África do Sul, Estados Unidos, Japão, Noruega, Nova Zelândia e Qatar. Mais informações: http://www.hcnet.usp.br/ (Fonte: FAPESP)

domingo, 23 de maio de 2010

PLASMA RICO EM PLAQUETAS - PRP

  Plasma Rico em Plaquetas (Foto: Arte Webrun)
O PRP (Plasma Rico em Plaquetas) é um novo procedimento, baseado numa idéia revolucionária: injetar nas lesões dos atletas e pacientes em geral uma concentração de células reparadoras do seu próprio sangue. Este concentrado, que é formado principalmente de plaquetas (daí o nome: plasma rico em plaquetas - foto acima), contém substâncias que ajudam a reparar tecidos, os “fatores de regeneração tecidual”, nossos fatores de cicatrização e crescimento celular.
Logo, o tratamento que era chamado “fator de crescimento” (hoje renomeado por levar a entender e confundir com GH- hormônio de crescimento que é doping e proibido para utilização na melhora do desempenho em atletas) foi difundido para tantos usos e tratamentos como se fosse a saída para todas as lesões.
As injeções podem ter efeitos variáveis sobre as diferentes lesões nos corpo, sobre as diferentes características físicas e clínicas de cada ser humano, não podendo assim ser banalizada e indicada sem critério. Além disso, existem várias técnicas que fazem as aplicações serem mais ou menos eficazes dependendo do kit e da empresa utilizada, dependendo da concentração adquirida das plaquetas e com resultados diversos em diferentes tecidos.
Trabalhos publicados no “American Journal of Sports Medicine e The Journal of American Medical Association”, concluem que as aplicações podem ajudar nas cicatriztações de determinadas lesões como epicondilites, mas podem ser menos eficazes em Tendões de Aquiles degenerados, por exemplo. Daí, a necessidade de avaliação médica e indicação correta. 
 O procedimento geralmente não é autorizado pelos convênios, já que a técnica é recente e sem comprovações científicas nacionais, apesar dos resultados positivos que temos e vemos em congressos. Ainda não temos documentação e seguimentos em longo prazo, o que leva ainda a falta de credibilidade e aceitação pelos mais céticos. Mas o lado positivo é que o custo diminuiu bastante se comparado aos anos anteriores.
O foco da maioria dos estudos que temos no Brasil dão conta que corredores e atletas em geral têm muitas lesões nos tendões e músculos e, como essa cicatrização é lenta e faz com que permaneçam longos períodos afastados do esporte, a técnica trouxe uma esperança na aceleração da recuperação e retorno à prática. Mas vale mais uma vez lembrar que a indicação é médica e criteriosa!
A reportagem mostrada domingo, dia 10/01/2010,  no Esporte Espetacular com o título “Técnica revolucionária melhora índice de recuperação de lesões” tem muitos pontos positivos. Mas vale ressaltar também os negativos para que possamos agir de “MENTE ABERTA, MAS COM OLHOS ATENTOS” para decidirmos de forma coerente e individual o que é melhor para cada lesão e cada indivíduo.
O Comitê de Traumatologia Desportiva (www.abtd.org.br) está há muito tempo lutando pela implementação séria deste procedimento, com evidências, colocando todos os pontos positivos e negativos.
Esperamos que esta aplicação seja realmente comprovada e devidamente autorizada como estamos vendo nos resultados e nas discussões em congressos como sendo mais um fator adjuvante no tratamento de lesões.
(Fonte: Dra. Ana Paula Simões - Consultora Webrun de ortopedia e traumatologia esportiva. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo, assistente do grupo de traumatologia do esporte da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira feminina de futebol Sub-20/www.webrun.com.br)