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domingo, 22 de agosto de 2010

CESSAÇÃO DE USO DE BENZODIAZEPÍNICOS

Os benzodiazepínicos são medicamentos ansiolíticos, ou seja, indicados para o tratamento da ansiedade e estresse. Esses medicamentos são amplamente consumidos pela população brasileira, no entanto quando usados por alguns meses seguidos podem levar as pessoas à dependência.  Dessa forma, orientar usuários de benzodiazepínicos a pararem de usar, requer uma boa compreensão sobre o uso desse medicamento
tanto por parte do usuário quanto do médico.
Um estudo realizado na Austrália entrevistou médicos de família e pacientes e mostrou que apesar de existir facilidade em prescrever esse medicamento, não é dada atenção suficiente para o cuidado em cessar o uso. Os pacientes são orientados sobre o perigo de dependência se o uso for contínuo e sobre a importância da mudança de estilo de vida para deixar de tomar o remédio.
No entanto, a orientação que ocorre no momento da prescrição não é efetiva. Os pacientes continuam tomando especialmente por não buscarem outra alternativa para solucionar seu problema e pelos efeitos adversos do remédio quando param de tomar.
A definição de estratégias para deixar de usar poderiam ser discutidas com os pacientes que usam por mais de três meses e outros serviços de assistência à saúde se fazem necessários para dar suporte auxiliar ao tratamento medicamentoso. Além disso, além de acompanhar o uso e efeito da medicação, a mudança no estilo de vida deveria receber maior foco em todos os estágios do tratamento.
(Fonte: Parr, Jannette M. and Kavanagh, David J. and Young, Ross McD. and McCafferty, Kelly (2006)-Boletim CEBRID 64/65)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

PLANTAS e BENZODIAZEPÍNICOS

Uma paciente diagnosticada com transtorno generalizado de ansiedade (TGA) fazia uso controlado de lorazepam e “complementava” seu tratamento com uma mistura de ervas calmantes (Valeriana officinalis L e Passiflora incarnata L.).
Após um tempo de uso da “mistura”, foi hospitalizada com uma série de sintomas secundários, incluindo tonturas, tremores, palpitações e fadiga muscular. Tais efeitos podem ser caracterizados como resultado de um sinergismo entre os compostos presentes nas plantas e o benzodiazepínico, uma vez que é possível que as ervas em questão tenham potencializado a ação inibitória do lorazepam. CARRASCO et al. Interactions of Valeriana officinalis L. and Passiflora incarnata L. in a patient treated with lorazepam. Phytotherapy Research 23:1795-6, 2009. (Fonte: CEBRID/Boletim Planfavi)

terça-feira, 6 de abril de 2010

BARBITÚRICOS

DROGAS DEPRESSORAS DO S.N.C.
Pertencem ao grupo de substâncias sintetizadas artificialmente desde o começo do século XX, que possuem diversas propriedades em comum com o álcool e com outros tranquilizantes (benzodiazepínicos).
Seu uso inicial foi dirigido ao tratamento da insônia, porém a dose para causar os efeitos terapêuticos desejáveis não está muito distante da dose tóxica ou letal.
O sono produzido por essas drogas, assim como aquele provocado por todas as drogas indutoras de sono, é muito diferente do sono “natural” (fisiológico).
São efeitos de sua principal ação farmacológica: • a diminuição da capacidade de raciocínio e concentração; • a sensação de calma, relaxamento e sonolência; • reflexos mais lentos.
Com doses um pouco maiores, a pessoa tem sintomas semelhantes à embriaguez, com lentidão nos movimentos, fala pastosa e dificuldade na marcha.
Doses tóxicas dos barbitúricos podem provocar: • surgimento de sinais de incoordenação motora; • acentuação significativa da sonolência, que pode chegar ao coma;  • morte por parada respiratória.
São drogas que causam tolerância (sobretudo quando o indivíduo utiliza doses altas desde o início) e síndrome de abstinência quando ocorre sua retirada, o que provoca insônia, irritação, agressividade, ansiedade e até convulsões.
Em geral, os barbitúricos são utilizados na prática clínica para indução anestésica (tiopental) e como anticonvulsivantes (fenobarbital). (Fonte: Prevenção ao uso indevido de drogas/SENAD)