Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador tabagismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tabagismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

COMO O FUMO AFETA A SUA SAÚDE OCULAR

Nove em cada 10 fumantes não têm consciência da ligação entre tabagismo e doença ocular. Além disso, quem tem um histórico familiar de qualquer um desses problemas de saúde é 100 vezes mais probabilidades de contrair essas condições. Os fumantes são quase duas vezes mais propensos a sofrer de degeneração macular relacionada à idade, glaucoma e catarata.
Conselheiro clínico Paul Carroll disse: "Estamos tentando sensibilizar pessoas para evitar perda da visão e doenças oculares que são agravadas por substâncias químicas do cigarro. Quando você inala um cigarro, cerca de 4.000 produtos químicos entram na sua corrente sanguínea. Algumas dessas substâncias causam problemas nos vasos sanguíneos da parte posterior do olho e danificam a mácula, que é a parte mais sensível da retina, resultando em danos irreversíveis que acabará por levar à perda da visão."
Link para o estudo: http://bit.ly/ce4ssU
Fonte: Independent.i.e, 01 de novembro de 2010/- Link: http://bit.ly/cBAvEP/ ash.dailynews-01.11)

domingo, 31 de outubro de 2010

MARKETING EM FAVOR DA SAÚDE

Billy Nascimento:
 neurociência contribuiu para campanha antitabagismo
A lei estadual, conhecida como "Rio Sem Fumo", que proíbe fumar em locais fechados, completou um ano de vigência no último mês de agosto. Um balanço coordenado pela Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro atesta seu impacto na vida do carioca: a concentração de monóxido de carbono em ambientes, como bares, restaurantes e casas noturnas, teve queda de 50%.
Para Billy Edving Muniz Nascimento, doutorando do programa de Fisiologia do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tão importante quanto implementar medidas coercitivas é criar mecanismos eficientes de prevenção ao tabagismo.
O principal resultado de sua tese, defendida em outubro, foi fornecer dados neurocientíficos para a elaboração das advertências que vêm sendo veiculadas nos maços de cigarro desde 2008.
Considerando que as imagens estampadas nas embalagens de cigarro são uma das formas mais efetivas de se informar sobre as consequências do tabagismo e desconstruir o apelo ao prazer, ainda enraizado na sociedade, ele afirma: "As novas imagens são mais aversivas, para aumentar a probabilidade de não fumantes se manterem afastados do vício do cigarro."
O estudo foi desenvolvido no Laboratório de Neurobiologia II, coordenado pela professora Eliane Volchan, Cientista do Nosso Estado da FAPERJ e orientadora da pesquisa de Billy. "Estudos em neurobiologia da emoção demonstram que estímulos visuais afetam atitudes e comportamentos", declara o doutorando. Ele explica que enquanto estímulos agradáveis ativam o sistema motivacional apetitivo, predispondo à aproximação, estímulos aversivos ativam o sistema motivacional defensivo, promovendo o afastamento.
A primeira parte da pesquisa foi estimar o impacto emocional causado pelas 19 advertências, ilustradas nos maços de cigarro entre 2002 e 2008. Nessa etapa, 212 voluntários universitários, dos quais 18% eram fumantes, classificaram as imagens segundo o grau de intensidade e a escala de agrado. "O grupo das antigas advertências foi classificado como desagradável e moderadamente ativador, o que significa que não eram eficientes para afastar os consumidores", resume Billy.
Ele conta que os resultados da análise chamaram atenção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que propôs uma parceria para a construção de um novo conjunto de advertências. Para criar as imagens que estampam as embalagens atualmente, buscou-se adequar as informações de advertência do Ministério da Saúde a um alto grau de dramaticidade, para maximizar a ativação do sistema motivacional defensivo. "A informação de que o tabagismo pode causar derrames,por exemplo, está vinculada à imagem de um cérebro sangrando", diz.
Nesse estágio, o trabalho foi desenvolvido em conjunto com o Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento, coordenado pelas professoras Letícia de Oliveira e Mirtes Garcia, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e com um grupo de pesquisadores do Departamento de Artes e Design, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), entre eles Rejane Spitz e Nilton Gamba Junior.
Billy esclarece que, antes de serem veiculados nos maços de cigarro, os exemplares produzidos também foram avaliados, seguindo a mesma metodologia usada na fase inicial. As classificações foram feitas por 338 jovens, divididos em grupos de fumantes e não fumantes, homens e mulheres, de três graus de escolaridade – ensino fundamental incompleto; ensino médio completo; e universitários.
Segundo o pesquisador, os resultados mostraram que o maior grau de aversão foi entre pessoas de baixa escolaridade e mulheres. "O grupo de menor escolaridade considerou os protótipos mais negativos do que o grupo de maior escolaridade. Já em relação ao sexo, as mulheres consideraram os protótipos mais negativos que os homens", conta Billy. "Considerando somente o grupo dos universitários, e comparando com as avaliações da primeira etapa da pesquisa, as imagens das novas advertências foram consideradas mais desagradáveis e mais intensas – com maior ativação do sistema motivacional defensivo", acrescenta.
Desconstruindo o apelo de prazer
Billy explica que, tanto no mestrado, quando foi bolsista Nota 10 da FAPERJ, quanto no atual projeto de doutorado, sua linha de pesquisa é estudar o comportamento do consumidor, segundo os conceitos do neuromarketing – união do marketing com a ciência, que busca entender a lógica de consumo, regida pelos desejos, impulsos e motivações, ou seja, as reações neurobiológicas a determinados estímulos externos.
"No projeto de mestrado, buscamos entender como as emoções influenciam a tomada de decisão econômica. E no doutorado, buscamos aplicar o conceito de neuromarketing em favor da saúde", diz. O pesquisador ressalta que a indústria de tabaco tem consciência que o primeiro contato dos adolescentes com o cigarro é uma experiência ruim, devido ao efeito tóxico da nicotina e ao sabor forte do produto. Por isso, sempre se beneficiou do marketing, a exemplo da maciça propaganda de antigamente, que associava o cigarro principalmente ao esporte e ao erotismo. "São duas ideias que ativam o sistema motivacional apetitivo, predispondo à aproximação", lembra Billy.
A legislação vigente obriga que as advertências ao tabagismo ocupem 100% de uma das faces da embalagem. Billy acredita que o próximo passo seja a determinação de se veicular advertências na frente e no verso dos maços. "Apesar de ser o único meio de propaganda, o design da embalagem traz fortes apelos de prazer, como as cores fortes e os temas associados, como Fórmula 1 e futebol", explica.
No início de 2010, em conjunto com Ana Carolina Mendonça de Souza, doutora em neurofisiologia pelo IBCCF, Billy montou uma empresa para oferecer serviços de neurociência aplicada. A Forebrain Neurotecnologia está localizada na Incubadora de Empresas da Coppe-UFRJ e trabalha em parceria com diversos laboratórios de estudo em neurociência comportamental. "A Forebrain Neurotecnologia é brasileira e pioneira nesse ramo. Nosso objetivo é oferecer ao mercado interno as mais avançadas técnicas de estudo neurocientífico, aplicadas à compreensão do consumidor", explica Billy. "Traçamos algumas parcerias, que garantem o constante desenvolvimento de serviços de alta qualidade e excelência científica", acrescenta.
No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas morrem anualmente em decorrência da exposição a produtos derivados do tabaco. "O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável no mundo, além de fator de risco para outras doenças, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral", destaca o pesquisador.
De acordo com Billy, o conceito de neuromarketing e a aplicação da neurociência para entender o comportamento do consumidor têm fornecido suporte às ações de combate à propaganda de produtos tóxicos e letais, como o cigarro. "Este trabalho mostra que a utilização de pressupostos teóricos e metodologia experimental neurocientífica podem auxiliar na elaboração de políticas públicas de proteção à saúde da população", conclui.(Fonte: Elena Mandarim-FAPERJ)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PULMÃO S.A.: SUA ATMOSFERA, SUA VIDA - ZOO LÓGICO

TURMA DO DR.MARCOS (ZOO LÓGICO)
Pneumologista e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Marcos Nascimento está acostumado a atender pacientes adultos com problemas de tabagismo. Há algum tempo, no entanto, chamou-lhe a atenção uma criança de no máximo 12 anos fumando em frente a um colégio de Curitiba.
"Adultos que fumam vêm ao consultório, mas não sou pediatra e não via crianças", disse. O médico decidiu, então, encontrar uma forma de atingir essa clientela.
Acostumado a criar personagens para as histórias que conta e escreve para as filhas, adaptou-os ao tema, montou uma página na internet (www.pulmaosa.com.br) e elaborou projetos educacionais.
A proposta ainda está engatinhando, mas já há escolas estudando a possibilidade de adotar a ideia. O projeto e uma de suas histórias estão entre os três concorrentes ao The Chest Foundation Humanitarian Awards, prêmio promovido pelo American College of Chest Physitians, sociedade médica presente em aproximadamente 100 países. Nascimento espera ganhar e investir o prêmio em um desenho animado, que vem negociando com estúdios estrangeiros.
O projeto, chamado de Pulmão S.A. Sua Atmosfera: Sua vida, tem o objetivo de fornecer informações e atingir o governo, as empresas e as escolas, para fortalecer a rede de proteção às crianças. "As escolas são a menina dos olhos", disse ele.
A história "Zoo Lógico?" abre uma série de contos que mostram os perigos do tabaco para as crianças, tentando evitar que elas iniciem a dependência de cigarros. Os protagonistas são animais de um zoológico que se assustam ao ver uma pessoa fumando e resolvem tornar o local uma área livre do cigarro.
Pela repercussão que suas histórias tiveram entre as crianças da família, o professor acredita que a linguagem seja adequada à prevenção infantil. Segundo ele, aquela adotada em campanhas oficiais é muito voltada para o fumante adulto.
No site, as histórias e principais informações sobre o tabaco são traduzidas para inglês, espanhol e chinês. A proposta pedagógica apresentada pelo programa tem o objetivo de reforçar os benefícios de não se fumar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(Fonte: A Tarde on line)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

GRAVIDEZ ECTÓPICA e TABAGISMO

GRAVIDEZ TUBÁRIA ou ECTÓPICA
De acordo com cientistas de Edimburgo, um produto químico no fumo do cigarro foi responsabilizado por causar uma reação que pode levar à gravidez ectópica.
A gravidez ectópica é um problema comum e que constitui um risco para a vida da mulher, que afeta uma em cada 100 mulheres grávidas. A gravidez ectópica (ou tubária) ocorre quando o ovo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina. Conforme a gravidez se desenvolve causa dores e sangramento. Se não for tratada rapidamente pode romper a trompa e causar sangramento abdominal (que pode levar ao colapso cardiovascular e morte da mãe).
O estudo constatou que a cotinina desencadeia uma reação que aumenta a proteína das trompas de Falópio. A proteína, chamada PROKR1, aumenta o risco de  implantação de um ovo fora do útero.
Os pesquisadores acreditam que o excesso da proteína impede a contração dos músculos nas paredes das trompas, o que dificulta a transferência do óvulo ao útero.
Detalhes do estudo foram publicados no American Journal of Pathology. (Fonte: BBC News, 27 de setembro, 2010-Link: http://bbc.in/buN - ash.dailynews/multikulti.org)

TABAGISMO e PRÉ-DIABETES

TABAGISMO

Pesquisadores descobriram uma razão pela qual o tabagismo aumenta o risco de doença cardíaca e derrame: a nicotina promove a resistência à insulina, também chamada de pré-diabetes, que é um fator de risco para doença cardiovascular.
Além disso, os autores do estudo foram capazes de reverter parcialmente o efeito nocivo da nicotina em ratos, tratando-os com o mecamilamina, antagonista da nicotina, uma droga que entorpece a ação da nicotina. (Fonte: Medical News - 27 de setembro de 2010- Link: http://bit.ly/93rSEA/ash.dailynews)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

FUMO DURANTE A GRAVIDEZ

Mulheres que fumam durante a gravidez correm o risco de prejudicar a coordenação motora e a condição física de seus bebês, segundo um novo estudo da Universidade de Örebro, na Suécia. Outra descoberta é que o fumo afeta em maior grau as habilidades dos meninos.
O pesquisador e médico-consultor Matz Larsson, que trabalha no hospital universitário da instituição, explica porque os garotos correm mais chances de serem afetados.
"Existe uma ligação entre a nicotina e a testosterona. A substância presente no cigarro pode influenciar o desenvolvimento cerebral e interagir com a testosterona especialmente durante a fase fetal, expondo os meninos a riscos maiores".
A conclusão partiu de um estudo feito com 13.000 crianças que participam do Estudo Nacional de Desenvolvimento Infantil, no Reino Unido. Todas as pessoas nasceram em março de 1958 e são acompanhadas por especialistas em saúde durante toda a vida.
Com 11 anos de idade, as crianças passaram na escola por um teste de controle físico e coordenação que envolvia atividades com a mão direita e a esquerda.
As crianças com mães que fumaram pelo menos nove cigarros por dia durante a gravidez enfrentaram dificuldade maior para completar a tarefa quando usavam a mão não dominante, ou seja, a que é menos usada. Na maioria dos casos, a mão esquerda.
"Pode haver várias razões para esse resultado. Uma delas é a interação da nicotina com a acetilcolina, que é um importante neurotransmissor mensageiro durante o desenvolvimento do cérebro na fase fetal. Mas pode ser que o tabagismo provoque um tipo de desnutrição do feto".
Larsson disse que a conclusão ajuda a entender porque a função neurológica na infância está associada com problemas que podem aparecer na vida adulta, como diabetes do tipo 2 e obesidade, e que também estão associados ao tabagismo durante a gravidez. (Fonte: R7 Notícias/SIS/SAÚDE)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

FUMANTE SOCIAL





O “não” respondido após a pergunta “você fuma?” pode esconder um hábito eventual que afeta a saúde de forma parecida com os danos provocados pelos cigarros consumidos todos os dias. Não são poucos os que dizem fumar apenas aos sábados e domingos, quase sempre em parceria com a ingestão de copos e mais copos de cerveja, situação que expõe o organismo às mesmas substâncias tóxicas do tabaco. A diferença é que o fumante de todo o dia sabe que está em um grupo de risco. Já o autointitulado “fumante social” imagina estar mais protegido da extensa lista de problemas associados ao tabagismo, que inclui câncer, doenças respiratórias, alergias e até infarto.

O primeiro indício de que as baforadas eventuais é mesmo um problema de saúde é que o tema já faz parte das pesquisas científicas. A grande preocupação dos especialistas é que o fumante “de vez em quando”, em geral, quando se propõe a fumar, consome muitos cigarros
O Instituto do Câncer da Austrália quis mapear o hábito com 800 fumantes e identificou que, na faixa etária entre 18 e 24 anos, 65% dizem fumar mais em um único dia da semana, em geral o sábado. Entre os fumantes sociais, 56% deles eram mulheres e que quase metade (49%) já chegou a fumar 30 cigarros em um único dia (mais de um maço).A quantidade excessiva de nicotina em um único dia é chamada de “binge” nas pesquisas internacionais – termo que pode ser traduzido ao português como “fumante pesado”.
“Infelizmente, muitas pessoas que fumam uma vez por semana ou só socialmente não percebem que o risco de câncer é tão alto quanto fumar regularmente”, disse Anita Dessaix, gerente do Instituto de Prevenção ao Câncer da Austrália no paper divulgado sobre o estudo.“Pesquisas internacionais já têm evidenciais de que fumar e beber simultaneamente aumenta de forma significativa os cânceres de cabeça, pescoço e faringe”, completou.
A cardiologista do Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração, Tânia Ogawa, diz que associar o cigarro a estes momentos de prazer faz com que os pulmões e o nariz sejam os prejudicados de forma imediata.“Fumar um maço no sábado ou domingo pode provocar intoxicações. 
Já tivemos relatos de náuseas, tontura, vômito como se fosse uma ressaca”, diz ao completar que a definição de dependente de nicotina não serve apenas para quem fuma diariamente.“Temos alcoolistas que só bebem de final de semana, assim como dependentes de cigarro que só fumam aos sábados. Se a pessoa não consegue não fumar quando sai para se divertir já pode ser um sinal”, diz. (Fonte: Fernada Aranda -iG São Paulo/Rede ACT)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO - 29 DE AGOSTO

O cigarro já perdeu o status de glamour que exalava há algumas décadas, mas segue como um problema real para a saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo ainda ocupa o topo da lista de causas de mortes evitáveis no planeta.
Neste domingo, dia 29 de agosto, quando é comemorado mais um Dia Nacional de Combate ao Fumo, a data serve de alerta para uma situação ainda bastante preocupante no país.
A OMS estima que um terço da população mundial adulta seja fumante, o que significa cerca de 1,2 bilhão de pessoas. As mortes devido ao uso de tabaco correspondem a 4,9 milhões ao ano, ou seja, 10 mil mortes ao dia.
Professora de Enfermagem em Saúde Pública do Complexo Educacional FMU, Valéria Leonello relata que pesquisas recentes indicam que o percentual de fumantes vem caindo no Brasil. No entanto, a situação não deixou de ser alarmante.
— Embora alguns países tenham um índice maior de tabagismo quando comparados ao Brasil, termos cerca de 15% da população brasileira usuária de produtos derivados do tabaco é, no mínimo, preocupante — afirma.
Segundo a professora do curso de Enfermagem da FMU e mestre em Saúde Pública, um estudo do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostra que 17,5% da população brasileira com mais de 15 anos usa produtos derivados do cigarro.
— Isso representa um contingente de 25 milhões de pessoas — frisa.
Para Valéria, a Lei Antifumo do Estado de São Paulo, em vigor há um ano, já apresenta resultados positivos. Ela comenta que foi constatada uma redução de até 73,5% nos níveis de monóxido de carbono em bares, restaurantes e casas noturnas, de acordo com um estudo do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas em cerca de 700 estabelecimentos.
— Os freqüentadores e funcionários desses estabelecimentos foram alguns dos grandes beneficiados pela lei. Os estudos estão começando a ser desenvolvidos, afinal, temos só um ano de aplicação da lei, mas vários meios de comunicação vêm fazendo enquetes com a população, que já considera a lei um suporte ou apoio para quem deixou ou quer deixar o hábito de fumar — avalia a professora da FMU.
Aproveitando o Dia Nacional de Combate ao Fumo, Valéria aponta que deixar o vício do cigarro é uma decisão que, na maior parte dos casos, deve ser acompanhada com a procura por ajuda profissional e apoio de pessoas próximas.
— Parar de fumar sem ajuda pode até ser possível, mas com ajuda e apoio é bem mais efetivo. Em geral, as pessoas que fumam têm muita dificuldade em deixar o vício — diz.
Segundo a professora, apenas a informação não muda o comportamento das pessoas.
— A decisão de parar de fumar tem que vir associada a uma série de outros elementos, como apoio psicossocial, acompanhamento médico, trabalhos grupais, etc. Esses recursos somados à informação fortalecem a capacidade do indivíduo em mudar esse hábito — finaliza. (Fonte:ABEAD)

domingo, 22 de agosto de 2010

TABAGISMO – HÁ LUZ NO FIM DO TÚNEL?

FUMICULTURA

Tramita na Câmara dos Deputados no Brasil (PL 6400/09) um projeto de lei que pretende mudar a cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre o cigarro. A legislação vigente define uma cobrança fixa que incide sobre o preço de cada maço vendido, independentemente do preço final do produto.
O projeto de lei prevê uma cobrança mista, mantendo o percentual fixo, mas agrega outra alíquota, que irá se refletir na margem de lucro dos grandes fabricantes de cigarros, fato que irá redundar em um significativo aumento de arrecadação, sobre um segmento de produção que movimenta anualmente algo da ordem de R$ 17 bilhões, conforme informação da Associação dos Produtores de Fumo do Brasil. Simplificando: o Governo passa a ter um significativo aumento no recebimento de impostos, pois dos 17 bilhões atuais, cerca de R$ 8 bilhões ficam com o Governo, por volta de R$ 3 bilhões vão para os fabricantes, R$ 4,5 bilhões para os produtores de fumo e o restante fica com os varejistas.
Certamente, o aumento no IPI deverá redundar em aumento de preço dos cigarros e, por conseqüência, pelo menos em um primeiro momento, na redução das vendas, o que pode ser considerado um benefício em prol da redução do consumo do produto. Porém, de concreto, apenas o significativo aumento da tributação que será canalizado para o Governo.
Segundo pesquisa realizada pelo NEPA, envolvendo cerca de 1800 estudantes universitários (de 33 diferentes cursos e idades entre 16 e 60 anos) de 11 instituições de ensino superior localizadas nos Estados do Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e S. Paulo, bem como o Distrito Federal, com a participação de universitários das áreas de Medicina (22,9%), Farmácia (10,1%) e Enfermagem (3,9%), apresenta resultados que merecem reflexão.
O grupo amostrado (que admite ter iniciado o hábito de fumar predominantemente na faixa de 14 a 17 anos) indicou que 8,9% eram fumantes, 6,2% de ex-fumantes (sendo que a maioria destes admite ter abandonado o fumo por problemas de saúde) bem como de 84,5% de não fumantes, e que o ato de deixar de fumar depende de “ter vontade” (48,7%) e “ter o desejo e associar a medicamentos” (30,4%).
Um destaque importante decorrente da pesquisa é que 63,3% do grupo admitem que o assunto não esteja sendo bem discutido no âmbito das instituições de ensino superior – o que não deve ser diferente nos demais níveis de ensino.
Esta assertiva nos leva ao início do artigo, quando explicitávamos que o aumento do IPI sobre o cigarro irá redundar em um aumento de impostos recebidos pelo Governo, o que nos leva a inferir, tendo como base as conclusões da pesquisa acima relatada, que todo este adicional de tributação (no mínimo) deveria ser única e exclusivamente alocado (e não preferencialmente alocado) a programas a serem implementados em instituições de ensino de todos os níveis, no Brasil.
Portanto, uma excelente contribuição para Deputados Federais e Senadores que estarão chegando ao Congresso Nacional e vão (certamente) discutir e aprovar este projeto de lei, definindo um direcionamento específico de tais recursos, ao invés de irem para o Caixa Único do Governo Federal.
Ou seja, um desfecho positivo a ser inserido no projeto de lei em discussão na Comissão de Desenvolvimento da Câmara dos Deputados que só terá sucesso se houver o efetivo envolvimento da classe política.(Fonte: Roosevelt S. Fernandes-Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental /   NEPA -roosevelt@ebrnet.com.br - Rede ACT)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

DIABETES e CIGARRO

Parar de fumar faz bem a qualquer pessoa, em qualquer momento. Mas existem sempre aqueles que se beneficiam ainda mais ao abandonar o tabagismo. E sem dúvida, os diabéticos se encaixam muito bem neste perfil.
Os diabéticos em geral preocupam-se muito com alimentação saudável, prática de exercícios e acabam esquecendo o vício do cigarro. Pensando desta forma, não se dão conta dos benefícios adicionais que poderão conquistar ao abandonarem o hábito tabágico.
1 - Parar de fumar diminui a deposição de colesterol nos vasos e contribui para a boa evolução do diabetes.
2 - Diabéticos fumantes têm maior chance de desenvolver doença renal diabética.
3 - Parar de fumar melhora a cicatrização dos tecidos, fator este muito importante na doença diabética.
4 - Poucas semanas após a interrupção do tabagismo há melhora da circulação nas extremidades, como pés e mãos.
5 - A interrupção do tabagismo leva ao melhor controle da pressão arterial, outro fator que contribui na boa evolução do diabetes.
6 - O cigarro diminui o apetite, além de piorar o olfato e paladar, podendo interferir no controle adequado da alimentação.
Além dos ganhos físicos citados acima, é importante lembrar que a interrupção do tabagismo melhora a auto-estima e traz motivação para enfrentar novos desafios. Portanto, diabéticos de todo o Brasil, uni-vos no combate ao tabaco. Parem de fumar agora e desfrutem de uma vida boa sem espaço para o cigarro.
(Fonte: Camille Rodrigues da Silva - Pneumologista, autora do livro "Apague o Cigarro de Sua Vida" -
www.avirsaude.com.br

sexta-feira, 2 de julho de 2010

ÓTIMO EXEMPLO DADO PELA PARAÍBA! "i-OSOTROS?

Em maio, o estado da Paraíba lançou a campanha "Comercializar Cigarros Contrabandeados e Falsificados é Crime”. Um dos principais objetivos é convocar as Secretarias Municipais de Saúde e equipes de Vigilância Sanitária para combater o comércio varejista de cigarros sem as devidas advertências sanitárias e imagens padronizadas obrigatórias.
O Boletim da ACT conversou com o diretor técnico de Ciências, Tecnologias Médicas e Correlatos da Agevisa, Jorge Alberto Molina Rodriguez, que explica o que é necessário para um controle efetivo e fiscalização eficaz dos cigarros comercializados.
ACT: Como é a campanha contra o comércio ilegal de cigarros?
Jorge Molina: A campanha contra o comércio ilegal de cigarros é um conjunto de ações que tem como foco principal a retirada de cigarros irregulares do comércio formal e informal. Observamos que a Paraíba se encontra literalmente invadida por este tipo de produto. O objetivo central da campanha, além de alertar para o problema junto à sociedade e autoridades fazendárias e policiais da Paraíba, é propiciar a participação da vigilância sanitária no monitoramento e fiscalização do cumprimento das resoluções da ANVISA, que tratam do cadastro, rotulagem e propaganda de produtos derivados do tabaco. Produtos irregulares, contrabandeados e falsificados não obedecem as normas sanitárias.
A etapa educativa da campanha foi lançada no dia 15 de maio, porém as ações de fiscalização no comércio varejista vêm sendo incorporadas à rotina da vigilância sanitária desde o início desse ano.
ACT: Quais são os órgãos envolvidos?
JM: Além da Agência Estadual de Vigilância Sanitária do Estado da Paraíba e Vigilâncias Sanitárias Municipais, também participam da campanha o Ministério Público da Paraíba, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, PROCOM, Associação de Secretários municipais de Saúde e Secretarias do Estado: da Saúde, da Receita e da Segurança Pública e a Anvisa.
ACT: Como está sendo a reação das pessoas em relação ao tema?
JM: Geralmente as pessoas têm uma reação de surpresa, já que mesmo convivendo cotidianamente com o problema, nunca se questionaram ou se preocuparam com esta prática ilegal, principalmente quando confrontadas com dados sobre os altos patamares atingidos no Estado por esse tipo de comércio.
ACT: Já há algum resultado preliminar para ser divulgado?
JM: Ainda é cedo para se avaliar o impacto da campanha no comércio, porém verifica-se que os principais centros de distribuição (feiras livres) já foram desativados nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo.
ACT: Quais são as principais conclusões que vocês chegaram?
JM: A principal delas é que a participação da Vigilância Sanitária é fundamental e estratégica para reduzir esse tipo de comércio irregular, pela grande permeabilidade que esse órgão tem nos municípios brasileiros. Também porque as ações realizadas pela VISA preenchem algumas brechas legais como, por exemplo, quando se trata de pequenas apreensões que não justificam uma ação policial.
ACT: Quais são têm sido as principais lições aprendidas?
JM: Que o problema é muito grave e que coloca em xeque todas as políticas públicas e esforços da sociedade para diminuir ainda mais a prevalência do tabagismo no país.
(Fonte: Boletim da ACT-Aliança de Controle do Tabagismo-Julho 2010)

terça-feira, 29 de junho de 2010

PARADOXOS DO FUMO NO BRASIL

Fumicultor brasileiro
O Brasil é um dos campeões mundiais na redução do número de fumantes -queda de 46% entre 1989 e 2008, segundo o IBGE. Sucesso que se deve às políticas públicas bem articuladas, aliadas a leis estaduais para reduzir o tabagismo e à mobilização de militantes de várias áreas.
O paradoxo, do ponto de vista da saúde, é que, apesar dos avanços, o país não consegue aprovar legislação federal para banir completamente o fumo em ambientes fechados.
Em termos econômicos, mesmo com a queda no consumo dos derivados de tabaco, o Brasil aumentou nos últimos anos a produção do fumo em folha. O país é, hoje, o segundo maior produtor e primeiro exportador mundial. Com China e Índia, responde por 61% da produção mundial do setor.
O paradoxo vai além. A reversão mundial no tabagismo, maior nos países desenvolvidos, é decorrente, entre outros fatores, da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, primeiro tratado de saúde pública ratificado por 168 países-membros da Organização Mundial de Saúde, de um total de 192.
Ela é a principal ferramenta para reduzir o tabagismo. Trata-se de um contingente de 1,3 bilhão de fumantes e de 100 milhões de mortes relacionadas ao tabaco -somente no século 20. O texto da convenção, ratificado pelo Congresso, motivou leis antifumo em sete Estados, inclusive Rio e São Paulo.
A pesquisa "A Fumicultura e a Convenção-Quadro: Desafios para a Diversificação", do Departamento de Estudos Socioeconômicos Rurais (Deser), revela que, em 2007, a produção brasileira de fumo aumentou 59% em relação a 2000 e cita ainda problemas que afetam fumicultores como intoxicações por agrotóxicos e até suicídios como "preocupações antigas". A partir da convenção, elas ganharam dimensão de saúde pública.
Já a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) registra o deslocamento da produção do fumo dos países ricos para aqueles em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia, Indonésia e Paquistão. A Convenção-Quadro ilumina aspecto então restrito a especialistas: a vulnerabilidade socioeconômica dos agricultores e das famílias na cadeia produtiva do fumo. A baixa escolaridade é outra questão: 84% dos produtores do Sul do Brasil acima de 40 anos têm menos de nove anos de estudo.
O Banco Mundial e o Conselho Econômico e Social da ONU alertam: tabaco e pobreza formam ciclo vicioso. No Brasil, da renda obtida com maço de 20 cigarros, apenas uma unidade chega ao produtor.
O país precisa fortalecer políticas públicas que ofereçam alternativas sustentáveis à produção do fumo, da qual dependem 770 municípios do Sul e milhares de famílias de fumicultores, o elo mais frágil da cadeia produtiva. O Ministério do Desenvolvimento Agrário já dispõe de bons projetos.
O Brasil ajudou a aprovar e divulgar a Convenção-Quadro pelo mundo. É hora de fazer a lição de casa.
LUIZ ANTONIO SANTINI, médico, mestre em cirurgia torácica, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da diretoria da União Internacional contra o Câncer, é diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer. (Fonte: Folha de S.Paulo/Rede ACT)

sábado, 19 de junho de 2010

INFARTO DO MIOCÁRDIO

O infarto do miocárdio (IM) ou infarto agudo do miocárdio, conhecido popularmente como ataque cardíaco, é uma emergência médica em que parte do fluxo sanguíneo do coração sofre uma interrupção súbita e intensa, produzindo a morte das células do músculo cardíaco (miocárdio).
O IM é a principal causa de morte no mundo ocidental. A principal causa do IM é a aterosclerose, ou seja, a formação de um coágulo (trombo) a partir de uma placa de gordura (ateroma), localizada na parede da artéria do coração, chamada de coronária.
O estudo INTERHEART teve como objetivo principal avaliar a importância dos fatores de risco para o IM.Os autores do estudo observaram que 90% dos casos de IM poderiam ser atribuídos à presença de fatores de risco ou ausência de certos fatores protetores.
Fatores de risco modificáveis: tabagismo, anormalidades do colesterol, hipertensão arterial, diabetes, fatores psicossociais (estresse e depressão) e obesidade central (localizada acima da cintura).
Fatores protetores: realização de atividade física regular, consumo regular e moderado de bebidas alcóolicas e ingestão diária de frutas, verduras e legumes.Devemos lembrar que a ingestão de bebidas alcóolicas não deve ser estimulada como uma medida de prevenção para o IM.
O estudo INTERHEART demonstrou um relação linear entre o número de cigarros consumidos por dia e o risco de um IM.Fumantes de até 5 cigarros por dia apresentavam um aumento do risco relativo de IM em 1,5 vezes; fumantes de até meio maço (10 cigarros) em 2 vezes; fumantes de até 1 maço (20 cigarros) em 4 vezes e fumantes de até 2 maços (40 cigarros) em 8 vezes.
Nenhuma medida preventiva que possa ser adotada por pacientes infartados é tão efetiva quanto parar de fumar .Estima-se uma redução de 36% no risco de morte. Metade da redução deste risco é obtida com apenas dois anos após a cessação do tabagismo. Em 12 até 15 anos, este risco passa a ser semelhante ao de alguém que nunca fumou. (Fonte: JAMA/portaldocoracao.uol.com.br)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

TUMORES DE BEXIGA e TABAGISMO

EXAME COM CISTOCÓSPIO
Levantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ambos ligados à Secretaria de Estado da Saúde, apontou que 65% dos homens e 25% das mulheres com tumores de bexiga apresentavam histórico de tabagismo.
Nos últimos 12 meses, foram operados cerca de 800 pacientes com este tipo de câncer nas duas instituições e o maior vilão apontado é o cigarro.
O levantamento mostrou ainda que 40% dos pacientes tratados por neoplasia maligna da bexiga apresentam tumores com invasão da camada muscular, sendo necessária a retirada completa do órgão.
Depois da próstata, o câncer na bexiga é o segundo entre os tipos de tumores que atingem os sistemas genital e urinário. Mas, apesar da incidência menor, o câncer de bexiga é quase seis vezes mais mortal que o de próstata – a estimativa de mortalidade das doenças é de 3,5% e 18%, respectivamente.
A proporção também é bem maior se comparada com as estatísticas apresentadas pela literatura, que apontam a presença de tumores invasivos em 15% dos casos.
De acordo com a Secretaria da Saúde, a incidência é maior no Icesp e no HC devido aos atendimentos de alta complexidade. Um dos principais sintomas manifestado pelo câncer de bexiga é a presença de sangue na urina. Mais informações: www.saude.sp.gov.br (Fonte: FAPESP)

terça-feira, 1 de junho de 2010

TABACO E GÊNERO - Rede Feminista de Saúde

A identificação do tabagismo como uma das causas de adoecimento e morte das mulheres brasileiras fez com que a Rede Feminista de Saúde incorporasse ao conjunto de suas atividades o projeto As mulheres e o tabagismo - uma nova questão na agenda feminista.
Desta reflexão resultou a pesquisa Gênero e Tabaco desenvolvida em parceria com a ong Coletivo Feminino Plural, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e com apoio da Aliança de Controle do Tabagismo - ACTbr. A Rede contou ainda com a participação e apoio técnico do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre a Mulher e Gênero – NIEM da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o grupo de trabalho absorveu integrantes de Maria Mulher - Organização de Mulheres Negras, também de Porto Alegre.
O estudo desenvolvido em 2009, por um período de sete meses, e aplicado em 12 estados e Distrito Federal, reforçou o que outras pesquisas já haviam revelado: o consumo do tabaco é, sim, uma questão de saúde pública no Brasil.
O trabalho, no entanto, se diferencia quando foca olhar das mulheres quanto às campanhas publicitárias voltadas ao combate ao tabagismo. Uma parcela das entrevistadas critica o caráter culpabilizante imposto aos tabagistas nessas propaganda, principalmente quando o alvo é o público feminino, como também identifica estereótipos vinculados à maternidade e a não consideração das mulheres como sujeitas do direito à saúde.
A síntese da pesquisa Gênero e Tabaco, que ora se apresenta neste microsite, traz considerações que permeiam pelo movimento feminista como a exigência de políticas públicas pautadas no princípio da autonomia, na oferta de meios para a tomada de decisão, no envolvimento das mulheres no debate e elaboração de estratégias que previnam sobre a epidemia do tabaco e alertem para os benefícios de uma vida livre do tabaco.
O microsite Tabaco e Gênero apresenta ainda uma série de textos sobre a temática, legislações e normas pesquisadas no universo da web com o intuito de contribuir com referências importantes para um melhor entendimento das pecularidades do tabagismo na vida das mulheres.

terça-feira, 4 de maio de 2010

FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR

Cerca de três em cada quatro paulistas apresentam pelo menos três fatores de risco cardiovascular: o dado é do primeiro Mutirão de Avaliação de Risco Cardiovascular, promovido pela Secretaria Estadual da Saúde e pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).
Entre os fatores de risco cardiovascular considerados pelo levantamento estavam tabagismo, hipertensão arterial, obesidade, sedentarismo e estresse. Para fazer a avaliação foram coletadas medidas de circunferência abdominal, pressão arterial, peso e altura.
Também foi perguntado aos participantes sobre hábitos alimentares, atividades físicas, se costumam passar frequentemente por situações de estresse e ainda se costumam dedicar algum tempo para oração ou meditação.
O mutirão foi realizado nas cidades de São Paulo e Campinas com a participação de 97.502 pessoas, tendo sido o mais amplo do tipo no país.
O levantamento ainda apontou que 26,7% da população tem risco moderado de desenvolver doenças cardiovasculares e somente 39,5% têm baixo risco para isso. Os riscos avaliados podem levar a ocorrências como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
Os homens estão em situação mais preocupante. Segundo a pesquisa, 42,84% têm alto risco, 29,11% risco moderado e apenas 33,24% baixo risco. Entre as mulheres, o alto risco foi identificado em 29,11%, enquanto que 28,23% apresentaram risco moderado e 42,66% baixo. O mutirão atendeu 64.587 mulheres e 32.915 homens.
Segundo o coordenador do Mutirão e diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da Socesp, Álvaro Avezum, os números surpreenderam. “É necessário mudar hábitos de vida, realizar exames com regularidade e aderir ao tratamento, para quem se enquadra nessa situação [de alto risco]”, disse.
Para Avezum, é preciso que a população tenha consciência da importância de reverter as estatísticas que colocam o Brasil como um dos países com as mais elevadas incidências de doenças cardiovasculares.
A primeira edição do Mutirão de Avaliação de Risco Cardiovascular de São Paulo foi realizada em junho e julho de 2009 com 32.915 homens e 64.587 mulheres que passaram pelas unidades básicas de saúde, hospitais e postos de saúde nas duas cidades. Mais informações: www.saude.sp.gov.br (Fonte:FAPESP)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

TABAGISMO e FATOR PROTETIVO

Crianças que conversam frequentemente com seus pais são menos propensas a iniciarem o hábito do tabagismo na adolescência.
A pesquisa feita por James White, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, envolveu quase 3,5 mil crianças e adolescentes entre 11 e 15 anos. Apenas crianças não fumantes participaram do estudo. Além de questionadas sobre o cigarro, as crianças foram entrevistadas sobre suas famílias e a vivência com os pais.
Os jovens voltaram a ser consultados três anos após a primeira pesquisa e os dados daqueles que não haviam desenvolvido o hábito do tabagismo foram comparados aos daqueles que haviam começado a fumar. Os fatores de risco, como idade, gênero, situação socioeconômica, responsabilidades parentais e hábito do tabagismo entre os membros da família também foram analisados.
Os resultados indicaram que o fator protetivo mais positivo para reduzir o risco de crianças e adolescentes experimentarem o cigarro foram a constância com a qual esses indivíduos – independentemente do gênero – se envolviam em conversas com os pais, em quaisquer temas. Já as discussões em família parecem não afetar os benefícios do diálogo.
“O estudo sugere que a influência dos pais, especialmente a figura paterna, impacta as escolhas feitas pelos adolescentes em relação ao tabagismo. Pouco se sabe sobre essas influências na saúde do adolescente e, ao que parece, é bastante positiva”, diz White.Com informações da British Psychological Society.
(Fonte:oqueeutenho.uol.com.br)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

RECEITA AGUARDADA

LINHA DE PRODUÇÃO
A Tobacco Free Kids (TFK) está divulgando estudo, feito por várias organização da área de saúde nos Estados Unidos, que chega à conclusão de que um aumento nos impostos de cigarros poderia gerar mais de U$ 9 bilhões em receita anual no país, além de reduzir o tabagismo e salvar vidas.
O relatório, intitulado Impostos sobre o Tabaco: um ganho mútuo para estados em dificuldades financeiras (Tobacco Taxes: A Win-Win-Win for Cash-Strapped States) foi publicado pela Campanha para Crianças Livres de Cigarros, Rede de Ações Contra o Câncer da Sociedade Americana do Câncer, Associação Americana do Coração, Associação Americana do Pulmão e Fundação Robert Wood Johnson (Campaign for Tobacco-Free Kids, Cancer Action Network, American Cancer Society, American Heart Association, American Lung Association, and Robert Wood Johnson Foundation).
O estudo está disponível no nosso site: http://www.actbr.org.br/uploads/conteudo/408_CTFK_state_tax_report_F_Portuguese.pdf. Este texto também disponibiliza link de acesso a boletins sobre aumento de impostos sobre cigarros em português: http://tobaccofreecenter.org/pt/resources/taxation_price/fact_sheets
(Fonte: Aliança de Controle do Tabagismo-Rede ACT)

quinta-feira, 11 de março de 2010

PULMÕES SADIOS

Pessoas que têm uma alimentação rica em fibras, principalmente com boa quantidade de grãos integrais, podem apresentar um menor risco de desenvolver doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), segundo estudo recentemente publicado no American Journal of Epidemiology.
Acompanhando mais de 111 mil adultos americanos no período entre 1984 e 2000, os pesquisadores descobriram que uma dieta rica em fibras pode proteger contra o desenvolvimento de bronquite crônica e enfisema pulmonar.
No estudo, dentre os participantes, 832 foram diagnosticados com doença pulmonar obstrutiva crônica. E as análises que consideraram diversos fatores de risco - incluindo tabagismo (o principal), idade, peso e níveis de atividades físicas - indicaram que aqueles que consumiam mais fibras tinham um terço menor risco de estar nesse grupo, comparados àqueles que consumiam as menores quantidades de fibras.
Os especialistas recomendam que os homens se alimentem de 30 a 38 gramas de fibra por dia, e as mulheres ingiram de 21 a 25 gramas. E, no estudo, o grupo com maior ingestão do nutriente comia, em média, 28 gramas diariamente - o que sugere que a quantidade recomendada pode ser suficiente para ter um efeito sobre o risco de desenvolver problemas pulmonares.
Segundo os pesquisadores, esse efeito pode ser atribuído às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias da fibras. Porém, destacam que os resultados do estudo não provam que os alimentos ricos em fibras podem evitar a doença pulmonar.
"Para a prevenção da DPOC, a mais importante mensagem de saúde pública permanece sendo a da cessação do tabagismo", ressaltou o pesquisador Raphaelle Varraso, do Instituto Nacional de Saúde da França. "Mas os dados sugerem que a dieta, outro fator de risco modificável, pode também influenciar o risco de DPOC", acrescentou o especialista. (Fonte: American Journal of Epidemiology. 19 de fevereiro de 2010/Bibliomed/SIS.SAÚDE)

sexta-feira, 5 de março de 2010

FUMO: ESQUIZOFRENIA e TRANSTORNO BIPOLAR

Pacientes com transtorno bipolar ou esquizofrenia têm pior prognóstico se forem fumantes, segundo estudo recentemente publicado na revista científica Comprehensive Psychiatry.
De acordo com os autores, fumantes regulares têm piores resultados em termos de escores de depressão e transtorno bipolar, comparados aos não-fumantes, e também são mais propensos a ficarem mais tempo internados em um hospital.
Avaliando 240 pacientes psiquiátricos na Austrália, os pesquisadores confirmaram que as pessoas com transtorno bipolar têm taxas muito maiores de tabagismo do que a população geral - 51% contra 23%, respectivamente -, e o hábito de fumar estava associado à pior qualidade de vida geral entre esses pacientes. "Os resultados são mais uma razão para encorajar a cessação do tabagismo entre as pessoas com doenças mentais", escreveram os autores.
Os especialistas destacam que há muitos possíveis mecanismos pelos quais o tabagismo poderia ter efeitos adversos nos resultados do transtorno bipolar. Através de ações sobre os receptores de nicotina, o tabagismo poderia agravar o ciclo bipolar, causando mais sintomas episódicos e aumentando a frequência das mudanças de humor. Além disso, o hábito de fumar pode interferir na eficácia e metabolismo dos medicamentos psicotrópicos. Porém, segundo os autores, é mais provável que a relação entre transtorno bipolar e cigarro seja uma interação de mão dupla, com os pacientes fumando para compensar alguns dos efeitos da doença.
"Há evidências suficientes para sugerir que o tabagismo deveria ser de preocupação de médicos que tratam de pacientes com transtorno bipolar, concluíram os autores, acrescentando que os pacientes podem ser motivados a largar o vício se forem informados sobre os riscos extras que o cigarro representa para o seu problema de saúde. (Fonte: Comprehensive Psychiatry. 19 de fevereiro de 2010/SIS.SAÚDE).