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sábado, 9 de outubro de 2010

AH! SE A MODA PEGA! - 28 - Guerra contra a obesidade

EPIDEMIA DE OBESIDADE TEM CAUSAS CLARAS!
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o governador do Estado, David Paterson, propuseram ao governo federal proibir a compra de refrigerante e bebidas adoçadas com os vales-refeição entregues como subsídio para a população carente do país. O veto teria duração de dois anos.
São cerca de 1,7 milhão de pessoas que recebem o benefício nacional chamado Programa Assistencial de Suplementação Nutrional, ou SNAP. Bloomberg afirmou que a obesidade nas classes mais baixas atingiu níveis críticos e se referiu às bebidas adoçadas como chás gelados, refrigerantes e bebidas esportivas como “o maior contribuinte para a epidemia de obesidade”.
“A iniciativa irá permitir às famílias de Nova York gastar mais dinheiro em alimentos e bebidas que sejam realmente nutritivos”, disse o prefeito em comunicado. “Além de ir contra a proposta vital do programa, a venda de bebidas adoçadas ainda estimula uma séria epidemia de saúde pública”.
Segundo dados da prefeitura, nos bairros onde vive a maioria dos beneficiários do vale-refeição, de 32 a 45% dos moradores bebem mais de uma bebida adoçada por dia.
As famílias mais pobres apresentam maior obesidade (30%) se comparadas com as mais ricas (17%), além de terem mais doenças decorrentes do excesso de peso, como o diabetes tipo 2: são 14% versus 7%, respectivamente.
As doenças relacionadas com o excesso de peso custam ao estado cerca de US$ 8 bilhões, US$ 770 por família em custos médicos ao ano. Mais da metade dos adultos (57%) da cidade estão acima do peso e o diabetes causa mais de 22 mil hospitalizações anualmente.
A cidade de Nova York é pioneira em lançar iniciativas saudáveis como banir a gordura trans em restaurantes e exigir a quantidade de caloria dos alimentos no cardápio.
(Fonte: globo.com-Ciência e Saúde)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CAFEINISMO INFANTIL

Cafeína é uma droga estimulante que a maioria dos adultos usa em abundância para ficar “ligado”:
ser um viciado em café é algo perfeitamente normal.
 Mas qual o impacto dessa substância em crianças e adolescentes que a consomem nos refrigerantes?
Jennifer Temple, pesquisadora da Universidade de Buffalo, EUA, e sua equipe, vêm estudando o consumo de cafeína em crianças e jovens adolescentes há mais de quatro anos. Agora uma versão parcial de sua pesquisa foi publicada no periódico Behavioural Pharmacology e é a primeira a observar os efeitos de refrigerantes cafeinados em crianças e adolescentes. Temple também já havia feito outros estudos do gênero e os resultados das pesquisas anteriores serviram de apoio para esse novo estudo.
Os efeitos da cafeína em adultos já são conhecidos: alterações no ritmo cardíaco, pressão sanguínea mais alta e tremores nas mãos são normais nesses indivíduos, além do desequilíbrio no padrão do sono. Isso vale para as crianças e adolescentes também. Entretanto, os resultados do estudo liderado por Temple mostraram que há uma diferença nos padrões de consumo entre os gêneros.
Observando o hábito de consumo de meninos e meninas, cujas idades variavam entre 8 e 12 anos, os pesquisadores observaram que os garotos se dispuseram a ficar bem mais tempo e trabalhar com mais afinco em um teste de laboratório cuja recompensa era um refrigerante com cafeína (não é preciso citar marcas, afinal, é quase senso comum quais são os que mais “espantam o sono”).
“Observamos também que diversas crianças não consomem somente os refrigerantes com cafeína, mas também consomem doses de café normal. E quando você vê uma criança de 12 anos dizendo que acorda todo dia e toma uma xícara de café, não é possível pensar que isso seja algo bom”, diz a pesquisadora.
Os dados obtidos por Temple mostraram o quanto algumas pessoas se dedicam para obter um alimento em particular – no caso, refrigerantes com cafeína na fórmula – e como o reforço positivo de ações por meio de alimentos é muito similar aos mecanismos de reforço do vício em drogas.
Temple também observa que a diferença do potencial de reforço – ou seja, associar algo que dá prazer a uma determinada atividade – da cafeína entre os meninos e meninas surpreendeu os pesquisadores.
“Isso pode ter relações com os hormônios circulando pelo corpo nessa idade, ou então, as meninas simplesmente são menos sensíveis aos efeitos da cafeína”, diz a pesquisadora, que também afirma que o trabalho é apenas uma parte dos estudos sobre o consumo dessa substância entre crianças. Uma terceira parte do estudo foca agora uma questão crucial: se o consumo de cafeína pode, de alguma maneira, servir de ponte entre outras drogas (legais ou não). Com informações da University at Buffalo.
(Fonte: oqueeutenho.uol.com.br)

sábado, 22 de maio de 2010

I NÓIS? COMO FICAMOS?

A maneira clássica de lobistas defenderem o interesse de seus clientes é insistir em que não estão realmente defendendo os interesses de sua clientela. Na verdade, dizem eles, estão apenas protegendo os americanos em geral.
Os lobistas da indústria do tabaco passaram anos lutando contra regulamentação para o setor alegando estar defendendo a liberdade individual, e não os lucros dos fabricantes de cigarros. Os lobistas de Detroit fizeram praticamente o mesmo ao se oporem aos cintos de segurança e a leis antipoluição. Wall Street passou meses opondo-se ao projeto de lei de regulamentação financeira em nome das famílias e das pequenas empresas.
O exemplo mais recente é o da Coca-Cola, da PepsiCo e do resto da indústria de refrigerantes, que agora estão tentando derrotar um imposto sobre seus produtos perante o Conselho do Distrito de Colúmbia, onde fica Washington, a capital americana.
O setor conseguiu recentemente rechaçar impostos similares em Nova York e na Filadélfia, e em manter um imposto excluído da lei federal de reforma do sistema de saúde.
Mas o Conselho de Washington parece estar considerando seriamente a aplicação de um imposto de um centavo de dólar por 30 ml de refrigerantes não-diet, a bebidas energéticas e a sucos artificiais. Os membros do Conselho deverão votar sobre a questão na próxima semana.
Esse debate envolvendo os refrigerantes provavelmente permanecerá na pauta por algum tempo. Cidades e condados, desesperados por encontrar dinheiro para pagar escolas e estradas, estão começando a ver um imposto sobre refrigerantes como uma maneira de aumentar as receitas. O imposto também parece ser uma das maneiras mais promissoras para combater a obesidade, tendo em vista o enorme papel das bebidas açucaradas na epidemia.
"É errado o governo ficar de braços cruzados diante de uma epidemia de obesidade que está prejudicando a qualidade de vida e a saúde de nossos moradores", afirma Mary Cheh, membro do Conselho que propôs o imposto, “quando temos diante de nós as opções de política pública que podem afetar substancialmente o problema”.
Os fabricantes de refrigerante, naturalmente, estão reagindo com publicidade em jornais e rádios, entre outras iniciativas. A indústria diz que um imposto prejudicaria mais “trabalhadores de famílias de baixa e média rendas, residentes idosos e pessoas que vivem de renda fixa", e eliminaria postos de trabalho. Ellen Valentino, uma representante do setor, disse recentemente ao jornal “Washington Post” que as empresas gastarão "o que for necessário" para argumentar em defesa de suas posições.
O argumento em defesa de um imposto sobre refrigerantes é igual ao argumento a favor de um imposto sobre o tabaco, sobre a poluição ou, a propósito, sobre bancos que assumem riscos grandes e onerosos (para todos). Quando uma atividade implica custos para a sociedade, dizem há muito tempo os economistas, a atividade deve ser tributada. Uma tributação cumpre dois objetivos: desincentiva a atividade e levanta dinheiro para ajudar a pagar os custos impostos à sociedade.
No caso dos refrigerantes, os custos traduzem-se em despesas médicas para enfrentar o diabetes, doenças cardíacas e outros efeitos colaterais da obesidade. Estamos todos pagando essas contas — através do Medicare, do Medicaid e dos prêmios de seguros privados. A obesidade tornou-se uma causa significativa da expansão de nosso déficit orçamentário em longo prazo.
E os refrigerantes são uma enorme razão pela qual o país está muito mais obeso. O americano típico consome quase três vezes mais calorias provenientes de bebidas açucaradas do que no fim dos anos 1970. Esse aumento representa cerca de metade do aumento total per capita no consumo de calorias no mesmo período. Lembre-se, muitas destas bebidas têm benefício nutricional nulo — diferentemente de carnes, queijos ou sucos.
Como diz Kelly Brownell, pesquisadora da Universidade Yale, a relação entre obesidade e refrigerantes é cientificamente mais forte do que o vínculo entre obesidade e qualquer outro tipo de alimento ou bebida.
Os americanos estão bebendo mais refrigerantes por diversas razões. Acima de tudo, o preço (ajustado pela inflação) caiu 34% desde o fim dos anos 1970, em larga medida porque refrigerantes podem ser fabricados a custos menores do que no passado. Enquanto isso, o custo médio real de frutas e hortaliças aumentou mais de 30%, segundo o órgão de estatísticas do trabalho dos EUA.
Coincidentemente, o imposto proposto por Cheh reverteria aproximadamente a queda do preço dos refrigerantes ao longo das últimas três décadas, ao menos para o popular pacote com 12 latas. Um centavo de dólar extra por 30 ml num pacote com 12 unidades acrescentaria US$ 1,44 — ou cerca de 30% —, ao preço típico atual de US$ 4,75. (O percentual de imposto seria menor no caso de garrafas com porções individuais e superior para as compras em quantidade)
A maior parte da arrecadação de impostos seria, então, usada para melhorar a qualidade deplorável da merenda escolar de muitas escolas em Washington. Um blog na internet, “Better D.C. School Food” (Melhor Alimentação Escolar no Distrito de Colúmbia), vem documentando essas refeições com uma série de fotografias de pães insípidos, queijo processado e carne reconstituída.
(Fonte: David Leonhardt-The New York Times/ig.com.br)

sábado, 8 de maio de 2010

SEDE: PENSE BEM ANTES DE BEBER!

Bebemos apenas água por quase toda a história da humanidade - refrigerantes e sucos industrializados, ricos em açúcar, não existiam até 150 anos atrás e só passaram a ser consumidos em quantidades significativas nas últimas décadas.
A hipótese levantada pelos cientistas é que nos desenvolvemos dessa maneira para que, ao satisfazer nossa sede com água, não perdêssemos a fome por comida. Acontece que, infelizmente, nosso organismo não foi reprogramado para o século 21, época em que mais de 20% do consumo total de calorias provém das bebidas. "Nossa evolução biológicas de centenas de milhares de anos não nos preparou para processar calorias líquidas", afirma Barry Popkin, professor de nutrição da Universidade da Carolina do Norte (EUA).
O fato é que refrigerantes, sucos e até nossos amados cafezinhos, talvez mais do que qualquer outra coisa que engolimos, estão nos engordando. "Consumidos em excesso, eles favorecem o aumento de gordura corporal e dificultam a perda de peso", diz a nutricionista Márcia Regina Dal Medico, do Spa Jardim da Serra, em São Pedro (SP). E além de aumentarem sua pança, de acordo com a nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf, do Rio de Janeiro, elas ainda podem causar cáries, gastrite, agravar o diabetes e aumentar os níveis de triglicérides sanguíneos.
Em um estudo da Universidade Purdue (EUA), voluntários consumiram 450 calorias por dia provenientes de balas ou de refrigerantes, durante quatro semanas. Aqueles que ingeriram balas não consumiram mais calorias que o normal. Já o grupo do refrigerante comeu 17% mais calorias por dia. Então, numa dieta de 2500 calorias, os bebedores de refrigerante consumiram 425 calorias extras diariamente. "As pessoas não reduzem a ingestão de comida quando ingerem muitas calorias em forma de bebida", afirma Popkin. Não é de surpreender que o último grupo tenha ganhado peso durante o estudo.
Considere que, em média, uma pessoa consuma 459 calorias líquidas por dia - a maioria vinda do açúcar contido nessas bebidas. Então, ao reduzir ou eliminar essas bebidas repletas de calorias vazias de seu cardápio, você instantaneamente começa a perder peso. Por onde começar? Confira nosso plano a seguir.
Beba com frequência
ÁGUA
A sede é sinal de que já teve início o processo de desidratação. Em indivíduos saudáveis e em condições normais, ela é uma das formas de controle da ingestão de água no organismo. "A recomendação é beber de 2 a 3 litros por dia", diz Lucyanna Kalluf. Vale lembrar que o líquido desempenha papel essencial em quase todas as funções do corpo: é utilizado para a digestão, para a absorção e para o transporte de nutrientes, assume o papel de solvente para os resíduos do corpo e ajuda a manter a temperatura estável, entre outras coisas.
CHÁ
Ele não só contém antioxidantes que podem protegê-lo de doenças do coração e câncer como também é livre de calorias - isto é, desde que você não o adoce com açúcar. Opte pelas práticas latinhas de chá gelado, que na versão light contêm de 0 a 5 calorias, ou pelas infusões em saquinhos ou flores e folhas, que são ainda mais benéficas. Os chás verde e preto são uma ótima pedida. Estudos apontam que o verde previne doenças cardíacas e circulatórias, além de acelerar o metabolismo e ajudar na queima de gordura corporal. O preto reduz o colesterol e contribui para a saúde do coração. "Beba de 2 a 4 xícaras de chá por dia, cerca de 100 mililitros por vez", recomenda Dal Medico. 
CAFÉ
Ingerido sem açúcar, é rico em componentes saudáveis e quase não tem calorias. "A comunidade médico-científica considera a planta como funcional - ou seja, previne doenças e faz bem à saúde - ou mesmo nutracêutica (nutricional e farmacêutica). Além de cafeína, contém potássio, zinco, ferro, magnésio e diversos outros minerais em pequenas quantidades. O grão ainda tem aminoácidos, proteínas e lipídeos. E o melhor: uma enorme quantidade de polifenóis antioxidantes, que atuam contra doenças cardiovasculares, câncer, doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, diabetes, entre outras", enumera Lucyanna Kalluf. Segundo a especialista, consumir 2 xícaras ao dia é suficiente.
Não exagere
LEITE
Beber 2 copos por dia, sem açúcar ou chocolate é uma boa. Pesquisas mostram que além de conter cálcio, que fortalece os ossos, e proteína para os músculos, a bebida pode favorecer o emagrecimento. Em um estudo, adultos acima do peso que não tomavam leite começaram a incluir 2 copos diários junto a uma dieta de baixa caloria. Após a mudança de hábito, eles perderam mais peso e mais gordura do que os que simplesmente reduziram o consumo de calorias e não tomavam a bebida.
ÁLCOOL
Um drinque por dia reduz o risco de doença do coração. Mas o álcool também contém calorias (cada grama corresponde a 7 calorias) e pode até abrir seu apetite. Mais: as calorias do álcool não podem ser armazenadas no corpo. Portanto, devem ser utilizadas imediatamente. Como resultado, seu corpo para de queimar gordura até o álcool ser completamente processado. Isso equivale a uma hora por drinque. "O metabolismo fica lento", diz Lucyanna Kalluf. Não precisa faltar à happy hour: vá de vinho tinto (1 taça, quatro vezes por semana), 1 tulipa de chope (até duas vezes por semana) ou 1 dose de uísque (uma vez por semana). Não exagere!
SUCO
Aquela história de que os sucos naturais podem ser consumidos sem restrição é mito. O problema é adicionar açúcar à bebida, que já contém frutose. Uma laranja média, por exemplo, contém 62 calorias, 12 gramas de açúcar e muitas fibras. "Comer a fruta inteira garante que você coloque para dentro todos os nutrientes benéficos, além de proporcionar maior saciedade", diz a nutricionista do Spa Jardim da Serra. Agora, se você optar pelo suco natural, vá de pequenas doses - 100 mililitros é uma boa quantidade. Afinal, para fazer um copo de 250 mililitros são necessárias de 4 a 6 unidades da fruta. Outra opção: adicione água.
REFRIGERANTE LIGHT
Como são artificialmente adoçados, a maioria contém no máximo 5 calorias. Mas mamar essas bebidas o dia todo pode resultar em menor consumo de outras bebidas mais nutritivas. Fique de olho também na quantidade de sódio. "O excesso provoca inchaços e pode dificultar a circulação", diz Dal Medico. Consumir 1 ou 2 copos de refrigerante light por dia está liberado, mas beber 5 latas de 350 mililitros não é saudável. Pesquisas sugerem que as bebidas doces aumentam a vontade de consumir guloseimas com açúcar. (Fonte:Tom Hansen e Yara Achôa/menshealth.abril.com.br)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

VIGITEL 2009

Dados sobre o perfil da alimentação do brasileiro e o hábito de fazer atividade física integram levantamento realizado todo ano pelo Ministério da Saúde, o Vigitel. Foram entrevistadas 54.367 entre os dias 12 de janeiro e 22 de dezembro de 2009.
O levantamento foi apresentado durante a comemoração do Dia Mundial de Saúde quarta-feira, 7 de abril, na sede da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), em Brasília.
O levantamento mostrou que 18,9% da população opta por cinco ou mais porções diárias de legumes, verduras e hortaliças; 2,6 vezes mais que três anos atrás. Por outro lado, preocupa o crescimento do consumo de refrigerantes, de produtos gordurosos e o aumento do sedentarismo no país.
As frutas e hortaliças estão mais presentes no prato do brasileiro. Estudo inédito do Ministério da Saúde revela que 30,4% da população com mais de 18 anos optam por esses alimentos cinco ou mais vezes na semana. E 18,9% consumiram cerca de cinco porções diariamente em 2009 - 2,6 vezes mais que o registrado em 2006, 7,1%.  Isso equivale as 400 gramas diárias recomendadas pela Organização Mundial de Saúde.
Contudo, o Ministério da Saúde alerta para o aumento no consumo de alimentos com alto teor de açúcar e gordura e do número de sedentários no país.
O ministro José Gomes Temporão participou da cerimônia e fez um alerta sobre os riscos da mudança no estilo de vida da população. "A alimentação adequada e a prática regular de exercício ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e câncer. O Ministério tem estimulado hábitos saudáveis, espaços de convivência e para esportes nas cidades brasileiras, com repasse de verbas, e com ações de promoção da saúde nas equipes de saúde da família e por meio do Programa Saúde na Escola", destaca.
De acordo com uma das responsáveis pela pesquisa, Deborah Malta, os dados demonstram o impacto das mudanças no padrão alimentar do brasileiro - que acompanha tendência mundial de maior consumo de alimentos gordurosos - e, ao mesmo tempo, a preocupação de uma parcela da população em reverter esse quadro.
"Tem reduzido o percentual de pessoas que almoçam em casa ou preparam sua refeição, e assim as pessoas acabam optando por alimentos mais práticos e, geralmente, mais gordurosos, como os pré-cozidos, enlatados ou mesmo os fast-foods", afirmou Deborah Malta, que também é coordenadora-geral de Doenças e Agravos Não-transmissíveis do Ministério da Saúde. Segundo ela, a maior busca por frutas e hortaliças é o resultado de um processo de conscientização e das políticas de incentivo a hábitos saudáveis. "O desafio é ampliar o acesso a essas iniciativas", destaca.
Outro ponto positivo no hábito alimentar do brasileiro é a queda de 15,8% no consumo de carnes vermelhas gordurosas ou pele de frango. Em 2009, 33% dos adultos comiam carnes com excesso de gordura contra 39,2% em 2006. A conscientização, tanto em relação ao consumo de vegetais quanto à escolha de carnes mais leves, segundo Deborah Malta, pode ser atribuída às políticas de incentivo a alimentação saudável.
Contudo, os dados demonstram também que refrigerantes e sucos artificiais (aqueles em pó dissolvidos em água) participam ativamente da dieta do brasileiro. Ao todo, 76% dos adultos bebem esses produtos pelo menos uma vez na semana e 27,9%, cinco vezes ou mais na semana. O consumo regular, quase todo dia, aumentou 13,4% em um ano. Em 2008, 24,6% da população bebia refrigerantes cinco ou mais vezes na semana.
Entre os mais jovens, de 18 a 24 anos, o índice é ainda maior, 42,1% bebem refrigerantes quase todos os dias. Além disso, as versões light ou diet do produto não são tão requisitadas. Só 15% da população adulta optam por eles. O leite com teor integral de gordura também é o preferido: 58,4% da população consomem esse produto cinco ou mais vezes na semana. Um aumento de quase 2% em três anos. Em 2006, 57,4% da população preferiam os integrais ao invés de desnatados ou semi-desnatados.
Já o consumo de feijão, tão comum na culinária brasileira, está caindo. Esse alimento, que é rico em fibra e ferro, em 2009, fez parte do cardápio de 65,8% dos adultos cinco ou mais vezes na semana. Em 2006, o índice era 71,9%, o que representa uma queda de 8,4% em três anos. "O feijão requer tempo de preparado e pressupõe uma comida caseira. Com a mudança no estilo de vida da população, ele está saindo da rotina do brasileiro", afirma Deborah Malta. Segundo ela, para reverter o quadro, é preciso ampliar as políticas de promoção da saúde, além de esforços de outros setores do governo, como educação, agricultura e comércio.
As ações também devem estar integradas ao incentivo e orientação para a prática regular de exercícios físicos. "Hoje observamos um predomínio de alimentos com alto teor de gordura e açúcar na dieta do brasileirão, e isso não é compensado com aumento de atividades físicas. Pelo contrário, as pessoas estão mais sedentárias", alerta Deborah Malta.
Os dados da pesquisa confirmam essa realidade. Apenas 14,7% dos adultos fazem atividades físicas no tempo livre com a regularidade necessária - 30 minutos diários, cinco vezes por semana. Considerando aqueles que se deslocam para o trabalho ou para escola a pé ou de bicicleta, o índice sobe para 30,8%.
O estudo demonstra ainda aumento do número de sedentários no país, que hoje representam 16,4% da população, ou seja, pessoas que não fazem nenhuma atividade física no tempo livre, no deslocamento, na limpeza da casa ou outros trabalhos pesados. Esse índice é 24% maior que o registrado em 2006, quando havia 13,2% de adultos inativos fisicamente.
Nos períodos de descanso, é a televisão que distrai o brasileiro. A pesquisa mostrou que 25,8% dos adultos passam três ou mais horas em frente à TV e isso acontece cinco vezes ou mais na semana. "Isso demonstra que as pessoas optam cada vez mais por um lazer passivo ao invés de praticar esportes ou outras atividades físicas", afirma Deborah Malta.
Para a melhoria da qualidade de vida da população, o governo federal instituiu, em 2006, a Política Nacional de Promoção da Saúde. Desde então, estados e municípios recebem incentivos financeiros para ações de estimulo à prática de exercícios físicos, alimentação saudável e construção de espaços de convivência e lazer. (Fonte: Planeta Médico/SIS.SAÚDE)

quinta-feira, 11 de março de 2010

REFRIGERANTES

Quando você acaba de beber um refrigerante
Prof. Dr. Carlos Alexandre Fett
O QUE ACONTECE?
- Primeiros 10 minutos: 10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo porque o ácido fosfórico corta o gosto.
- 20 minutos: o nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (é muito para este momento em particular).
- 40 minutos: a absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.
- 45 minutos: o corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. (fisicamente, funciona como com a heroína)
- 50 minutos: o ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, ou seja, estará urinando seus ossos, uma das causas das OSTEOPOROSE.
- 60 minutos: as propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam. Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar. Ficará irritadiço! Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo!
Pense nisso antes de beber refrigerantes! 
Se não puder evitá-los, modere sua ingestão!
Prefira sucos naturais. Seu corpo agradece!
(Fonte: vivaplenamente.com)
Carlos A.Fett - Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Mato Grosso (1987), especialista em Ciência do Treinamento, pela Castelo Branco (1990), Medicina Ortomolecular pela UNOPAR(1996), mestrado em Motricidade Humana (Fisiologia e treinamento) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2000), fellow em Nutrição e Doenças Crônicas não Transmissívies, pela Universidade de Washington (2003), e doutorado em Medicina (Clínica Médica) pela Universidade de São Paulo (2005). Atualmente é professor do Mestrado em Nutrição e adjunto 3 da Universidade Federal de Mato Grosso, onde é tutor do PET Educação Física. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Exercício Resistido, atuando principalmente nos seguintes temas: composição corporal, musculação, hipertrofia muscular, DCNT, envelhecimento, aminoácidos e suplementos alimentares.(Texto informado pelo autor- Plataforma Lattes)

terça-feira, 9 de março de 2010

I NÓIS? NUNCA-ANTES-NA-ISTÓRIA-DESTE-PAIZ......

CAMPANHA ANTI-REFRIGERANTES
 NOVA YORK
A indústria de refrigerantes dos Estados Unidos, acusada de promover a obesidade, anunciou na noite desta segunda-feira ter reduzido a quantidade de calorias das bebidas vendidas nas escolas.
Companhias líderes, incluindo Coca-Cola e PepsiCo, se uniram à iniciativa do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e afirmaram ainda que pretendem reduzir em 88% as calorias dos produtos que vendem nas escolas.
"Nossas companhias reduziram drasticamente as calorias nas escolas ao eliminar as bebidas de alto teor calórico", disse Susan Neely, presidente da Associação de Bebidas dos Estados Unidos. "As bebidas disponíveis para os estudantes são agora de baixas calorias, nutritivas e em porções menores", acrescentou.
Os cortes são fruto do acordo entre as grandes empresas e a "Aliança para uma Geração mais Saudável", uma iniciativa da Fundação Bill Clinton e da Associação do Coração dos Estados Unidos.
A aliança pretende estimular o consumo de leite desnatado, águas minerais aromatizadas e chá como alternativa aos refrigerantes.
Segundo estimativas, um em cada cinco americanos com idade entre seis e 19 anos é obeso, o que aumenta os riscos de problemas cardíacos e diabetes.
Vários governos estaduais e locais nos Estados Unidos querem impor aos refrigerantes uma "taxa de gordura", o que poderia culminar em mais dinheiro para os cofres públicos e na redução do consumo deste tipo de bebida.
Nova York lidera o movimento - que tem a oposição ferrenha da Associação de Bebidas dos Estados Unidos - mas a Califórnia e a cidade de Philadelphia saíram na frente e já apresentaram leis que taxam os refrigerantes. (Fonte: IG)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

TODA BEBIDA É BOA?

Largar o hábito de tomar líquidos cheios de açúcar
pode ser a forma mais fácil de perder peso!
Bebemos apenas água por quase toda a história da humanidade - refrigerantes e sucos industrializados, ricos em açúcar, não existiam até 150 anos atrás e só passaram a ser consumidos em quantidades significativas nas últimas décadas.
A hipótese levantada pelos cientistas é que nos desenvolvemos dessa maneira para que, ao satisfazer nossa sede com água, não perdêssemos a fome por comida. Acontece que, infelizmente, nosso organismo não foi reprogramado para o século 21, época em que mais de 20% do consumo total de calorias provém das bebidas.
"Nossa evolução biológicas de centenas de milhares de anos não nos preparou para processar calorias líquidas", afirma Barry Popkin, professor de nutrição da Universidade da Carolina do Norte (EUA).
O fato é que refrigerantes, sucos e até nossos amados cafezinhos, talvez mais do que qualquer outra coisa que engolimos, estão nos engordando. "Consumidos em excesso, eles favorecem o aumento de gordura corporal e dificultam a perda de peso", diz a nutricionista Márcia Regina Dal Medico, do Spa Jardim da Serra, em São Pedro (SP). E além de aumentarem sua pança, de acordo com a nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf, do Rio de Janeiro, elas ainda podem causar cáries, gastrite, agravar o diabetes e aumentar os níveis de triglicérides sanguíneos.
Em um estudo da Universidade Purdue (EUA), voluntários consumiram 450 calorias por dia provenientes de balas ou de refrigerantes, durante quatro semanas. Aqueles que ingeriram balas não consumiram mais calorias que o normal. Já o grupo do refrigerante comeu 17% mais calorias por dia. Então, numa dieta de 2500 calorias, os bebedores de refrigerante consumiram 425 calorias extras diariamente. "As pessoas não reduzem a ingestão de comida quando ingerem muitas calorias em forma de bebida", afirma Popkin. Não é de surpreender que o último grupo tenha ganhado peso durante o estudo.
Considere que, em média, uma pessoa consuma 459 calorias líquidas por dia - a maioria vinda do açúcar contido nessas bebidas. Então, ao reduzir ou eliminar essas bebidas repletas de calorias vazias de seu cardápio, você instantaneamente começa a perder peso. (Fonte: Por: Tom Hansen e Yara Achôa/MH)

REFRIGERANTES e CÂNCER

Tomar duas ou mais latas de refrigerante com açúcar por semana aumenta em 87% o risco de câncer no pâncreas, sugere estudo feito com mais 60 mil pessoas, em Cingapura, publicado na revista "Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention".
Os pesquisadores acompanharam o grupo durante 14 anos. Nesse período, 140 voluntários desenvolveram câncer no pâncreas. O estudo não aponta, entretanto, a relação causal exata entre o consumo da bebida e o aparecimento do câncer.
De acordo com Mark Pereira, coordenador do estudo da Universidade de Minnesota, uma das hipóteses é que a quantidade de açúcar dessas bebidas aumente os níveis de insulina no sangue e poderia contribuir para o crescimento das células cancerosas no pâncreas.
Segundo o cirurgião oncológico Felipe José Coimbra, do Hospital A.C.Camargo, as causas mais conhecidas de câncer no pâncreas são o histórico familiar da doença, casos de pancreatite hereditária, tabagismo e diabetes. A obesidade parece ter influência, mas ainda não há nada comprovado.
"Por enquanto, não há nenhum alimento que comprovadamente cause câncer no pâncreas. O estudo poderá servir de orientação especialmente para pessoas em grupos de risco", diz.
Coimbra pondera, porém, que o estudo não é conclusivo e não dá para fazer especulações sobre qual o mecanismo de ação. "Não sabemos se a doença surgiu por causa do açúcar das bebidas, por causa de algum corante ou conservante específico. Mas é um primeiro passo."
O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos do sistema digestivo. O diagnóstico geralmente é tardio e a taxa de sobrevida de cinco anos para os pacientes é de 5% (Fonte: Folha de São Paulo)