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segunda-feira, 17 de maio de 2010

SOJA EMAGRECEDORA

Se você está pensando em perder peso, uma pesquisa feita pela Universidade de Illinois pode dar novos rumos ao seu plano.
“A soja é rica em betaconglicinina, que pode diminuir o limite de acumulação das células de gordura inibindo uma enzima chamada síntese do ácido graxo. Além disso, observamos determinadas proteínas da digestão (as peptases) que fazem exatamente isso e essa descoberta pode ser o ponto de partida para compreender os mecanismos por trás disso. O que é mais interessante é que essas descobertas podem levar ao desenvolvimento de fórmulas que ajudem no combate à obesidade”, diz Elvira de Mejia, pesquisadora responsável pelo estudo.
O estudo também é o primeiro a indicar as propriedades anti-inflamatórias da soja. “Os peptídeos combatem as inflamações bloqueando enzimas-chave desse tipo de resposta imunológica”, aponta a pesquisadora que diz também que a quantidade de glicininas e betaglicininas presentes em determinados tipos de grãos de soja são determinantes desse poder protetivo. Se os índices da glicinina forem baixos e os da betaglicinina forem altos, o poder de proteção é maior.
“A partir de uma identificação das melhores plantas e grãos seria possível gerar híbridos que produziriam um tipo de soja com efeito emagrecedor”, diz a pesquisadora que partiu de pesquisas anteriores que mostravam o efeito emagrecedor da soja em modelos animais (foram usados ratos para os estudos) para tentar entender como isso funcionava exatamente. Sua pesquisa observou e selecionou os tipos certos de grãos que levavam a esse efeito protetivo.
“Já se sabe que a proteína da soja é uma ótima fonte de aminoácidos essenciais. Ela ajuda a manter a massa muscular e os peptídeos fazem que as pessoas se sintam mais saciadas e, portanto, comam menos”, diz.
“E ao que parece, os produtos feitos com base nesse tipo de ‘soja selecionada’ podem também ajudar a limitar o acúmulo de gordura. Com base nesse estudo, em um futuro próximo, os fabricantes poderão criar produtos feitos de soja que ajudem as pessoas a alcançarem seu peso ideal”, finaliza Elvira de Mejia que publicou os resultados da pesquisa no periódico da Federação Europeia das Sociedades de Bioquímica (FEBS).
Emília Ishimoto, nutricionista e professora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), afirma que é necessário ponderar sobre as descobertas. “Antes das pessoas correrem atrás de consumir soja para emagrecer é interessante observar se os resultados se repetem em humanos, pois a pesquisa, apesar de aparentar ser promissora, ainda está nos estágios iniciais. Outra questão é a quantidade desse tipo de alimento que pode se reverter em benefícios. Caso seja uma quantidade grande, deverá ser consumido em forma de suplemente, por exemplo.”
As propriedades da soja que auxiliam na manutenção de uma boa saúde e que são cientificamente comprovadas até o momento, diz a nutricionista, apontam os benefícios do grão para atenuar os sintomas da menopausa, controle do nível de colesterol, diminuição do rtimo da osteoporose, além de contribuir positivamente no risco de câncer de mama. (Fonte: O que eu tenho?/SIS.SAÚDE)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

ARMAS CONTRA O COLESTEROL

Pesquisadoras Luciana Pereira Lobato e Alissana Camargo 
Que soja e aveia fazem bem à saúde não há dúvida. Mas, como os alimentos agem conjuntamente na redução do colesterol e no aumento da defesa do organismo contra os radicais livres? Uma pesquisa inédita da Universidade Estadual de Londrina (UEL) pretende responder a estas duas questões.
O estudo faz parte das teses de doutorado de Alissana Camargo, farmacêutica bioquímica, docente do departamento de patologia, análises clínicas e toxicologia da UEL, e de Luciana Pereira Lobato, farmacêutica tecnóloga de alimentos. 
A ideia, segundo elas, é avaliar a resposta do organismo aos alimentos em pacientes que têm colesterol alterado, mas que não precisam fazer uso de medicamentos. Com base nisso, elas poderão dizer o que é melhor para baixar o colesterol, se a soja ou a aveia, ou se a junção dos dois. Também vão poder avaliar o impacto na proteção contra a oxidação, que se está muito alta tem influência no envelhecimento do organismo e em doenças como as cardiovasculares e câncer. ''Poderá ser uma alternativa à utilização de medicamentos'', avalia Alissana.
Serão 100 participantes, pacientes que ainda estão sendo selecionados, divididos em quatro grupos: o primeiro receberá apenas soja; o outro, aveia; o terceiro, aveia e soja juntos; e o grupo controle só terá mudança na dieta com redução do consumo de gordura de origem animal. Isso durante 45 dias.
A nutricionista Clísia Mara Carreira, docente do departamento de farmácia da UEL, é colaboradora dos projetos e é quem vai fazer a avaliação nutricional dos pacientes e selecionar o melhor grupo para cada um participar. ''Isso é feito de acordo com o gosto de cada um, seus horários, hábitos e ritmo de vida. Tem gente que não gosta de soja e fica difícil comer as barras, por exemplo'', explica.
No início do processo, cada paciente terá avaliado, além do colesterol total, o estresse oxidativo, exames que serão repetidos após os 45 dias. E é isso um diferencial importante da pesquisa. ''A avaliação das defesas antioxidantes não é um exame comum, feito rotineiramente, e por isso não há nem valores de referência'', salienta Alissana.
A seleção dos pacientes, explicam as pesquisadoras, obedece a uma série de critérios de inclusão e de exclusão, avaliados por médicos do Centro do Coração, outra parceria do projeto. Os selecionados, que podem ter idade entre 18 e 60 anos, não podem ser fumantes, fazer terapia de reposição hormonal, estar usando vitaminas, sofrer de hipotiroidismo, estar grávida, ter colesterol acima de 260, sofrer de doenças inflamatórias crônicas, como diabetes, artrite ou artrose, ou estar usando medicamento para reduzir colesterol.
Até o início de abril já havia cerca de 50 pacientes selecionados e participando do estudo. A expectativa é que até o final de junho seja encerrada a coleta de dados e até o final do ano estejam disponíveis os resultados da pesquisa.
Serviço: Interessados em participar da pesquisa podem passar por triagem no Centro do Coração - (43) 3324-6232 ou (43) 8407-0899 (Fonte:Chiara Papali-Folha de Londrina)