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sábado, 6 de novembro de 2010

DANOS CAUSADOS PELA MACONHA

NINGUÉM SAI INCÓLUME!
Você já deve ter ouvido algum defensor da maconha dizer que fumar um ou dois baseados por dia não faz mal a ninguém. Porém, um estudo realizado na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) mostra que mesmo usuários leves da droga podem ter danos em funções do cérebro, especialmente se tiverem começado a fumar cedo. E o pior: os prejuízos permanecem mesmo depois que a pessoa abandona o hábito.
A pesquisa avaliou 173 usuários crônicos de maconha e comparou com um grupo de 55 não usuários como controle. Dos consumidores de maconha, 49 tinham iniciado precocemente (antes dos 15 anos). A idade dos participantes variou entre 18 e 55 anos e o grupo fumava, em média, 1,8 baseado por dia.
O objetivo foi avaliar os danos gerados pela maconha na chamada “função executiva” do cérebro, aquela que permite processar e organizar novas informações que necessitam de planejamento, iniciativa, memória operacional, atenção sustentada, inibição dos impulsos, fluência verbal e pensamento abstrato. Para avaliar os efeitos da droga, foi aplicada uma série de testes cognitivos. Um deles, por exemplo, envolvia citar palavras começadas em “s” em um minuto.
Quanto mais cedo, pior
Segundo a autora da pesquisa, a neuropsicóloga Maria Alice Fontes, os prejuízos no grupo que consumia maconha foram expressivos em relação ao controle. E ficou claro que os danos são ainda maiores entre os usuários que começaram a fumar precocemente. “O processo de maturação do cérebro vai até os 18, 19 anos, por isso começar antes dos 15 é muito prejudicial”, explica.
Outro fato constatado pelo estudo é que os déficits produzidos pela maconha são acumulativos e permanentes – os participantes do estudo também foram avaliados após um período de abstinência. Segundo a pesquisadora, o próprio prejuízo da droga sobre o controle do impulso faz com que os usuários acabem sofrendo recaídas ao tentar abandonar o hábito.
Fontes explica que todas as pessoas possuem um sistema endocanabinoide, ou seja, produzem uma espécie de “maconha” natural do organismo, chamada anandamida. Ao consumir a droga, esses receptores são preenchidos, o que causa uma espécie de conflito nas células. Com o tempo de uso, esse desequilíbrio torna-se permanente e o corpo deixa de produzir seu próprio canabinoide.
A pesquisa, apresentada como tese de doutorado pelo Laboratório de Neurociências Clínicas da Unifesp, deve ser publicada na revista “British Medical Journal”, segundo a autora. E o próximo passo da equipe do laboratório será realizar um estudo com neuroimagem para avaliar a ação da maconha.
(Fonte: noticias.uol.com.br)

sábado, 16 de outubro de 2010

RISCO DESNECESSÁRIO

PLANTAÇÃO DE MACONHA
Liberar a produção, o consumo e a venda da maconha é o que promete o texto da Proposição 19, que será votada pelos cidadãos da Califórnia, nos Estados Unidos, no próximo dia 02 de novembro. Pela força que o estado exerce no resto do mundo, se aprovada, a iniciativa pode mudar o debate sobre a proibição de drogas e oferecer a muitos países um risco incalculável.
Apesar de apoiar pesquisas com qualquer substância, sejam de abuso ou não, a Abead acredita que todo cuidado é pouco quando as drogas estão em pauta.
No Brasil, muito se tem discutido sobre os benefícios e/ou perigos da criação de uma agência especial para pesquisar os efeitos medicinais da cannabis, pela Secretaria Nacional sobre Drogas do Governo Federal. Entendendo que ações como essa possam despertar uma falsa ideia em relação ao potencial terapêutico da maconha, tememos que contribua para a imagem da substância e incentive uma nova geração de usuários.
A atitude que o estado americano está tomando é no mínimo precipitada, contribue para a imagem de benignidade da substância e, pior, possivelmente baseada em interesses duvidosos.
O nosso país não deve seguir o mesmo caminho. As evidências em favor dos valores terapêuticos e medicinais das drogas são superadas pelo risco da ampliação dos dependentes químicos.
 (Fonte: Carlos SAlgado e Sabrina Pressman-ABEAD)

sábado, 2 de outubro de 2010

FAREJADOR DE DROGAS

APARELHO FAREJADOR
Policiais que trabalham na busca e apreensão de drogas como cocaína e maconha poderão contar, no futuro, com um aparelho eletrônico que atua como cães farejadores na localização dos entorpecentes. O equipamento foi desenvolvido pelo pesquisador Matheus Manoel Teles de Menezes, de 27 anos, durante seu mestrado, finalizado em agosto deste ano na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). Agora, no doutorado, ele busca fazer um protótipo menor do aparelho.
O estudante adaptou um equipamento já utilizado atualmente para a medição da umidade e da quantidade de poluentes no ar para que ele pudesse também identificar a presença de drogas. “Fui pesquisar e descobri que não existia no Brasil nenhum sensor do tipo, só o bafômetro, que identifica o consumo de álcool. Resolvi desenvolver um sensor para maconha e cocaína, as duas drogas com maior uso na sociedade brasileira”, explica ele, que foi orientado pelo professor Marcelo Firmino de Oliveira.
O equipamento utiliza o chamado sensor piezelétrico, que é munido de um cristal de quartzo com um eletrodo de ouro por cima. Para a identificação das drogas, é inserido um modificador químico no eletrodo – de acordo com o pesquisador, o grande segredo do projeto. “Para cada droga precisa de um modificador com um cristal. Os cristais vibram em uma frequência constante. Se a droga interagir com o modificador, ela vai grudar no modificador e aumenta a sua massa, causando uma oscilação na frequência. Se ela oscilar, tem droga no local”, afirma o pesquisador.
O aparelho identifica a existência das drogas a partir de uma concentração mínima no ambiente de dez nanogramas por mililitro de ar. De acordo com Menezes, essa quantidade é invisível a olho nu. “Não tem um grau de comparação, é muito pouco. Se a droga foi visível, mesmo que só um pontinho, já é mais que isso.”
O pesquisador explica que tanto a maconha quanto a cocaína passam por um processo de evaporação natural, soltando partículas no ar. Por isso, o equipamento funciona melhor em áreas fechadas, onde normalmente as drogas são guardadas – como quartos, carros, malas, locais sem ventilação elevada. Em áreas abertas, com mais ventilação, a abrangência do equipamento fica menor.
A evaporação da droga para que ela se torne identificável no ar, entretanto, depende da embalagem feita – quanto mais coberta e bem embalada a droga, mais difícil a identificação. Por isso, pequenas quantidades soltas podem ser identificadas mais facilmente do que diversos quilos bem embalados.
Como o limite mínimo de identificação do aparelho é muito pequeno, até mesmo resquícios deixados pelo manuseamento do lado de fora da embalagem ou no local onde ela foi feita podem denunciar a presença da droga – ou pelo menos que ela passou pelo local. “É o limite de detecção que vai fazer com que o aparelho encontre ou não. É a quantidade disponível no ar, e não a que tem no local”, diz o pesquisador.
Aplicação
Menezes explica que a pesquisa não foi encomendada pela polícia. “É um trabalho acadêmico, partiu do meu interesse. Sempre gostei de ciência aplicada. Pode vir ou não ser utilizado pela polícia."
Além da utilização para a apreensão de entorpecentes, o aparelho também pode ser utilizado na identificação do consumo de cocaína por caminhoneiros, por exemplo, que a usam como estimulante. “Poderia funcionar como um bafômetro nesse caso, com a diferença de que não é preciso que a pessoa forneça uma amostra – é só chegar próximo com o equipamento.”
Agora, no doutorado, ele pretende aumentar a abrangência do aparelho, fazendo com que ele identifique os diversos componentes que são comumente adicionados à cocaína – como anfetaminas, cafeína e xilocaína. “Isso seria importante para poder rastrear a droga, cada fornecedor a batiza de uma maneira diferente”, conta ele, que também estuda o desenvolvimento de um protótipo de cerca de 20 centímetros do equipamento. “Hoje é um aparelho grande. Estamos trabalhando na sua miniaturização.”
(Fonte: Juliana Cardilli- g1.globo.com)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

LOBBY DA MACONHA

É triste que profissionais de renomadas universidades não alcancem a complexidade de um assunto que traz sérias repercussões para a saúde. O lobby da maconha no Brasil é um movimento forte e coeso. Tem uma ideia fixa: a legalização das drogas. Para se manter, usa elementos como uma pretensa respeitabilidade e a estratégia de confundir o debate.
O primeiro tem sido conseguido com a mídia, representantes da cultura, da Justiça e até com alguns profissionais da saúde. O segundo, a confusão, fica por conta de ativistas comprometidos com a causa da legalização, cujo debate tem única dimensão: a legalização como forma mágica de resolver o problema.
Quanto mais confusas as ideias, e aparentemente defendidas por celebridades, mais parece que a maconha seja droga leve; assim, a legalização soa como consequência. Quem mostra uma argumentação mais complexa é suspeito.
A Folha publicou, em 30 de julho, artigo de representantes de importantes instituições de ensino e pesquisa nos atacando pessoalmente ("Ciência e fraude no debate da maconha", "Tendências/Debates"), por publicação anterior sobre o dom de iludir da maconha.
É triste constatar que profissionais de universidades renomadas têm a paixão dos lobistas e não alcançam a complexidade intelectual de um assunto com sérias repercussões para a saúde. Para além da unidimensionalidade do debate proposto pelo lobby, em que vários assuntos se confundem, retoma-se:
 1. Maconha faz mal à saúde.
Qualquer revisão científica concorda com os efeitos deletérios do uso crônico da maconha. O livro mais recente, "Cannabis Policy" (2010), começa reconhecendo tais efeitos para depois discutir mudanças na política. Qualquer alteração na política que aumente o consumo de drogas aumenta o dano. O lobby da maconha se recusa a aceitar tais evidências sobre os riscos.
2. O uso terapêutico da maconha não tem comprovação científica, especialmente o uso de sua fumaça. Se recomendado, com mais de 400 componentes tóxicos, negaria a busca da ciência por produtos cada vez mais seguros.
Algum dos componentes da maconha pode ter propriedades medicinais, mas isso está longe de receber aprovações de órgãos como o "Food and Drug Administration" (FDA, agência reguladora de remédios e alimentos nos EUA). O lobby da maconha quer convencer a população de que a maconha é uma droga segura.
Uma das batalhas emblemáticas desse lobby, que chega ao absurdo de propor que a maconha possa ser usada como tratamento para usuários de crack, exemplo de indigência intelectual, uma desconsideração com a saúde da população.
3. Não precisamos que o governo federal, por meio da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), crie uma agência para coordenar pesquisas sobre a maconha terapêutica, a "Maconhabras".
Com milhares de usuários de crack nas ruas sem tratamento, gastar o dinheiro público dessa forma é ofender famílias desassistidas, que batem à porta dos serviços públicos sem encontrar apoio. Já existem diversos órgãos de fomento às pesquisas no país.
4. A lei antidrogas vigente praticamente descriminalizou o uso. Por coincidência ou não, o consumo de drogas aumentou, segundo todas as pesquisas. O lobby da maconha não reconhece que temos uma das leis mais liberais do mundo, ainda sem avaliação, e querem maiores facilitações para o consumo?
O debate sobre a maconha é complexo, uma droga que tem o dom de iludir. Lobistas da maconha, mesmo aqueles travestidos de neurocientistas, não entendem essa complexidade. Mostram a certeza dos fiéis de uma seita, voltados à legalização da erva. A sociedade brasileira os rejeita, pois sabe que estão distantes das diretrizes de uma boa política sobre drogas e da defesa dos interesses do povo brasileiro.
(Fonte: o artigo, de autoria de Ronaldo Ramos Laranjeira e Ana Cecilia Petta Roselli Marques, foi publicado nao dia 20 de agosto na Folha de São Paulo/ABEAD)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

MACONHA FAZ MAL?

Sou dos que pensam que não cabe a um especialista determinar como uma sociedade deve se comportar frente a este ou àquele tema. Nosso dever é dar informações científicas e permitir que, em posse delas, a própria sociedade decida sobre seus caminhos. Com a maconha, é isso que deve ocorrer.
O especialista alerta que seu uso por jovens, comprovadamente, associa-se com posterior queda no rendimento escolar, experimentação de outras drogas, depressão e esquizofrenia. Ainda que jovens que usaram maconha mais do que 100 vezes na vida (ou seja, duas vezes por semana ao menos por um ano), ao chegarem aos 25 anos, terão menos diplomas universitários e estarão menos empregados que seus iguais não usuários.
Outro fato relevante é que maconha, na história natural de um dependente químico, é a segunda droga de experimentação, sendo a primeira o álcool; daí porque se diz que ambas são drogas de entrada para as demais. Igualmente, é de se destacar o fato de que quanto mais uma droga for oficial ou oficiosamente liberada, maior será seu consumo e os problemas decorrentes dele.
Perguntados sobre por que experimentaram maconha, os jovens respondem que por curiosidade e pressão do grupo. Já com os não experimentadores a resposta é que não experimentaram porque é proibido e faz mal.
Tais fatos estão muito bem documentados por uma plêiade de trabalhos científicos de todos os quadrantes. Em ciência, primeiro fazemos uma observação, depois usamos uma metodologia consistente para verificar se nossa observação procede; depois, ela é compartilhada por outros pesquisadores, até que se transforme num consenso.
Não é o caso desse trabalho, publicado há 11 anos pelo Dr. Dartiu Silveira, citado pelo jornalista Marcos Rolim. Sua amostra foi pequena, seu tempo de seguimento insuficiente, e as demais variáveis não neutralizadas. Tais imprevidências impossibilitaram que a comunidade científica compartilhasse das conclusões do autor e, decorridos todos esses anos, desconheço outro trabalho que tenha chegado aos mesmos resultados; e mais, tampouco tenho informação de que algum serviço de dependência química no mundo esteja se regendo por essa orientação terapêutica, de sugerir que uma porta de saída para o crack seja usar maconha. Aliás, no passado, cometia-se a ingenuidade de se achar que cachimbo ajudaria o tabagista a parar de fumar ou que calmantes, tipo diazepínicos, ajudariam alguém a parar de beber.
Portanto, a título de resumo, o uso de maconha por jovens é deletério, sua liberação aumentará o consumo e os problemas dele decorrentes. Em posse de tais informações, que a sociedade decida o que quer fazer. Até lá, o debate robusto e elegante ajudará; e que não se tome como atitude antiética lembrar fato verdadeiro e de conhecimento público.
(Fonte: Paulo de Sérgio Ramos- Psiquiatra e psicanalista, coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus-P.Alegre/ABEAD)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

AGÊNCIA BRASILEIRA DE CANNABIS MEDICINAL

O CEBRID realizou  simpósio internacional sobre o uso médico de maconha, nos dia 17 e 18 de maio de 2010. Por unamidade foi aprovada a seguinte carta que foi enviada ao presidente do CONAD (Conselho Nacional de Políticas sobre drogas). Os participantes deste simpósio, de vários Estados do Brasil e da Holanda, Reino Unido, Canadá e EUA, reunidos nos dias 17 e 18 de Maio de 2010, promovido pelo CEBRID (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) e Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), considerando que:
1 – existem várias dezenas de trabalhos científicos provando a eficácia clínica da Cannabis sativa L. e seus derivados naturais e sintéticos; 2 – vários países já estão utilizando medicamentos à base da Cannabis
sativa L e seus derivados; 3 – o tratamento de pacientes com medicamentos à base da Cannabis sativa L
 e seus derivados tanto em pesquisas como no uso clínico por meio de prescrição médica, não apresentou reações adversas sérias ou inesperadas; 4 – a Convenção Única de Narcóticos da ONU recomenda a criação de uma Agência Nacional da Cannabis Medicinal visando o adequado controle de eventuais 
plantações da maconha como fonte de matéria prima para fins clínicos ou de pesquisa; 5 – existe queixa unânime dos pesquisadores brasileiros sobre a quase total impossibilidade de realizar pesquisas com a planta e seus derivados dado a uma  burocracia paralisante; 6 – que o uso clínico de derivados de Cannabis sativa L ou de seus derivados naturais ou sintéticos não pode ser confundido com o uso recreativo (nãomédico)
da planta; propõem:
a- A criação de uma Agência Brasileira da Cannabis Medicinal (ABCaM) de acordo com o parágrafo único do artigo 2º da Lei 11.343 de 23/08/2006 o item Ic, do Artigo 14 do Decreto nº 5.912 de 27/09/2006) com a seguinte finalidade:  a1 – aprovar e controlar plantações da Cannabis sativa L. de acordo com o solicitado pela ONU; a2 – incorporar como função da ABCaM, a elaboração de pareceres técnicos sobre
projetos de pesquisa com a Cannabis sativa L; a3 – incorporar como função da ABCaM, a elaboração de pareceres técnicos sobre o registro de medicamentos à base da Cannabis sativa L e seus derivados naturais
ou sintéticos, produzidos no Exterior ou no Brasil; a4 – que a ABCaM seja constituída por um grupo de seis cientistas brasileiros com experiência comprovada em pesquisas préclínicas e clínicas com produtos de
Cannabis sativa L e seus derivados naturais ou sintéticos;
b- que a ABCaM seja instalada em órgão público federal, seja na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e/ou na SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas) e/ou Coordenadoria de Saúde Mental do Ministério da Saúde.
São Paulo, 18 de maio de 2010
E.A. Carlini
Presidente do Simpósio
(Fonte: Boletim Psifavi 38 - Cebrid)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

ZIRRÊ

A tática usada por alguns traficantes de drogas, que vendem maconha misturada a fragmentos de pedras de crack sem que os consumidores sejam avisados, conforme notícia desta semana, pode levar à morte quem consome a droga, batizada de zirrê.
De acordo com o professor de pneumologia do curso de pós-graduação da PUC, Carlos Alberto Barros Franco, quem opta pelo uso apenas da maconha se expõe a riscos menores quando comparados aos malefícios causados pelo zirrê.
"A maconha diminui a iniciativa e causa danos mentais, além de irritar os pulmões, provocando bronquite crônica e sinusite de repetição. Já o crack produz uma irritação aguda no alvéolo pulmonar que pode até levar à morte" analisa Franco, para acrescentar: o crack também baixa a imunidade e eleva a frequência cardíaca, o que pode resultar em um acidente vascular cerebral. Como atua nos músculos, ele ocasiona a rabdomiólise, que destrói a massa muscular" finalizou.
O zirrê, segundo Barros Filho, prejudica também o desempenho sexual do usuário: "Embora estimule e acelere os batimentos do coração e eleve momentaneamente a autoestima, o crack inibe a sexualidade e impede a ereção".
Segundo o assessor para álcool e drogas da Coordenação de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde do Rio, o psiquiatra Sérgio Alarcon, o problema do zirrê é que esse composto faz com que o usuário apresente sintomas incomuns à maconha.
"O crack altera o pensamento, o senso de percepção, levando o usuário a delírios persecutórios, a chamada nóia. Já a maconha causa apenas alterações pulmonares", afirmou ele, que atende cerca de mil dependentes por mês em dois centros. (Fonte: ABEAD)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O LADO TERAPÊUTICO DA MACONHA

Uma substância extraída da maconha ajuda a tratar pacientes com fobia social. É o que mostram dois estudos inéditos da USP de Ribeirão Preto com pacientes que ingeriram cápsulas de canabidiol, um dos 400 compostos encontrados na erva. 
Em um dos trabalhos, dez pacientes foram avaliados por imagens do cérebro: após o consumo do remédio, as áreas cerebrais que são hiperativadas nos doentes tiveram atividade reduzida.
Isso indica que a substância pode atuar diretamente na região e minimizar os sintomas desse tipo de fobia.
A outra pesquisa analisou os níveis de ansiedade de 36 pessoas que tiveram de falar em público -uma das situações mais complicadas para quem tem o transtorno.
Todos tiveram de fazer um discurso de quatro minutos em frente a uma câmara -24 deles tinham a doença e 12 ingeriram canabidiol.
Os voluntários com fobia social que tomaram a cápsula apresentaram sinais de ansiedade semelhantes aos dos saudáveis. Já os doentes que ingeriram placebo mantiveram os padrões de ansiedade causados pela fobia.
Os mecanismos de ação da substância ainda não são bem conhecidos pelos pesquisadores. Mas já se sabe que o canabidiol tem um efeito tranquilizante mesmo em pessoas saudáveis.
A fobia social pode ser tratada com remédios e psicoterapia. Mas as drogas podem demorar até 20 dias para ter efeito e causar dependência.
"Nesse experimento, observamos o efeito com uma única dose, o que faz supor que o canabidiol tenha a vantagem de começar a agir de imediato", diz o psiquiatra Antonio Zuardi, do departamento de neurociências e ciências do comportamento da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.
Para os pesquisadores, os resultados também ajudam a explicar por que pacientes com transtornos de ansiedade fumam maconha com mais frequência do que a população geral.
"Talvez eles não procurem a droga pelo "barato", mas pela ação do canabidiol. Seria uma forma de automedicação. O problema é que eles consomem junto outras substâncias com efeitos negativos", afirma José Alexandre Crippa, também psiquiatra da USP de Ribeirão Preto.
No Brasil, ainda não há autorização para o uso terapêutico de nenhuma substância derivada da cânabis.
(Fonte: www1.folha.uol.com.br)

domingo, 4 de julho de 2010

MORTALHA

O psicólogo José Carlos da Silva Camargo, que atende dependentes químicos e familiares há 19 anos, aponta que a grande maioria dos pacientes narra que iniciou o vício por meio das drogas lícitas, como o tabaco e o álcool. ''Depois surge a maconha, que seria um passo a mais, uma identificação de um grupo, uma forma de autoafirmação.'' Segundo Camargo, já no segundo baseado o usuário começa uma linha de declínio. Para adquirir mais droga, ele vende os objetos pessoais. Depois vende bens dos familiares. Os próximos passos são mais degradantes.
O psicólogo faz um alerta aos pais sobre como a maconha tem sido divulgada como uma erva natural, que não prejudica o ser humano. Ele lembra que seu uso pode causar surtos psicóticos e até desencadear a esquizofrenia, para quem tem uma predisposição à doença. ''O que é comumente chamado de barato é a ação química que perturba todo o sistema nervoso central, desorganizando a percepção da pessoa, como faz o LSD e alguns cogumelos.''
Outra preocupação do especialista é a elitização da maconha - associação da droga com as pessoas que tem uma vida alternativa, que são chamadas de ícones da cultura brasileira. ''É um absurdo um artista ou político citar o uso da maconha como algo positivo. Alguns dizem que ela é uma erva natural, que não prejudica a saúde. Todas as drogas vêm da natureza. Elas são sintetizadas depois.''
"A maconha é porta de entrada. Em uma balada você vê as pessoas preparando o cigarro, usando o Pure Hemp, aquela 'sedinha' para enrolar o baseado, que os mais velhos chamam de 'mortalha'. Só que essa é de fibra de maconha, o que gera um atrativo a mais. As pessoas sempre estão sorrindo, se divertindo e enturmadas. Isso faz o adolescente querer fazer parte desse mundo.''
O depoimento é de César (nome fictício), 22 anos, que diz que começou a usar maconha aos 14 para tentar fazer amigos. Em poucas semanas o jovem já fumava seis cigarros diários. A tolerância crescente aos efeitos da maconha fez com que buscasse outras drogas, como a cocaína, o LSD e o ecstasy. Em menos de um ano estava gastando R$ 100 por dia para sustentar o vício.
Os pais do jovem agiram. Ele foi internado em uma clínica de recuperação e passou um ano em intensa terapia. Hoje, César faz parte dos Narcóticos Anônimos, e está há dois anos sem fazer uso de entorpecentes. (Fonte: Bruno Maffi-Folha de Londrina)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

EFEITOS DA MACONHA NO CÉREBRO

(Fonte:www.crer-vip.org.br/drogas/maconha.htm)
O consumo de maconha afeta o funcionamento do cérebro, mas o organismo é capaz de se acostumar com os efeitos, segundo estudo científico publicado nesta sexta-feira, 11, na Austrália.
Pesquisadores da Universidade de Wollongong afirmam que o principal componente ativo da maconha, o tetraidrocanabinol (THC), fica no corpo durante semanas, por isso o cérebro das pessoas que usam habitualmente a droga está sempre exposto à substância.
Os cérebros dessas pessoas precisam fazer um maior esforço que os de outras que não consomem maconha para realizar as mesmas tarefas, e com o tempo chegam se habituar a isso, explicou o psicólogo clínico Robert Battista à rádio local "ABC".
Battista acrescentou que cérebro sob efeito da maconha se dá conta de que as conexões tradicionais deixaram de funcionar e cria novas. (Fonte:Estadão/SIS.SAÚDE)

quarta-feira, 24 de março de 2010

ANTICONCEPCIONAL: MACONHA

Um estudo da Universidade da Califórnia acaba de mostrar os efeitos de um anticoncepcional inusitado: a maconha.
Com um olhar mais a fundo sobre o funcionamento dos espermatozóides, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a droga contêm um princípio ativo capaz de “gastar a bateria” dos espermatozóides antes da hora.
Os espermatozóides permanecem imóveis na maior parte do tempo em que estão no corpo dos homens. O movimento só começa quando ele está a caminho do corpo da mulher e sua “bateria” dura apenas o tempo suficiente para atingir o óvulo feminino. Se os espermatozóides forem ativados em algum momento antes do necessário, eles não têm energia suficiente para chegar ao óvulo e perdem a chance de fecundação. E a maconha, assim como uma substância do canal reprodutor masculino e feminino, o endocanabinóide, tem o poder de fazer essa ativação, de acordo com a pesquisa.
Um dos responsáveis pelo estudo, Yuriy Kirichok, compara os espermatozóides a balões cheios de ar. Assim como bexigas, os espermatozóides estão "inflados", com partículas com carga positiva - os prótons - em vez de ar. Quando liberamos todos estes prótons de uma vez, o espermatozóide se move. É como se estivéssemos abrindo um canal para que o ar escapasse do balão. Isso acontece porque, a carga do lado de fora de onde está o esperma é negativa e atraí os prótons que estão dentro dos espermatozóides, de carga positiva. “Nós identificamos a molécula que permite que isso aconteça", diz o pesquisador.
A maconha e os endocanabinóides, dizem os pesquisadores, abrem o caminho para essa reação ocorrer, e o "ar" sair do esperma. Com a ativação antes do tempo, quando chega a hora de correr para o corpo da mulher, já não há potência para alcançar o óvulo.
O estudo, por enquanto, trabalha em cima de hipóteses. Nenhum teste prático com consumidores de maconha foi feito para comprovar se o efeito, de fato, é significativo. (Fonte: Revista Galileu)

quinta-feira, 4 de março de 2010

CONSUMO DE MACONHA

Consumir maconha por muito tempo aumenta o risco de doenças psíquicas, como psicoses, alucinações visuais ou auditivas e delírios, segundo um estudo australiano divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.
Os pesquisadores do Instituto Cerebral da Universidade de Queensland consultaram 3.800 jovens de cerca de vinte anos sobre seu consumo de maconha e sobre a ocorrência de eventuais problemas psíquicos. Pouco mais de 14% deles responderam que consumiam maconha há seis anos ou mais.
O estudo constatou que esses jovens corriam um risco duas vezes maior de sofrer de doenças psicóticas, como a esquizofrenia, do que aqueles que nunca consumiram.
O risco de serem vítimas de alucinações também é duas vezes maior; e o de delírios, quatro vezes mais elevado.
"A ligação é muito clara entre o consumo e os três problemas estudados: quanto mais tempo se consome maconha, mais elevado é o risco de efeitos não desejados", indicam os autores do estudo divulgado na revista científica Arquivos de Psiquiatria Geral.
Eles reconhecem, no entanto, que é difícil dizer se esses problemas psíquicos antecedem ou são consequência do consumo de entorpecentes. "A relação é complexa", revelam. (Fonte: r7)






domingo, 28 de fevereiro de 2010

DEPENDENTE DE DROGAS


Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) traça pela primeira vez um perfil da família do dependente de drogas no Brasil.
O trabalho, baseado na entrevista de 500 pessoas que procuram grupos de ajuda Amor Exigente, revela que, embora sejam os primeiros a descobrir o vício, familiares responsabilizam fatores externos pelo problema.
"Há um processo longo até a descoberta. Quando isso ocorre, boa parte dos familiares avalia que o uso de drogas ilícitas é resultado da influência de más companhias ou da falha de autoestima do paciente", afirma a coordenadora do trabalho, Maria de Fátima Rato Padin.
De acordo com o estudo, em 68% dos casos, a descoberta foi feita por um familiar que percebeu mudanças de comportamento e, na grande maioria, por mulheres. "São companheiras dos usuários ou mães", diz a pesquisadora. Muitas delas ficam deprimidas.
"Hoje tenho consciência de que assumia parte da culpa. E, principalmente, assumia a responsabilidade de resolvê-lo", conta a jornalista Cleide Canduro, de 53 anos. Mãe de quatro filhos, ela descobriu, há oito anos, que três haviam usado entorpecentes. "Dois apenas tiveram contato. Mas um deles usava de forma abusiva, afetando estudos, o rendimento nos esportes, a convivência." Ele associava maconha e álcool.
E uma das grandes surpresas do trabalho é o fato de a maconha ser a droga mais frequente e de maior preferência dos usuários, de acordo com a percepção da família.
"Há sempre a ideia de que maconha traz poucos prejuízos. Mas, para familiares, isso está longe de ser verdade", afirma Maria de Fátima.
O trabalho retrata o difícil caminho atrás de atendimento. "As famílias estão muito desamparadas e, principalmente, não encontram nível de informação adequado", diz a pesquisadora.
Segundo o estudo, 61,6% desconhecem, por exemplo, os serviços dos Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas (Caps). E, antes de recorrer aos grupos de ajuda mútua, entrevistados já haviam passado por uma série de tentativas: desde internação dos pacientes, atendimento psicológico e psiquiátrico até procura de grupos religiosos. (Fonte: O Estado de S. Paulo)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

PERIGOS DA MACONHA!


Maconha aumenta risco de doença psicótica.
"O uso diário de uma maconha mais potente aumenta em até seis vezes o risco de uma doença psicótica, como esquizofrenia ou outras semelhantes", explicou à Agência Lusa o psiquiatra dos hospitais da Universidade de Coimbra, Dr. Tiago Reis Marques, que faz doutorado em Londres.
No Instituto de Psiquiatria de Londres, o Dr.Tiago participa do estudo Genetics and Psychosis (GAP - Genética e Psicoses), cujos resultados foram parcialmente publicados na edição de dezembro do British Journal of Psychiatry.
O pesquisador, de 33 anos, ressaltou, porém, que a maconha "não é uma causa em si", mas antes um fator de risco e um estopim para uma doença mental grave, como a esquizofrenia.  "Em pessoas que, com outros fatores de risco associados, como genéticos ou sociais, estejam em risco aumentado, [o consumo] é um fator precipitante para a esquizofrenia", explicou.
Há muito que as pesquisas analisam as causas das psicoses, expressamente sobre fatores genéticos ou sociais e consumo de drogas. A novidade deste estudo é a comprovação de que a potência da maconha consumida e a frequência de seu uso aumentam até seis vezes o risco de apresentar doença psicótica.
Maconha geneticamente modificada

O pesquisador português explica que, atualmente, "a maconha geneticamente modificada, a preferida pelos usuários comuns", originária da Holanda e de outros países, "tem de 12% a 18% de THC, substância que provoca os sintomas comuns, como euforia, desinibição, quando antes continha apenas 2% a 4%".
As "óbvias implicações para a sociedade" incluem olhar para a maconha "não como uma droga somente leve, mas como uma droga que potencia e aumenta o risco de doença mental grave", antecipou o pesquisador.
Destacando que esta decisão se situa no nível político, Tiago Reis Marques prevê uma "implicação muito importante na agenda de saúde pública, assim como na forma como a política, criminal e legislativa terá de olhar para a maconha".
O passo seguinte da equipe do pesquisador será perceber como a maconha atua no cérebro para que surjam sintomas psicóticos (delírios, paranoia, alucinações, sintomas de perseguição) e como é que a droga se combina com fatores genéticos, por exemplo. (Fonte:Sis.Saúde)



domingo, 29 de novembro de 2009

PREJUÍZO PROVOCADO PELA MACONHA


Esperma alterado
A maconha altera a produção de espermatozoides e tem impacto na fertilidade do homem, aponta uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) que ainda está em andamento. Os dados preliminares, baseados na análise de 32 homens, foram divulgados durante o Congresso Brasileiro de Urologia, que aconteceu na semana passada em Goiânia.
Segundo o urologista Jorge Hallak, coordenador da Unidade de Toxicologia Reprodutiva e de Andrologia da USP, com o consumo de maconha os espermatozoides mudam de formato e perdem a mobilidade, dificultando a fecundação. "Basta consumir a droga uma vez por semana para ocorrer a alteração dos gametas", alerta o médico, que acompanha um grupo de usuários de maconha há sete anos.
Uma linha de pesquisa parecida tem sido desenvolvida pela Universidade Queen, de Belfast, na Irlanda do Norte. Os pesquisadores examinaram o efeito da THC -a substância ativa da maconha- no esperma e verificaram que, além de dificultar a chegada do sêmen ao óvulo, a maconha prejudica outras funções do esperma, como a habilidade de romper a camada protetora do óvulo.
Poluição
Hallak também desenvolve pesquisas sobre o impacto da poluição na produção de espermatozoides, principalmente nos do cromossomo Y. Ele afirma que homens que trabalham nas ruas e inalam muita poluição têm uma maior concentração de radicais livres de oxigênio no sangue, o que também prejudica a fabricação de espermatozoides de qualidade. De acordo com o médico, é possível amenizar os efeitos da maconha e da poluição nos espermatozoides com antioxidantes. "Vitaminas como a E e a C podem melhorar a qualidade do espermatozoide. Mas o tratamento dura em média sete meses", afirma. (Fonte: ABEAD-Folha de S.Paulo)