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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

VARICELA e SARAMPO

VARICELA
A varicela e o sarampo doenças infecto-contagiosas que têm maior incidência na infância, podem também ocorrer em qualquer idade. As duas manifestam-se por lesões na pele, como pontos vermelhos e, por isso, podem ser facilmente confundidas. Porém, de acordo com a infectologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Mônica Gomes as doenças apresentam características distintas que permitem serem diferenciadas e diagnosticadas.
“Na varicela, o indício mais importante são as lesões de pele que se apresentam em forma de bolhas, pontos de pus e crostas ("casquinhas") ao mesmo tempo”, explica.
Segundo a Dra. Monica essas lesões se espalham por todo corpo, incluindo couro cabeludo e eventualmente as mucosas. “Embora, a febre, mal estar e muita coceira também estejam presentes, em adultos, outros sintomas podem ocorrer, como por exemplo, a pneumonia”, conta.
Já o sarampo, causa lesões de pele, com manchas planas e algumas palpáveis por todo o corpo. “Além disso, o paciente apresenta febre e pode ter tosse e coriza, geralmente nas situações mais graves. É comum também a conjuntivite e, eventualmente, uma mancha branca na boca”, ressalta a médica.
A Dra. Mônica conta que tanto o sarampo quanto a varicela podem aparecer em qualquer época do ano, porém, é comum um aumento no número de casos no meio ou final do inverno. “A transmissão é maior quando as temperaturas ainda estão baixas, pois ficamos em ambientes pouco ventilados. Com isso, o vírus passa de uma pessoa para outra por meio de gotículas emitidas ao falar, tossir ou espirrar.”
A varicela e o sarampo são combatidos, principalmente, com a vacinação.
A médica explica que para ficar imune do sarampo, é preciso tomar duas doses de vacina: a primeira aos nove meses e a segunda aos 15 meses de vida do bebê. “A vacina é altamente eficaz e está disponível gratuitamente, na rede pública”, esclarece.
Já para varicela, a vacina é indicada para as crianças a partir de um ano de idade. “Uma vez infectada pelo vírus, a pessoa adquire imunidade permanente, embora o sistema imunológico não seja capaz de eliminar o vírus”, ressalta. Embora não faça parte do calendário vacinal, a vacina contra a varicela é gratuita para casos especiais. “As demais pessoas podem se vacinar na rede privada.”
 (Fonte: Daiane Strapasson/consumidorrs)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

COPA DO MUNDO: aviso aos viajantes!

FAÇA UM GOLAÇO! VACINE-SE!
Os brasileiros que pretendem acompanhar os jogos da Copa do Mundo de Futebol de perto não devem esquecer da vacinação contra febre amarela. A apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é obrigatória para a entrada de viajantes na África do Sul, país sede da competição.
“Segundo informação oficial do governo da África do Sul, quem não possuir esse documento internacional de saúde pública será impedido de entrar no país”, salienta a gerente de orientação ao viajante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Karla Baeta.
Para emissão do CIVP é necessário estar com a vacina válida (a proteção dura 10 anos) ou vacinar-se pelo menos dez dias antes da data da viagem em um serviço de vacinação. Lembre-se de observar se o cartão nacional de vacinação está completamente preenchido e sem rasuras.
O atendimento para emissão de CIVP nos postos da Anvisa pode ser agilizado se o viajante realizar o pré-cadastro (www.anvisa.gov.br/viajante) no Sistema de Informações de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegário da Anvisa. O sistema também apresenta uma lista dos Centros de Orientação ao Viajante de todo o país, nos quais o certificado pode ser emitido.
Além de gerenciar a emissão dos certificados de vacinação internacional, o sistema apresenta informações sobre as medidas preventivas de saúde e exigências sanitárias que os viajantes devem estar atentos antes de saírem do Brasil. “Ao acessarem o sistema, em menos de dez minutos, os viajantes podem obter uma orientação adequada e desfrutar de uma viagem mais segura”, explica Karla.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os viajantes que vão à África do Sul também devem estar atentos aos riscos de contágio por Influenza A H1N1, cólera, malária, sarampo e febre do Rift Valley.
“É fundamental que o viajante esteja com o calendário nacional de vacinação em dia, incluindo todas as vacinas indicadas para a sua faixa etária. Esta é a forma mais eficaz e segura de prevenção contra uma série de doenças e ainda pode impedir que doenças já eliminadas no Brasil voltem a ocorrer, como por exemplo, o sarampo”, diz a gerente de orientação ao viajante da Anvisa.
Para as doenças transmitidas por mosquitos, a dica é utilizar repelentes nas partes mais expostas do corpo. A escolha de hotéis que possuam proteção contra insetos, como ar-condicionado e telas de proteção nas portas e janelas, também é uma forma de evitar essas doenças.
Cuidados básicos de higiene, como lavagem constante das mãos com água e sabão, não podem ser esquecidos. Outra recomendação diz respeito à alimentação: os viajantes devem evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos e a ingestão de água não tratada ou de procedência desconhecida.
Ao retornar para o Brasil, caso apresente febre ou outros sintomas, o viajante deve procurar imediatamente um serviço médico. O profissional de saúde deve ser informado sobre o roteiro de viagem do paciente.
Para que Anvisa emita o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia é necessário:  documento oficial de identificação com foto ou certidão de nascimento para menores de idade;  cartão de vacina com nome, fabricante e lote completo da vacina, data da vacinação, assinatura e nome do vacinador e identificação da unidade de vacinação. (Fonte: Danilo Molina-Anvisa/SIS.SAÚDE)