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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

LEUCEMIA e EXERCÍCIOS FÍSICOS

A prática de exercícios físicos por crianças com leucemia ajuda na melhora da qualidade de vida e no aumento da força muscular desses pacientes. A descoberta foi atestada por uma pesquisa realizada no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O trabalho, que incluiu crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, abre uma nova possibilidade de tratamento ao quebrar a ideia de que o exercício físico pode piorar o quadro clínico da doença.O estudo surgiu da constatação da pediatra Beatriz Perondi, autora principal do estudo.
Segundo a pesquisa, crianças com leucemia, além da doença e do próprio tratamento — que levam a uma baixa capacidade respiratória , diminuição da força muscular e fadiga —, acabam não tendo uma vida normal, pois são superprotegidas pelos pais. “Todo esse conjunto de fatores faz com que a criança tenha uma qualidade de vida ruim”, explica a médica do Instituto da Criança (ICr) do HC, que completa: “Se exercício físico é bom para a saúde em inúmeras situações, para esse tipo de paciente poderia ser também.”
Assim, foi elaborado um programa de exercícios de musculação ao qual as crianças participantes do estudo se submeteram duas vezes por semana durante três meses.
“Criamos um programa com treinamento de força intenso e pela primeira vez em estudos com exercícios a qualidade de vida melhorou de forma notória”, conta Bruno Gualano, professor da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP e pesquisador do Laboratório de Avaliação e Condicionamento em Reumatologia (LACRE) do HC, também responsável pelo estudo. “A criança passou a se sentir menos cansada, deprimida e irritada, e ficou mais feliz, interagindo com as outras pessoas”, acrescenta Beatriz, que também é médica do Ambulatório de Medicina Esportiva do HC.
Em relação a força muscular, ela aumentou aproximadamente 50% em três meses, tempo de realização das atividades propostas pela pesquisa. A coordenação dos pacientes acabou melhorando também, bem como a capacidade respiratória. “Ao contrário do que se temia, não houve piora alguma no quadro clínico da criança. Também não notamos aumento de quadros hemorrágicos ou de infecções”, ressalta Beatriz.
Caminho
A pesquisa abre uma nova perspectiva de tramamento, pois, se antes os próprios médicos indicavam o repouso, agora já se sabe que a prática do exercício físico pode ser incentivada. “Hoje vemos uma mudança de paradigmas e isso pode trazer benefícios também em longo prazo, já que o exercício pode prevenir futuras comorbidades relacionadas à leucemia, como obesidade e doenças cardiovasculares”, aponta Gualano.
A prática de atividade, porém, não pode ser incentivada sem a orientação e o acompanhamento de um educador físico ou profissional capacitado. Beatriz ressalta: “O exercício precisa ser prescrito e programado especificamente para cada paciente e o educador físico precisa estar junto para que ele não faça mais ou menos do que o necessário.”
Sobre o período no qual a prática da atividade é recomendada, a doutora Beatriz afirma que ao longo dos dois anos de tratamento – tempo de duração para cura da doença – é possível praticar os exercícios. Entretanto, nos primeiros seis meses, a quimioterapia é muito intensa, o que pode impedir a criança de se exercitar. Assim, é depois desse período, na chamada fase de manutenção, que o exercício pode ser praticado com mais facilidade.
(Fonte: Agencia USP de Notívias - Juliana Cruz/educacaofisica.com.br)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

ANTENA DE TELEFONIA CELULAR ABSOLVIDA

No maior estudo já realizado sobre o tema, cientistas descartaram um vínculo que indique risco aumentado para mulheres grávidas que vivem em áreas próximas a antenas de telefonia celular terem filhos que venham a desenvolver leucemia ou outro câncer infantil.
Na pesquisa, publicada no British Medical Journal (BMJ), cientistas acompanharam 1.397 crianças em toda a Grã-Bretanha, que desenvolveram câncer por volta dos cinco anos de idade entre 1999 e 2001.
Cada criança estudada foi comparada com outras quatro saudáveis, de acordo com o sexo e a data de nascimento, selecionadas a partir do registro nacional de nascimentos britânico.
Os pesquisadores obtiveram, então, dados de todas as 76.890 repetidoras de celular entre 1996 e 2001. A partir dos endereços residenciais das crianças, eles calcularam os níveis de radiação eletromagnética à qual os ocupantes da casa teriam sido expostos por causa da proximidade com as antenas.
As crianças que desenvolveram câncer não demonstraram ter vínculo maior do que as crianças saudáveis entre o local onde viveram após o nascimento e a proximidade com uma antena celular.
"As pessoas se preocupam com que viver perto de uma antena de celular possa afetar a saúde de seus filhos", explicou Paul Elliott, professor do Imperial College de Londres, que conduziu a pesquisa.
"Observamos esta questão com relação ao risco de câncer em crianças pequenas. Descobrimos que não há padrão indicativo de que os filhos de mães residentes próximo de uma torre durante a gravidez corram maior risco de desenvolver câncer do que aqueles que vivem em outros locais", acrescentou.
Os pesquisadores disseram que seu trabalho se baseou na maior rede de dados já recolhida até agora na investigação de um temido vínculo entre cânceres em crianças pequenas e antenas de celular.
O temor de uma relação causa e efeito entre um fator e outro se espalhou na Grã-Bretanha devido a aparentes casos coletivos de câncer em áreas próximas a antenas de celular.
Segundo o artigo, estes casos são difíceis de avaliar, mas podem ter sido influenciados por dados falhos ou seletivos. Em outras palavras, onde e quando os casos ocorreram pode ter sido estabelecido de forma aleatória e não padronizada.
Os autores do estudo alertaram não ter conseguido obter informações sobre a exposição individual de futuras mães a aparelhos de celular. A radiação eletromagnética de um telefone celular durante a conversação é muito maior do que aquela emitida por uma antena. (Fonte: br.noticias.yahoo.com)