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sexta-feira, 25 de junho de 2010

EXAME OFTALMOLÓGICO PELO CELULAR

Pesquisadores brasileiros no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram um dispositivo que permite fazer exames oftalmológicos pelo celular. O método é rápido, simples e, o que é melhor: custa entre US$ 1 e US$ 2.
O dispositivo, chamado Netra (Near-Eye Tool for Refractive Assessment), consiste em uma pequena estrutura de plástico que deve ser acoplada à tela do celular. A pessoa olha para o dispositivo, usa as teclas do celular para sobrepor linhas verdes e vermelhas que aparecem na tela. O esquema é repetido oito vezes, em diferentes ângulos, para cada olho. Então, um software do celular informa quais as lentes necessárias para corrigir a visão. Ao todo, o "exame" dura cerca de dois minutos.
O método pode ser útil para ser usado em regiões com pouco acesso aos equipamentos do oftalmologista. A pesquisa do MIT, que contou com 20 pessoas, mostra que os resultados têm precisão comparável ao teste padrão, feito com aquele pesado equipamento cheio de lentes usado nos consultórios.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2 bilhões de pessoas sofrem de problemas de refração, como miopia, presbiopia e astigmatismo.
O principal autor do trabalho é Vitor Pamplona, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pesquisador visitante do Media Lab, no MIT. A equipe também conta com o professor visitante Manuel Oliveira, da UFRGS, e o pós-doc Ankit Mohan. A orientação é do professor Ramesh Raskar, do MIT.
O dispositivo foi feito a partir de um sistema óptico, desenvolvido no ano passado por um dos membros da equipe, para produzir pequenos códigos de barra. Raskar conta que demonstrou o dispositivo para várias pessoas e, ao mostrar para a esposa, que estava sem óculos, viu que ela não conseguia enxergar as linhas direito. A partir disso, ele percebeu que o dispositivo poderia ser transformado em um teste de visão portátil.
O trabalho será apresentado no mês que vem na conferência anual de computação Siggraph. Os pesquisadores ainda não têm previsão de quando o dispositivo será lançado comercialmente.
(Fonte: noticias.uol.com.br)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

ANTENA DE TELEFONIA CELULAR ABSOLVIDA

No maior estudo já realizado sobre o tema, cientistas descartaram um vínculo que indique risco aumentado para mulheres grávidas que vivem em áreas próximas a antenas de telefonia celular terem filhos que venham a desenvolver leucemia ou outro câncer infantil.
Na pesquisa, publicada no British Medical Journal (BMJ), cientistas acompanharam 1.397 crianças em toda a Grã-Bretanha, que desenvolveram câncer por volta dos cinco anos de idade entre 1999 e 2001.
Cada criança estudada foi comparada com outras quatro saudáveis, de acordo com o sexo e a data de nascimento, selecionadas a partir do registro nacional de nascimentos britânico.
Os pesquisadores obtiveram, então, dados de todas as 76.890 repetidoras de celular entre 1996 e 2001. A partir dos endereços residenciais das crianças, eles calcularam os níveis de radiação eletromagnética à qual os ocupantes da casa teriam sido expostos por causa da proximidade com as antenas.
As crianças que desenvolveram câncer não demonstraram ter vínculo maior do que as crianças saudáveis entre o local onde viveram após o nascimento e a proximidade com uma antena celular.
"As pessoas se preocupam com que viver perto de uma antena de celular possa afetar a saúde de seus filhos", explicou Paul Elliott, professor do Imperial College de Londres, que conduziu a pesquisa.
"Observamos esta questão com relação ao risco de câncer em crianças pequenas. Descobrimos que não há padrão indicativo de que os filhos de mães residentes próximo de uma torre durante a gravidez corram maior risco de desenvolver câncer do que aqueles que vivem em outros locais", acrescentou.
Os pesquisadores disseram que seu trabalho se baseou na maior rede de dados já recolhida até agora na investigação de um temido vínculo entre cânceres em crianças pequenas e antenas de celular.
O temor de uma relação causa e efeito entre um fator e outro se espalhou na Grã-Bretanha devido a aparentes casos coletivos de câncer em áreas próximas a antenas de celular.
Segundo o artigo, estes casos são difíceis de avaliar, mas podem ter sido influenciados por dados falhos ou seletivos. Em outras palavras, onde e quando os casos ocorreram pode ter sido estabelecido de forma aleatória e não padronizada.
Os autores do estudo alertaram não ter conseguido obter informações sobre a exposição individual de futuras mães a aparelhos de celular. A radiação eletromagnética de um telefone celular durante a conversação é muito maior do que aquela emitida por uma antena. (Fonte: br.noticias.yahoo.com)