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sexta-feira, 9 de julho de 2010

CONTATO COM A NATUREZA

Ficar em contato com a natureza faz com que as pessoas se sintam mais vivas. E essa sensação de aumento da vitalidade está além dos efeitos energizantes da atividade física e de interação social, que são frequentemente associados com os passeios ao ar livre. Esta é a principal conclusão de uma série de estudos publicados na edição de junho da revista científica Journal of Environmental Psychology.
"A natureza é combustível para a alma," afirma Richard Ryan, professor de psicologia da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. "Na maioria das vezes, quando nos sentimos esgotados procuramos por uma xícara de café, mas as pesquisas sugerem que uma forma melhor de se manter energizado é conectar-se com a natureza."Os resultados, acrescenta Ryan, são importantes tanto para a saúde física quanto para a saúde mental.
"As pesquisas mostram que pessoas com um maior senso de vitalidade não apenas têm mais energia para as coisas que querem fazer, como também são mais resistentes a doenças físicas. Um dos caminhos para uma saúde melhor pode ser para passar mais tempo em ambientes naturais," diz ele.
Nos últimos anos, numerosos estudos de psicologia experimental descobriram ligações entre o contato com a natureza e o aumento da energia e da sensação de bem-estar.
Por exemplo, pesquisas já mostraram que as pessoas que fazem excursões ao ar livre relatam sentirem-se mais vivas e que apenas a lembrança das experiências ao ar livre aumenta os sentimentos de felicidade e de saúde.
Outros estudos sugerem que estar em contato com a natureza ajuda a afastar os sentimentos de esgotamento e que 90 por cento das pessoas relatam um aumento de energia quando colocadas em atividades ao ar livre.
A novidade da pesquisa atual, escrevem os autores em seu artigo, é que eles testaram cuidadosamente se esta maior vitalidade associada com a natureza é simplesmente resultado de um "transbordamento" do sentir-se bem gerado pela atividade física e pelo contato com outras pessoas, uma mistura quase sempre presente nessas situações.
Para isolar os efeitos da própria natureza, os autores conduziram cinco experimentos em separado, envolvendo 537 estudantes universitários em contextos reais e imaginados.
Em um experimento, os participantes fizeram uma caminhada de 15 minutos através de corredores no interior de um prédio, ou em um trajeto arborizado ao longo de um rio. Em outro, os estudantes viram cenas fotográficas de edifícios ou de paisagens. Um terceiro experimento exigia que os estudantes se imaginassem em uma variedade de situações ativas e sedentárias, ao ar livre ou dentro de casa, sozinhos ou na companhia de outras pessoas.
Dois experimentos finais monitoraram o humor dos participantes e os níveis de energia durante todo o dia, usando narrativas feitas em um diário. Ao longo de duas semanas, os alunos registraram seus exercícios, as interações sociais, o tempo gasto junto à natureza e a exposição a ambientes externos.
Em todas as metodologias, os participantes sempre se sentiram mais energizados quando passaram um tempo em ambientes naturais ou imaginaram-se em tais situações.
Os resultados foram particularmente robustos, observa Ryan - estar em contato com a natureza por apenas 20 minutos em um dia foi suficiente para elevar significativamente os níveis de vitalidade.
A presença da natureza teve um efeito de energização acima de simplesmente estar fora de um prédio ou de uma casa.  (Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

DIA INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE

Dia 22 de Maio 
A biodiversidade é o termo utilizado para definir a variabilidade de organismos vivos, flora, fauna, fungos macroscópicos e microorganismos, abrangendo a diversidade de genes e de populações de uma espécie, a diversidade de espécies, a diversidade de interações entre espécies e a diversidade de ecossistemas.
Mais claramente falando, diversidade biológica, ou biodiversidade, refere-se à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.
Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitabilidade) dessas categorias; e inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementaridade biológica entre hábitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade).
Biodiversidade inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes. A espécie humana depende da biodiversidade para a sua sobrevivência.
Atualmente, estima-se em 1,7 milhões o número de espécies identificadas. O número exato de espécies existentes sobre a Terra é ainda desconhecido e a sua estimação varia entre 5 e 100 milhões.
A extinção das espécies vivas presentes sobre o nosso planeta é um fenômeno natural que se inscreve no quadro do processo da evolução. Contudo, devido às atividades humanas, as espécies e os ecossistemas são hoje objeto de ameaças mais graves do que em qualquer outra época histórica.
As perdas tocam particularmente as florestas tropicais onde vivem 50 a 60% das espécies identificadas, assim como os rios e os lagos, os desertos e as florestas temperadas, as montanhas e as ilhas.
De acordo com as estimações mais recentes, tendo em conta as taxas atuais de desmatamentos, assistiremos ao desaparecimento de dois a oito por cento das espécies vivas do nosso planeta nos próximos 25 anos.
A Biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas.
As funções ecológicas desempenhadas pela biodiversidade são ainda pouco compreendidas, muito embora considere-se que ela seja responsável pelos processos naturais e produtos fornecidos pelos ecossistemas e espécies que sustentam outras formas de vida e modificam a biosfera, tornando-a apropriada e segura para a vida.
A diversidade biológica possui, além de seu valor intrínseco, valor ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético. Com tamanha importância, é preciso evitar a perda da biodiversidade e cada vez mais preservá-la. (Fonte:www.ambientebrasil.com.br)