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domingo, 20 de junho de 2010

SAÚDE BUCAL e MEDICAMENTOS

Medicamentos podem apresentar efeitos colaterais na boca, dos quais a "boca seca" é o efeito colateral mais comum. Não deixe de informar seu dentista sobre os medicamentos que você está usando, mesmo aqueles que comprou sem receita médica.
Os seguintes medicamentos podem causar o ressecamento da boca: - anti-histamínicos (antialérgicos);
- descongestionantes; - analgésicos; - diuréticos; - medicamentos para pressão alta; - antidepressivos.
Outros medicamentos podem causar inflamações, ulcerações, dormência, formigamento, distúrbios de movimento, alterações do paladar e, durante a escovação ou do uso do fio dental, sangramento excessivo da gengiva. Se perceber quaisquer desses sintomas, consulte seu dentista ou médico.
(Fonte: saudebucal.terra.com.br)

terça-feira, 1 de junho de 2010

SAÚDE BUCAL e RISCO CARDIOVASCULAR

Escovar os dentes corretamente não é bom apenas para evitar cáries e mau hálito, mas também para o coração. Um novo estudo reforça que pessoas com higiene bucal deficiente têm maiores riscos de desenvolver problemas cardíacos do que aqueles que escovam os dentes pelo menos duas vezes ao dia.
O estudo, feito por pesquisadores do Reino Unido, foi publicado no site da revista British Medical Journal (BMJ) e faz parte de um levantamento feito na Escócia com 11 mil adultos.
Nos últimos 20 anos tem aumentado o interesse na investigação de relações entre a saúde bucal e a do coração. Sabe-se que inflamações no corpo (na boca e gengiva inclusive) têm papel importante no processo de obstrução de artérias.
A nova pesquisa, feita por cientistas da University College London, procurou avaliar se o número de vezes que se escova os dentes tem relação com o risco de desenvolver doenças cardíacas.
Os pesquisadores analisaram dados a respeito do comportamento dos participantes, como o hábito de fumar, a prática de atividades físicas e rotinas de higiene oral.
Os partipantes foram classificados com relação à frequência de visita ao dentista (uma vez a cada seis meses, a cada dois anos e raramente/nunca) e de limpeza dos dentes (duas vezes ao dia, uma vez ao dia ou menos de uma vez ao dia).
Em outro momento, enfermeiras visitaram os participantes para colher informações a respeito do histórico médico pessoal e familiar com respeito a doenças coronárias. Também foram colhidas amostras do sangue dos voluntários, o que permitiu avaliar os níveis de inflamação em cada um. Os dados das entrevistas foram reunidos com informações de admissões e óbitos em hospitais escoceses.
Os comportamentos de saúde oral foram considerados “geralmente bons”, com 62% dos participantes dizendo que visitam o dentista a cada seis meses e 71% afirmando que escovam os dentes duas vezes ao dia.
Quando os dados foram ajustados para fatores estabelecidos de risco cardíaco, como obesidade, fumo ou histórico familiar, os pesquisadores observaram nos participantes que escovavam os dentes com menos frequência um risco 70% maior de desenvolver problemas cardíacos do que aqueles que escovavam duas vezes ao dia.
Os participantes com higiene bucal mais deficiente também testaram positivamente para marcadores usados para identificar a presença de inflamação.
“Os resultados confirmam e reforçam a associação sugerida entre higiene oral e o risco de doença cardiovascular”, disse Watt. Segundo ele, novos estudos são necessários para confirmar se a associação observada é um fator causal ou apenas um marcador de risco, isto é, que não preenche os critérios de causalidade mas que está associado à maior probabilidade de doença.
O artigo Toothbrushing, inflammation, and risk of cardiovascular disease: results from Scottish Health Survey (BMJ 2010;340:c2451 doi:10.1136/bmj.c2451) pode ser lido em www.bmj.com/cgi/content/abstract/340/may27_1/c2451. (Fonte: Fapesp)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

SAÚDE BUCAL

Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) mostrou que cerca de 80% dos idosos no país têm menos de 20 dentes e que metade dos brasileiros entre 35 e 45 anos perdeu ao menos 12 dentes. Segundo o estudo, aproximadamente 35% dos idosos que precisam de dentadura não tem acesso a ela. Normalmente, um adulto tem 32 dentes na fase adulta.
A pesquisa se baseou em dados levantados pelo Projeto Saúde Bucal Brasil 2003, o mais atualizado sobre o assunto, divulgado pelo Ministério da Saúde em 2004.
O levantamento foi feito em 250 municípios de todos os Estados do país e abrangeu 13.471 adultos entre 35 e 44 anos e 5.349 idosos entre 65 e 74 anos. Com as informações, a tese indicou quais fatores tinham relação com a perda dentária em adultos, com a falta de dentaduras e a presença de menos de 20 dentes na boca (edentulismo funcional) em idosos. Para o dentista Rafael da Silveira Moreira, autor da tese, “quem tem menos de 20 dentes não consegue mastigar ou falar de forma eficiente”. Segundo ele, a falta de dentes ainda deixa a estética comprometida. 
A pesquisa aponta que a média de perda dentária e edentulismo (ausência de dentes) funcional foram maiores entre os habitantes de cidades pequenas, Estados onde são extraídos mais dentes por habitante e regiões com menor número de dentistas por habitante.
As áreas com mais idosos que têm menos de 20 dentes estão no Nordeste, Norte, Mato Grosso e Paraná. Áreas do Nordeste e do alto das regiões Norte também são as de maior risco de edentulismo funcional.
Já as áreas de alto risco de perda dos dentes são Mato Grosso e Pará, oeste da região Norte, todos os estados do Nordeste, exceto Pernambuco e Bahia. Também há áreas menores na divisa entre Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
E há ainda risco altíssimo entre idosos moradores do interior da Bahia, Maranhão, Pará, Amapá e Amazonas. Há somente uma mancha de baixo risco, entre o Vale do Paraíba e a Região Metropolitana de São Paulo.
Ainda segundo a pesquisa, mulheres e aqueles que foram ao dentista ao menos uma vez na vida também entram na estatística dos desdentados. Segundo Silveira, isso acontece por que muitas vezes as pessoas procuram serviços de saúde que não conseguem oferecer alternativas à extração – como tratamento de canal.
Pessoas com menos anos de estudo ou que não receberam informações ao longo da vida sobre prevenção contra doenças bucais também se mostraram mais suscetíveis a perder os dentes. Entre aqueles que demoram mais de três anos para ir ao dentista ou só vão em situações de emergência, o risco aumenta também. 
O estudo mostrou também que há mais idosos precisando de dentadura e sem acesso a ela nas cidades com menos de 100 mil habitantes, microrregiões em que muitas pessoas só vão ao dentista em situação de emergência e nos Estados onde os adultos têm menor escolaridade.
Essas áreas de risco estão em todo o Nordeste, no oeste da região Norte e no norte de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. Há algumas áreas de risco muito baixo em São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.
Idosos que nunca foram ao dentista têm o dobro de chance de precisar de dentadura e não ter. Também tem mais chance os homens, não-brancos, maiores de 69 anos e que moram em casas com maior número de pessoas por cômodo. Idosos que moram em áreas urbanas tiveram menor risco, mas quando a última consulta odontológica foi realizada no serviço público, o risco foi maior. (Fonte: Portal R7/SIS.SAÚDE)