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quinta-feira, 10 de junho de 2010

INSÔNIA CRÔNICA

De acordo com um novo estudo da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, a insônia crônica pode estar associada com morte prematura, independentemente de outros problemas de saúde, como doença cardíaca e diabetes.
Avaliando dados de quase 2 mil pessoas, os pesquisadores descobriram que a mortalidade geral era três vezes maior entre as pessoas com insônia crônica.
Segundo os autores, o risco de morte prematura permanecia alto para quatro tipos de insônia: dificuldade para pegar no sono; dificuldade para voltar a dormir; acordar várias vezes durante a noite; e acordar cedo demais. E essa associação ocorria independentemente de outros fatores, como enfisema, bronquite, infarto, pressão alta, doença cardíaca, diabetes e depressão. Porém os mecanismos envolvidos nessa relação ainda não estão totalmente claros.
“A insônia é um sintoma opressor e tem um impacto negativo sobre a qualidade do sono, o que deve levar as pessoas a procurar tratamento. A identificação da insônia como um fator de risco para a mortalidade pode ter implicações clínicas e elevar o nível de prioridade dos tratamentos para a insônia”, concluiu a pesquisadora Laurel Finn. (Fonte: Leandro Perché-Boa Saúde/SIS.SAÚDE)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

INSÔNIA

Quer dormir bem? Então, mexa-se.
Esta é a recomendação de especialistas em sono: atividades físicas regulares levam o indivíduo a fazer as pazes com o travesseiro. E, em muitos casos, o exercício pode reduzir ou até eliminar a necessidade de tomar remédios para dormir.
" ideal é praticar uma atividade física quatro vezes por semana, por pelo menos 40 minutos. E a intensidade do exercício vai depender do condicionamento físico da pessoa. Para quem é sedentário, começar pela caminhada já vai trazer uma boa melhora", diz a neurologista Andrea Bacelar, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono.
Segundo a especialista, o ideal é fazer estas atividades físicas pela parte da manhã. Se a pessoa só tiver disponibilidade no fim da tarde ou à noite, o indicado é evitar fazer o exercício quatro horas antes de dormir:
A atividade física libera hormônios como a endorfina, que relaxa. Mas também libera a adrenalina, daí o alerta para evitar se exercitar antes de dormir.
Além disso, praticar a atividade de manhã faz com que o organismo funcione melhor, proporcionando um bem-estar físico e mental. Isto acaba se refletindo na qualidade do sono.
"Quem pratica esportes ou atividades físicas regulares tem um tempo total de sono maior e também uma maior quantidade de sono profundo, que é fundamental para o cérebro processar novas informações", diz.
O exercício ajuda a dormir, e vice-versa, num círculo virtuoso. Dormir bem, dá mais vigor ao organismo para praticar atividades físicas, pois libera o hormônio do crescimento, até mesmo na idade adulta.
"No adulto, este hormônio recupera a musculatura e ajuda a reduzir riscos de osteoporose", diz a neurologista.
Por outro lado, dormir mal tem consequência a curto e a longo prazo. A curto prazo, causa irritabilidade, cansaço, déficit de atenção. A longo prazo, baixa a imunidade, antecipando doenças degenerativas, como hipertensão e diabetes.
Metade dos adultos brasileiros tem queixas em relação à qualidade do sono: ou não tem tempo para dormir, por causa dos afazeres do cotidiano ou demoram a pegar no sono ou dormem tão mal que acabam passando dia cansados, segundo uma pesquisa da Academia Brasileira de Neurologia, de 2009.  E isto sem falar na insônia propriamente dita, um mal que atinge 20% da população mundial, de acordo com estudo da Sleep Foudation, dos EUA.
"O quadro de insônia crônica se configura partir de um mês sem conseguir dormir direito. Então, é a hora de procurar um médico", diz a neurologista.  (Fonte: CONFEF)

terça-feira, 6 de abril de 2010

BARBITÚRICOS

DROGAS DEPRESSORAS DO S.N.C.
Pertencem ao grupo de substâncias sintetizadas artificialmente desde o começo do século XX, que possuem diversas propriedades em comum com o álcool e com outros tranquilizantes (benzodiazepínicos).
Seu uso inicial foi dirigido ao tratamento da insônia, porém a dose para causar os efeitos terapêuticos desejáveis não está muito distante da dose tóxica ou letal.
O sono produzido por essas drogas, assim como aquele provocado por todas as drogas indutoras de sono, é muito diferente do sono “natural” (fisiológico).
São efeitos de sua principal ação farmacológica: • a diminuição da capacidade de raciocínio e concentração; • a sensação de calma, relaxamento e sonolência; • reflexos mais lentos.
Com doses um pouco maiores, a pessoa tem sintomas semelhantes à embriaguez, com lentidão nos movimentos, fala pastosa e dificuldade na marcha.
Doses tóxicas dos barbitúricos podem provocar: • surgimento de sinais de incoordenação motora; • acentuação significativa da sonolência, que pode chegar ao coma;  • morte por parada respiratória.
São drogas que causam tolerância (sobretudo quando o indivíduo utiliza doses altas desde o início) e síndrome de abstinência quando ocorre sua retirada, o que provoca insônia, irritação, agressividade, ansiedade e até convulsões.
Em geral, os barbitúricos são utilizados na prática clínica para indução anestésica (tiopental) e como anticonvulsivantes (fenobarbital). (Fonte: Prevenção ao uso indevido de drogas/SENAD)