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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO - 29 DE AGOSTO

O cigarro já perdeu o status de glamour que exalava há algumas décadas, mas segue como um problema real para a saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo ainda ocupa o topo da lista de causas de mortes evitáveis no planeta.
Neste domingo, dia 29 de agosto, quando é comemorado mais um Dia Nacional de Combate ao Fumo, a data serve de alerta para uma situação ainda bastante preocupante no país.
A OMS estima que um terço da população mundial adulta seja fumante, o que significa cerca de 1,2 bilhão de pessoas. As mortes devido ao uso de tabaco correspondem a 4,9 milhões ao ano, ou seja, 10 mil mortes ao dia.
Professora de Enfermagem em Saúde Pública do Complexo Educacional FMU, Valéria Leonello relata que pesquisas recentes indicam que o percentual de fumantes vem caindo no Brasil. No entanto, a situação não deixou de ser alarmante.
— Embora alguns países tenham um índice maior de tabagismo quando comparados ao Brasil, termos cerca de 15% da população brasileira usuária de produtos derivados do tabaco é, no mínimo, preocupante — afirma.
Segundo a professora do curso de Enfermagem da FMU e mestre em Saúde Pública, um estudo do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostra que 17,5% da população brasileira com mais de 15 anos usa produtos derivados do cigarro.
— Isso representa um contingente de 25 milhões de pessoas — frisa.
Para Valéria, a Lei Antifumo do Estado de São Paulo, em vigor há um ano, já apresenta resultados positivos. Ela comenta que foi constatada uma redução de até 73,5% nos níveis de monóxido de carbono em bares, restaurantes e casas noturnas, de acordo com um estudo do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas em cerca de 700 estabelecimentos.
— Os freqüentadores e funcionários desses estabelecimentos foram alguns dos grandes beneficiados pela lei. Os estudos estão começando a ser desenvolvidos, afinal, temos só um ano de aplicação da lei, mas vários meios de comunicação vêm fazendo enquetes com a população, que já considera a lei um suporte ou apoio para quem deixou ou quer deixar o hábito de fumar — avalia a professora da FMU.
Aproveitando o Dia Nacional de Combate ao Fumo, Valéria aponta que deixar o vício do cigarro é uma decisão que, na maior parte dos casos, deve ser acompanhada com a procura por ajuda profissional e apoio de pessoas próximas.
— Parar de fumar sem ajuda pode até ser possível, mas com ajuda e apoio é bem mais efetivo. Em geral, as pessoas que fumam têm muita dificuldade em deixar o vício — diz.
Segundo a professora, apenas a informação não muda o comportamento das pessoas.
— A decisão de parar de fumar tem que vir associada a uma série de outros elementos, como apoio psicossocial, acompanhamento médico, trabalhos grupais, etc. Esses recursos somados à informação fortalecem a capacidade do indivíduo em mudar esse hábito — finaliza. (Fonte:ABEAD)

quarta-feira, 17 de março de 2010

COMPARTILHANDO.... (SEM GRANA NA JOGADA)

Aproximadamente 25 milhões de brasileiros são fumantes, segundo dados da pesquisa especial de tabagismo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada ano passado.
Para ajudar aqueles que querem largar o vício, a Johnson & Johnson disponibiliza atendimento gratuito por telefone (0800 722 44 11). O serviço dá dicas personalizadas diante da situação e estágio de vício cada pessoa.
A empresa possui a linha de produtos Nicorette e um programa chamado ActiveStop, de apoio comportamental online de 14 semanas que pode ajudar os fumantes a parar de fumar. (Fonte: Uol Ciência e Saúde)

domingo, 13 de dezembro de 2009

APAGUE O CIGARRO DE SUA VIDA! O LIVRO


"O livro Apague o Cigarro de Sua Vida nasceu da vontade de ajudar os fumantes a deixar de fumar sem sofrimento. Em nosso dia-a-dia inúmeras vezes nos deparamos com fumantes descrevendo as angústias no processo de parar de fumar e suas frustrantes recaídas, muitas vezes devido a deslizes que poderiam ser evitados com medidas simples.
Ao longo destes anos tratando de tabagistas, alguns que nos procuraram devido a uma doença já diagnosticada, imaginamos que escrever um livro seria uma forma eficaz e muito prática de ajudar muitas pessoas a distância. A publicação deste livro foi a realização de um grande sonho e agradecemos a Editora Alaúde por nos ajudar nesta conquista!
A você leitor, que busca auxílio para parar de fumar, parabéns pela sua decisão! O processo de parar de fumar está 50% baseado no estado motivacional do fumante, o restante é informação, que este livro pode ajudar, e alguns fumantes vão necessitar de auxílio de medicamentos, mas esta é uma minoria. E desejamos que este livro te ilumine e motive nesta caminhada! Estamos convictos que parar de fumar é o melhor presente que você pode se dar." (Os autores - Editora Alaúde)

Depoimento de Ziraldo - escritor e cartunista, 73 anos
Fumei dos 17 aos 57 anos quatro maços de cigarro por dia. Tentei largar mais ou menos 20 vezes, era um sofrimento. Tudo fedia, o estúdio, o carro, a roupa. Tantas vezes tirei o carro da garagem tarde da noite para procurar um bar aberto que vendesse cigarros. E o pior é que ao longo desse processo, descobri que quanto mais gente estiver no nosso pé, em campanha contra o hábito de fumar, é pior, torna o fumante até mais resistente. Eu cheguei ao limite de ter quatro cigarros acesos simultaneamente. Criei até mesmo um sistema de armazenamento de fósforos com uma superfície externa que permitia que eu acendesse nela os cigarros.
Achei que nunca pararia, até que fui convidado pelo Ministério da Saúde para fazer as ilustrações de uma campanha antitabaco. Aí eu pensei: ou eu faço a campanha e paro de fumar, ou não faço e continuo. A mensagem da campanha era direta, falava que fumar é brega, deselegante e que fede. A campanha saiu, fez sucesso, mas eu só parei mesmo numa madrugada em que estava desenhando, com o cigarro queimando ao lado da prancheta e outros cinco espalhados pelo estúdio. Nesse momento o pincel tocou a cinza de um cigarro, que grudou nas cerdas, sujou tudo e estragou o desenho. Nessa hora eu dei um basta. Joguei fora todos os maços que guardava e toda a parafernália que usava para acender os cigarros e decidi que nunca mais colocaria um cigarro na boca. E cumpri a promessa.
Depois que parei de fumar, passei a dormir melhor, a acordar menos cansado e a ter menos ressaca de manhã. Como efeito colateral, engordei, mas logo voltei ao meu peso normal com uma dieta. Percebi que a minha grande ressaca não era do uísque porque nunca mais sofri desse mal. Também percebi que as pessoas têm cheiro de corpo e mau hálito. Até então eu não havia percebido que as pessoas exalam seus maus odores. Então, se você quer se livrar do vício de fumar, tome ódio e antipatia do cigarro, perceba o fedor que existe ao seu redor e se dê conta de que fumar é uma idiotice.(Trechos do livro Apague o Cigarro de Sua Vida)