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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

SUOR EM EXCESSO

HIPERDROSE
 Cientistas brasileiros provam que é possível controlar o problema com comprimidos, sem necessidade de cirurgia.
A expressão “suar em bicas” pode parecer exagero para muita gente. Não para o corretor de imóveis Hamilton Fernando Silva, 41 anos, portador de hiperidrose – um distúrbio nas glândulas sudoríparas no qual elas trabalham demais e levam a pessoa a transpirar muito além do normal. Para evitar o constrangimento do excesso de suor descendo pelo rosto, fizesse frio ou calor, Silva criou o hábito de andar sempre com uma toalhinha. A companheira inseparável, porém, foi aposentada há oito meses. Na verdade, substituída. Em vez do pedaço de pano, ele agora leva consigo comprimidos de oxibutinina, que toma uma vez por dia.
“É maravilhoso. Antes precisava enxugar o rosto o tempo todo. Com a medicação, isso acabou”, comemora.
Silva é um dos participantes de um estudo recém-concluído da Universidade de São Paulo sobre o uso da oxibutinina para o tratamento da hiperidrose.
Os resultados desse trabalho, coordenado pelo médico Nelson Wolosker, professor do departamento de cirurgia vascular, são alentadores: entre 50% e 70% dos pacientes responderam bem ao medicamento. “Antes, as opções disponíveis para tratar o problema eram a cirurgia ou o botox”, fala Wolosker. No entanto, o efeito da toxina botulínica não é definitivo e a substância precisa ser reaplicada periodicamente. O procedimento cirúrgico também não é garantia de cura. Há pessoas que, após a operação, passam a suar exageramente em outras regiões do corpo. É a chamada hiperidrose compensatória.
As tentativas de usar remédios contra a hiperidrose não são novidade. Substâncias da mesma família da oxibutinina são testadas há décadas, sem muito sucesso devido aos efeitos colaterais.
O avanço obtido pelo grupo brasileiro foi testar a oxibutinina e minimizar as reações adversas. “Dor de cabeça e boca seca eram as principais reclamações”, conta Wolosker. Além disso, a oxibutinina provou ser uma solução para quem desenvolve a forma compensatória da doença. Por isso há expectativa pelo uso do tratamento por outros especialistas.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, Guilherme Pitta, o órgão aguarda apenas a publicação dos estudos para divulgar a nova diretriz aos seus associados. “Com a comprovação científica da eficiência do método, podemos orientar outros médicos a usá-lo também”, diz Pitta.
Fonte: Isto É - Independente-Rachel Costa/educacaofisica.com.br)

domingo, 10 de outubro de 2010

TRANSPIRAÇÃO FEMININA

SUOR FEMININO
As mulheres têm que se exercitar mais do que os homens para começar a transpirar, enquanto os homens suam com mais facilidade durante o exercício, indica uma nova pesquisa publicada na revista "Experimental Physiology". A informação foi publicada no site de notícias científicas "Science Daily".
O estudo realizado por cientistas japoneses da Osaka International University e da Universidade de Kope analisou as diferenças da reação do suor entre homens e mulheres, além da mudança na intensidade do exercício.
Os pesquisadores pediram a quatro grupos --homens e mulheres que praticam e que não praticam exercícios-- que se exercitassem continuamente por uma hora em um ambiente climatizado com intervalos de intensidade crescente.
Os resultados mostraram que os homens são mais eficientes na transpiração. Embora o treinamento físico melhore esta ação em ambos os sexos, o grau de melhoria é maior entre eles. A diferença se torna ainda mais acentuada de acordo com o nível de aumento da intensidade do exercício.
As mulheres sedentárias tiveram a pior resposta entre todos os grupos, pois exigiram uma temperatura maior que os demais --ou intensidade de exercício-- para começar a suar. Em outras palavras, as mulheres precisam de uma temperatura corporal maior do que a dos homens para transpirar.
Segundo o coordenador do estudo, Yoshimitsu Inoue, "parece que as mulheres estão em desvantagem quando precisam suar durante um exercício, especialmente em ambientes quentes".
Os resultados têm implicações para o exercício e a tolerância ao calor, além de lançar um novo olhar sobre como os sexos lidam com extremos de temperatura.
Inoue acredita que pode haver uma razão evolutiva. "As mulheres geralmente têm menos fluido corporal e podem se desidratar com mais facilidade", explica. "Portanto, a menor perda de suor nas mulheres pode ser uma estratégia de adaptação que atribui grande importância para a sobrevivência em um ambiente quente, enquanto a maior taxa de suor em homens pode ser uma estratégia para maior eficiência de ação e trabalho."
(Folha.com/equilibrio e saude)

sábado, 14 de agosto de 2010

HUMANOS SENTEM "CHEIRO DO MEDO" EM SUOR

Quando ameaçados, muitos animais liberam uma espécie de sinal químico que serve de alerta para os outros seres da mesma espécie, avisando que há um predador presente, por exemplo. Os outros bichos percebem o cheiro e reagem, se protegendo.
Uma pesquisa da Universidade Rice, coordenada pela psicóloga Denise Chen, mostra que o mesmo acontece com humanos.
Levando em consideração que nós usamos mais de um sentido ao mesmo tempo para “perceber” o mundo ao nosso redor, Chen analisou se o “cheiro do medo” aguça nossos outros sentidos, e nos auxilia a sermos mais cuidadosos.
Foram coletadas amostras de suor de homens com medo. Os voluntários mantinham um pedaço de gaze em suas axilas enquanto assistiam filmes de terror, com muita tensão.
Posteriormente, algumas voluntárias foram expostas aos químicos encontrados no suor, recolhido no estágio anterior do experimento. Depois de cheirar as substâncias, elas observaram uma série de imagens de rostos, cujas expressões variavam de felicidade para a de um medo ambíguo.
A tarefa delas, então, era apertar botões que indicassem se o dono da face estava feliz ou assustado, em um computador.
A exposição aos “químicos do medo” fez com que as mulheres interpretassem as expressões faciais ambíguas como a de uma pessoa assustada – mas apenas quando o rosto era ambíguo. Quando estava claramente feliz, elas não erravam.
A conclusão de Chen confirma o que já foi descoberto em análises faciais e vocais de pessoas com medo – as descobertas que um sentido faz, como a visão de um rosto ambíguo, são associadas ao que é descoberto pelos outros sentidos, como o olfato, quando detecta químicos associados ao medo. As duas conclusões se juntam, e a voluntária assume que a pessoa da foto está assustada.
“Nossas descobertas evidenciam que o suor humano tem significado emocional” explica Cheng. “Também mostram que os cheiros moldam o que vemos, de uma forma específica e emocional”.
O olfato é uma forma de comunicação entre outros animais, mas, no ser humano, ainda é um sentido enigmático. Humanos desenvolveram incrivelmente a visão e a audição. Então por que ainda precisamos do olfato?
As descobertas de Cheng podem esclarecer essa pergunta. Os cheiros auxiliam nossa percepção social, quando os outros sentidos não nos fornecem impressões tão exatas quanto precisamos. [Science Daily]
(Fonte: Sérgio de Souza - Hipescience.com)