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sábado, 16 de outubro de 2010

INATIVIDADE FÍSICA: QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA

A falta de atividade física é uma questão de saúde pública: há mais de 15 anos o governo americano fez as primeiras recomendações sobre exercícios para prevenir doenças, mas o número de sedentários no mundo ainda é alto, segundo especialistas. O tema foi destaque do 33º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte, ealizado na cidade d eSão Paulo, neste mês de outubro..
Quatro em cada dez pessoas são sedentárias no Estado. As outras seis praticam o mínimo recomendado. Estima-se que nas capitais brasileiras o cenário seja similar.
"A inatividade é um dos grandes males do século 21", diz Timóteo Araújo, assessor técnico-científico do Programa Agita São Paulo, coordenado pelo Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul), entidade que organizou o simpósio.
Uma pesquisa mostra que os exercícios ajudam a diminuir o consumo de remédios. O estudo do Celafiscs constatou a redução das drogas usadas por pacientes de unidades de saúde que têm programas de caminhada. (Fonte: Gabriela Cupani - Folha.com-equilibrio e saude)

sábado, 25 de setembro de 2010

INCRÍVEL! O TABACO ESTÁ EM TODAS!

DOR NAS COSTAS
A grande maioria das queixas de dores nas costas é funcional, ou seja, relacionadas aos vícios de posturas, e falta de ergonomia no trabalho e no cotidiano, segundo especialistas do Grupo Medicina da Coluna.
“Não podemos responsabilizar um único ato ou hábito como os principais vilões para as dores, geralmente há uma somatória de causas que culminam com as dores crônicas ou mesmo as crises de agudização”, destacam os especialistas em nota.
Obesidade, sedentarismo e o hábito de fumar, aliados à falta de ergonomia no trabalho e em atividades de vida diária, são apontados como fatores que aumentam as chances de uma pessoa sofrer dor nas costas.
De acordo com os profissionais, aqueles que têm uma vida ativa fisicamente, peso adequado e postura correta no trabalho correm menos risco de desenvolver essas dores, e caso isso ocorra, vai chamar muito mais a atenção do especialista para que este recorra a exames subsidiários com intuito de afastar causas mais graves.
“A má postura é a grande vilã das dores nas costas. Muitas vezes achamos que estamos confortáveis, mas, na verdade, essa sensação não garante que a coluna esteja ‘protegida’. É preciso prestar atenção principalmente na maneira como sentamos e como nos postamos nas atividades em que ficamos muito tempo na mesma posição ou em atividades repetitivas.” explica o ortopedista Jefferson Galves, especialista em doenças da coluna vertebral. (Fonte: Site Boa Saúde/SIS.SAÚDE)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

GRAVIDEZ SEM SOBRESSALTOS


Foi-se o tempo em que imperavam noções como a de que grávida come por dois e de que é preciso repouso constante e quase nenhum esforço durante a gestação. Atualmente, as recomendações para a saúde de mulheres e bebês incluem a prática regular de exercícios físicos e escolhas alimentares mais qualitativas. Ou seja, nada de sedentarismo durante os nove meses, mas também nada de exercícios de impacto. 
Como o corpo está passando por mudanças, o foco deve estar no bem-estar da mente e do corpo. "Antes de indicarmos exercícios, é fundamental a gestante seguir a orientação do seu obstetra, para depois procurar um profissional com especialização em gestantes, que possa adequar o exercício à condição física da mulher", diz Eneida Bittar, enfermeira pediátrica e consultora em aleitamento formada pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles (EUA).
Segundo ela, deve-se evitar fazer exercícios em superfície irregular; atividades que possam ocasionar choque nos pés e articulações e, assim, causar lesões, como corrida; práticas com carga ou nas quais quadril e pernas fiquem acima do nível do peito (evitando que o fluxo do sangue seja conduzido muito bruscamente para a cabeça).
"Mulheres sedentárias devem começar com exercícios leves e sob supervisão. No caso de qualquer sinal ou sintoma que cause desconforto, a dica é parar imediatamente a atividade e avisar o obstetra", indica a enfermeira Eneida.
Ioga, pilates, musculação leve, caminhada e hidroginástica são as práticas mais indicadas. Naquelas de esforço intermediário, como caminhada mais puxada, pedaladas em bicicleta ergométrica e musculação, é importante a gestante usar o frequencímetro (aparelho que mede a frequência cardíaca durante o exercício).
A frequência cardíaca não deve ultrapassar 135 batimentos por minuto. A orientação vale para todas as mulheres, independentemente de idade ou do fato de já terem outros filhos. Para determinar os exercícios adequados, a indicação é consultar o obstetra, que avaliará fatores como condições físicas e o histórico da mulher quanto a hábitos alimentares antes de engravidar, atividade cotidiana e profissão.
Mesmo com o peso da barriga e a tentação de ficar no sofá, não se deve deixar de praticar algum exercício. Uma melhor capacidade cardiorrespiratória facilita o desempenho das atividades diárias e incrementa as condições musculares, ajudando na adaptação às mudanças posturais e no trabalho de parto. Além de ampliar toda a condição física da gestante, os exercícios ajudam a controlar o peso na gravidez . A média indicada é ganhar de 10 a 12 quilos no período.
A jornalista Simone Machado Ferreira Krautheim, de 34 anos, ficou nessa média. Na gestação de seu primeiro filho, Rodrigo, ela engordou 12 quilos. Na segunda gravidez, quando nasceu Henrique, ela ganhou apenas 10 quilos. "Nesta gestação eu enjoei mais do que na do primeiro. Não tinha vontade de me alimentar", conta.
Alterações na alimentação como a que Simone relata são muito comuns e fazem lembrar que esse deve ser outro ponto de atenção durante a gravidez. 
Segundo a enfermeira Eneida, as alterações de apetite acontecem, e as gestantes apresentam sinais e sintomas diferentes independentemente do período gestacional. "No primeiro trimestre, é frequente as gestantes apresentarem enjoo, náusea e vômito, decorrente da intensa alteração hormonal do período. Cada organismo responde de forma diferente."
Ela lembra que a ansiedade leva a gestante a comer mais. Assim, é bom priorizar o que se come. As proteínas, por exemplo, são fundamentais, por serem "os blocos construtores de todas as células do corpo", segundo a especialista. Cálcio também não pode faltar. Caso a mãe não consuma uma quantidade de cálcio suficiente, o feto vai retirar sua cota das reservas maternas, podendo causar queda de cabelo e fraqueza das unhas no curto prazo.
"Estudos comprovam ainda que uma gestante com baixos níveis de cálcio está mais sujeita a sofrer da chamada toxemia, doença que antigamente era conhecida como pré-eclâmpsia, que pode provocar desde parto prematuro até a morte. Por tudo isso é vital que a futura mãe não esqueça de incluir em sua dieta leite desnatado (o ideal são quatro copos por dia), iogurte e queijo branco", indica a enfermeira Eneida.
Vitamina C é outro componente essencial durante a gestação, por ser indispensável para a formação óssea do bebê e ajudar na boa absorção de ferro. Este, por sua vez, também está na categoria dos alimentos fundamentais. É responsável pela produção das hemácias, células vermelhas do sangue. 
Com o aumento da quantidade de sangue circulando no corpo da grávida, cresce também a sua necessidade de ferro – a ausência do elemento é uma das causas da anemia. Assim, espinafre, carne vermelha e feijão devem frequentar sempre que possível as refeições das grávidas.
Por último, vale ressaltar que não basta dar atenção apenas ao que se come. As futuras mães devem beber uma quantidade de líquido adequada. "No mínimo, oito copos grandes por dia. A preferência deve ser sempre a água, os sucos naturais e a água de coco, que hidratam e garantem o bom funcionamento do organismo", receita Eneida. (Fonte: www.gineco.com.br)

sábado, 28 de agosto de 2010

FUMANTES e SEDENTARISMO

- Fumantes são sedentários por natureza? Não. Existem muitos fumantes que praticam exercícios físicos. Entretanto, substâncias produzidas pelo organismo durante a atividade física, como a endorfina, podem trazer uma sensação de bem-estar que supera a dependência à nicotina que atinge os fumantes, servindo assim, o exercício físico, como um cofator para a cessação do tabagismo.
- Se fumantes fizerem exercícios, eles podem reverter os danos que o cigarro faz ao pulmão? Os danos pulmonares somente podem ser revertidos, total ou parcialmente, com a cessação do fumo. O grau de recuperação dependerá do tempo de exposição ao cigarro e da quantidade de cigarros fumados por dia. Porém, devemos lembrar que o exercício físico regular e bem orientado diminui as chances do desenvolvimento de diversos tipos de câncer, bem como a ocorrência de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, sendo, portanto, uma das intervenções que devem ser usadas naqueles fumantes que desejam interromper o vício.
- Fumantes conseguem se exercitar igualmente aos não fumantes? No princípio, não. O fumo diminui a capacidade cardiorrespiratória do indivíduo e por isso o fumante terá uma tolerância menor ao exercício. Porém, ao longo do tempo, se mantiver uma atividade física regular, um ex-fumante pode ter uma capacidade física semelhante ou mesmo mais alta que um não fumante, se exercitando nas mesmas condições e com a mesma intensidade.
- Como melhorar o fôlego do fumante? Há algum exercício respiratório que melhora a respiração do fumante durante o exercício? O melhor “exercício” para o fumante melhorar o fôlego é parar de fumar, mas exercícios aeróbicos como caminhada, natação, corrida, ciclismo, etc. ajudam a aumentar a capacidade respiratória. Atividades como yoga e pilates, que focam a atenção nos movimentos respiratórios, também podem ajudar.
- Fisiologicamente, qual é o prejuízo do fumo no desempenho físico? O enrijecimento das artérias e do tecido pulmonar dos fumantes, aliado à progressiva destruição dos alvéolos pulmonares, diminui a capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue para todo o organismo, incluindo aí órgãos importantes como cérebro e coração.
- Que exercícios os fumantes devem fazer? Preferencialmente exercícios aeróbicos já citados e, sempre que possível, ao ar livre em locais arborizados e com pouca circulação de veículos, mas vale também se exercitar em ambientes fechados, como academias, quando aqueles locais não estiverem disponíveis.
- O exercício pode ajudar os fumantes a pararem de fumar? Que exercício é o mais indicado para este fim e quanto tempo é necessário exercitar-se para alcançar resultado? Sem dúvida que pode. A produção de endorfinas e a melhora da autoestima conseguidas através dos exercícios são importantes na decisão de parar de fumar. Não há, entretanto, um tempo predeterminado para isso. Os exercícios bem orientados devem ser feitos durante toda a vida da pessoa, fumante ou não. Vale salientar que o tratamento do vício do cigarro é multidisciplinar e engloba pneumologista, cardiologista, médico do esporte, psicólogo e outros profissionais de saúde.
- O cigarro pode acabar com a vitamina C, que é necessária para o rendimento físico de um atleta. Ele deve tomar suplementos de vitamina C? As toxinas presentes no cigarro podem interferir na absorção de vários nutrientes, inclusive a vitamina C, mas a necessidade de suplementação deve ser avaliada caso a caso pelo médico.
(Fonte: Dr. Jomar Souza é Especialista em Medicina do Exercício e do Esporte e Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte – SBME – CRM 11443/idmed.uol.com.br)

domingo, 15 de agosto de 2010

SEDENTARISMO É COMPLICADOR!

Um novo estudo confirma que o sedentarismo não só pode causar problemas físicos, mas também, dificuldades mentais e psicológicas. Esta é a constatação de pesquisadores da Universidade de Ohio (Estados Unidos).
Os pesquisadores analisaram a prática de exercícios físicos em um grupo de 28 idosos com doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite crônica e enfisema pulmonar), conhecida no meio médico pela sigla DPOC, doença que mata cerca de 120 mil pessoas anualmente nos Estados Unidos.
Todos os participantes completaram um programa obrigatório de reabilitação durante 10 semanas de exercícios físicos, em seguida, foram treinados para realizar uma programa optativo de exercícios físicos em sua casa por até um ano.
Os resultados mostraram que os participantes conseguiram melhor desempenho físico, mental (funções cognitivas, como memória, raciocínio e concentração) e psicológico após a intervenção com exercícios físicos durante as primeiras 10 semanas (fase obrigatória).
As pessoas que deixaram de exercitar-se em casa (fase optativa), ou seja, após a décima semana, perderam todos os ganhos que os investigadores haviam constatado ao final da 10 semana.
Este estudo reforça a importância que a prática de exercícios físicos visando o bem-estar físico, mental e psicológico, deverá ser regular e contínua. (Fonte: http://www.queroviverbem.com.br%20/%20portaldocoracao.uol.com.br)

sábado, 10 de julho de 2010

DOENÇAS NÃO TRANSMISSÍVEIS

O crescente número de pessoas com doenças transmissíveis, como dengue e gripe A (H1N1), vem mobilizando as ações governamentais, mas especialistas renomados alertam: doenças não transmissíveis têm matado mais. O estilo de vida, marcado pelo sedentarismo e hábitos alimentares sem qualidade nutricional, é o principal vilão.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 35 milhões de pessoas morrem por ano de algum tipo de doença não-transmissível, como diabetes, tuberculose, câncer, acidente vascular cerebral etc. Esse número equivale a 60% de todas as mortes no mundo. Os números foram revelados durante o Congresso Mundial de Diabetes para a América Latina, na última semana. 
 A médica Elsa Giugliani, coordenadora de saúde da criança no Ministério da Saúde, atribiu esse aumento à falta de cuidado na infância e, principalmente, durante a maternidade. Segundo ela, a má nutrição da mãe durante a gravidez e a ausência de uma boa educação alimentar resulta em adultos com maior condições de desenvolverem esses tipos de doenças.
''Introdução de outros tipos de leite antes dos seis meses de vida do bebê favorece o aparecimento de diabetes tipo 1, por exemplo. Se todas as mulheres amamentassem seus filhos até os quatro meses exclusivamente com leite materno, as chances dessas crianças desenvolverem o diabetes cai para 30%. Estudos norte-americanos revelam que a mulher que amamenta também tem 15% menos chance de ter diabetes, além de outras doenças crônicas'', diz Elsa.
Segundo Elsa, a relação da saúde do feto e da criança está diretamente ligada à prevenção de doenças não transmissíveis. ''A criança que tem restrição de crescimento no útero por causa da má nutrição materna, fumo durante a gravidez, tem mais chance de ser um adulto com doenças não-transmissíveis cada vez mais cedo.''
A tuberculose tem chamado a atenção de estudiosos da medicina. A médica Blanca Restrepo, professora de Epidemiologia na Universidade do Texas (EUA), alerta para os números de mortos. ''São 7 milhões que morrem a cada ano de tuberculose. A realidade é extremamente preocupante. 30% da população mundial têm a bactéria incubada no organismo podem desenvolver a doença a qualquer momento.''
A médica lembra que na década de 1980 imaginava-se que a doença não existia mais. A falta de vigilância dos sistemas de saúde em todo mundo e principalmente o aumento de pessoas que contraíram o vírus HIV, fizeram a tuberculose voltar a ser uma doença fatal e alarmante.
''Assim como as demais doenças crônicas, a tuberculose pode ser evitada por meio de mudanças no estilo de vida. Interação entre clínicas de diabetes e que tratam a tuberculose também podem evitar a disseminação da doença que tem se manifestado em grandes proporções em países como Brasil, México e Haiti'', finaliza.
(Fonte: Fernanda Borges - Folha de Londrina)

terça-feira, 6 de julho de 2010

COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO

O sedentarismo representa um aspecto único do comportamento humano e não deve ser visto como um simples extremo mais baixo do continuum da atividade física. Por exemplo, diversos estudos têm demonstrado que o excesso de ver TV, independentemente do nível de AF, está associando negativamente com fatores de risco metabólico (Hamilton, Diabetes, 2007).
Os efeitos de extensos períodos de comportamento sedentário em pessoas fisicamente ativas têm começado a elucidar, e eles parecem ser caracterizados por alterações metabólicas comumente vistas em perfis diabetogênicos ou ateroscleróticos (Bey 2003, Hamilton 2007, Haely 2008, Kartzmazyk 2009).
Dong et al (2004) mostraram que em media os adultos gastam 170 minutos por dia vendo TV, que corresponde a 8,6% do gasto energético diário, enquanto dirigir o carro corresponde a 10,9% (não incluindo o sono). Medidas de AF observaram que adultos gastam 55-57% do tempo monitorado (,7,7horas) em atividades sedentárias. (Healy 2998, Matthews 2007).
Neste estudo, um total de 11972 indivíduos devolveu o questionário em 1982; foram tirados aqueles que não completaram os dados sobre sedentarismo (529), se tivessem historia de IM (560), derrame (73), câncer (476), sem a data da idade (313) ou sexo (192) ou se fossem mulheres (2085).
Durante o questionário de 1982, participantes foram perguntados sobre tempo médio de ver TV/semana e de dirigir automóvel. Todos os participantes foram seguidos da data do retorno até a data da morte ou até 31 de Dezembro de 2003.
Multivariante Cox Regressoin Analysis foi usada para medir a associação entre comportamento sedentário e mortalidade CV. Hazrads Ratiosm , 95% de intervalo de confiança e índices de mortalidade CV foram estimados pela comparação de cada categoria de comportamento sedentário a categoria mais baixa.
A análise multivariada incluiu controles para as medidas n baseline de idade, inatividade física (sim/não), fumo (fumante atual ou não), diabetes (sim/não) hipercolesterolêmica (sim/não) e historia familiar de ECV (sim/não).
Dos 7744 participantes no estudo, 377 tiveram uma ECV fatal durante os 21 anos do estudo. Tempo de ver TV (9,1 x 10,0) foi significantemente distinto entre os grupos de ausência da morte CV e o grupo de morte CV.
Um positivo gradiente de risco de mortalidade CV foi observado com os incrementos dos quartis de dirigir carro, assim como o comportamento sedentário combinado , mas não com o tempo de TV. Participantes que reportaram dirigir autos por mais de 10 horas/sem tinham 50% a mais de risco de morrer de ECV. Participantes que reportaram mais de 23 horas de comportamento sedentário por semana tinham 37% maior risco de morte CV que aqueles que dirigiam menos de 11 horas/semanais.
A associação entre tempo de TC e mortalidade CV foi consistente pelo período de seguimento. As associações entre dirigir carro combinado a comportamento sedentário e mortalidade CV foram variáveis.
Na análise da idade ajustada, o tempo de TV, dirigir carro e esses comportamentos combinados, foram associados significantemente com o risco de mortalidade CV. Entretanto, a análise multivariada ajustada revelou uma associação ausente entre tempo de TV e risco de morte CV. Dirigir o carro, por mais de 10 horas/sem e a combinação de comportamentos sedentários foram significantemente associados e com um aumento de 48% e 37% no risco CV, quando comparados aqueles que dirigiam menos de 4 horas/sem e viam TV menos de 11h/sem.
Desde o inicio dos anos 50 a inatividade física foi reportada ser associada com aterosclerose. Os motoristas de Londres foram 1,8 vezes mais propensos a desenvolver doença coronariana que os cobradores.
O presente estudo indicou que dirigir carro por mais de 10 horas/sem aumentou o risco de morte CV em 48%.
Relatos recentes informam que mais de 60% dos americanos são sedentários e que 25% dos adultos americanos são inativos. Dong et al relataram que dirigir carro e ver TV são a segunda e a quarta maior contribuição para o gasto energético diário.
Outro achado importante do estudo foi que, para um dado volume de tempo dirigindo carro, homens que eram fisicamente ativos mantiveram menor mortalidade CV que homens que eram inativos. Outro estudo de comportamento sedentário determinou que homens e mulheres fisicamente ativos tinham menor mortalidade CV na presença de elevados tempos sentados.
Mecanismos: Alterações na função cardíaca, Alterações na homeostase da glicose, Alterações no metabolismo de lipídeos, Achados recentes (Hamilton 2008) sugerem que os mecanismos associados com o excessivo comportamento sedentário seriam diferentes daqueles benefícios obtidos por atividade física regular.
Forças do trabalho: relativo longo período de follow-up (21 anos);
Limitações: representatividade do estudo de coorte (homens, brancos, bem educados e de NS médio a alto. Dados obtidos somente no baseline (mudanças no período não puderam ser acessadas). Esse tipo de erro leva a subestimar a magnitude mais ampla do sedentarismo. NAF medido por auto-relato. Falta de dados sobre dieta e uso de medicamentos.
Concluindo, foi encontrado um significante maior risco de mortalidade CV nas pessoas que dirigiam carro por mais de 10 horas/semanais e que viam TV e dirigiam carro por mais de 23 horas/semanais.
Sugerimos que em combinação com maiores níveis de AF, devemos advogar uma redução no comportamento sedentário para diminuirmos mortalidade CV.
 (Warren TY, Vaughn B, Hooker SP, Sui X, Church TS and Blair SN -Sedentary behaviors increase risk of cardiovascular disease mortality in men- MSSE 42(5)a; 89-883, 2010)
(Fonte: Victor Matsudo-www.educacaofisica.com.br)

terça-feira, 4 de maio de 2010

FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR

Cerca de três em cada quatro paulistas apresentam pelo menos três fatores de risco cardiovascular: o dado é do primeiro Mutirão de Avaliação de Risco Cardiovascular, promovido pela Secretaria Estadual da Saúde e pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).
Entre os fatores de risco cardiovascular considerados pelo levantamento estavam tabagismo, hipertensão arterial, obesidade, sedentarismo e estresse. Para fazer a avaliação foram coletadas medidas de circunferência abdominal, pressão arterial, peso e altura.
Também foi perguntado aos participantes sobre hábitos alimentares, atividades físicas, se costumam passar frequentemente por situações de estresse e ainda se costumam dedicar algum tempo para oração ou meditação.
O mutirão foi realizado nas cidades de São Paulo e Campinas com a participação de 97.502 pessoas, tendo sido o mais amplo do tipo no país.
O levantamento ainda apontou que 26,7% da população tem risco moderado de desenvolver doenças cardiovasculares e somente 39,5% têm baixo risco para isso. Os riscos avaliados podem levar a ocorrências como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
Os homens estão em situação mais preocupante. Segundo a pesquisa, 42,84% têm alto risco, 29,11% risco moderado e apenas 33,24% baixo risco. Entre as mulheres, o alto risco foi identificado em 29,11%, enquanto que 28,23% apresentaram risco moderado e 42,66% baixo. O mutirão atendeu 64.587 mulheres e 32.915 homens.
Segundo o coordenador do Mutirão e diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da Socesp, Álvaro Avezum, os números surpreenderam. “É necessário mudar hábitos de vida, realizar exames com regularidade e aderir ao tratamento, para quem se enquadra nessa situação [de alto risco]”, disse.
Para Avezum, é preciso que a população tenha consciência da importância de reverter as estatísticas que colocam o Brasil como um dos países com as mais elevadas incidências de doenças cardiovasculares.
A primeira edição do Mutirão de Avaliação de Risco Cardiovascular de São Paulo foi realizada em junho e julho de 2009 com 32.915 homens e 64.587 mulheres que passaram pelas unidades básicas de saúde, hospitais e postos de saúde nas duas cidades. Mais informações: www.saude.sp.gov.br (Fonte:FAPESP)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

HIPERTENSÃO ARTERIAL INFANTIL

Pressão alta não é uma exclusividade dos adultos. Pelo contrário. Segundo Sandra Henrique, cardiologista pediátrica da Beneficência Portuguesa de São Paulo, a maioria dos doentes deve ter tido alterações na pressão arterial durante a infância, mesmo sem saber disso.
''No adulto o diagnóstico é mais fácil, pois a aferição da pressão sempre é feita durante o exame clínico. Nas crianças, embora ela seja indicada em todas as consultas para pacientes a partir dos três anos, os pediatras ainda hoje não costumam avaliar a pressão'', diz a médica.
Segundo a cardiologista, a hipertensão infantil tem se tornado cada vez mais incidente, devido principalmente ao estilo de vida das crianças: com alimentação inadequada, consumo de comidas de fast food em excesso e sedentarismo. ''Hoje, entre 12% e 13% das crianças acaba sofrendo de pressão alta'', afirma. Em 55% dos casos, diz Sandra, há histórico familiar do problema. Ou seja: pais, tios ou avós também sofrem de hipertensão.
A detecção precoce fica ainda mais difícil porque o problema não costuma apresentar nenhum sintoma. Por isso, a médica afirma que, hoje, o mais importante é a prevenção, possível quando a pressão alta é causada por fatores ambientais (especialmente quando há casos da doença na família, o que aumenta as chances da criança vir a ser hipertensa).
''É preciso combater a obesidade infantil (uma das causas mais associadas à hipertensão nessa faixa etária) e estimular hábitos alimentares saudáveis, como consumo de vegetais, além de evitar o consumo de sódio (presente no sal e em refrigerantes, por exemplo) e incentivar a prática de exercícios, já que hoje as crianças ficam muito na frente do computador e do videogame.'' 
A hipertensão pode ser causada por outras doenças, como cardiopatias e doenças renais. Nesse caso, não há como evitar o problema. O tratamento é feito com o combate à doença de base o que, consequentemente, deve estabilizar a pressão.
Já quando a hipertensão é consequência de má alimentação ou sedentarismo, a primeira medida costuma ser mudar essa situação. ''No caso das crianças, evitamos usar medicamentos, apesar de eles poderem ser indicados. O ideal é identificar a causa e reverter o quadro'', diz a cardiologista Sandra Henrique. Segundo a médica, o ideal é manter a criança saudável, ''para que ela se torne um adulto saudável.''
(Fonte: FolhadeLondrina)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

VIGITEL 2009

Dados sobre o perfil da alimentação do brasileiro e o hábito de fazer atividade física integram levantamento realizado todo ano pelo Ministério da Saúde, o Vigitel. Foram entrevistadas 54.367 entre os dias 12 de janeiro e 22 de dezembro de 2009.
O levantamento foi apresentado durante a comemoração do Dia Mundial de Saúde quarta-feira, 7 de abril, na sede da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), em Brasília.
O levantamento mostrou que 18,9% da população opta por cinco ou mais porções diárias de legumes, verduras e hortaliças; 2,6 vezes mais que três anos atrás. Por outro lado, preocupa o crescimento do consumo de refrigerantes, de produtos gordurosos e o aumento do sedentarismo no país.
As frutas e hortaliças estão mais presentes no prato do brasileiro. Estudo inédito do Ministério da Saúde revela que 30,4% da população com mais de 18 anos optam por esses alimentos cinco ou mais vezes na semana. E 18,9% consumiram cerca de cinco porções diariamente em 2009 - 2,6 vezes mais que o registrado em 2006, 7,1%.  Isso equivale as 400 gramas diárias recomendadas pela Organização Mundial de Saúde.
Contudo, o Ministério da Saúde alerta para o aumento no consumo de alimentos com alto teor de açúcar e gordura e do número de sedentários no país.
O ministro José Gomes Temporão participou da cerimônia e fez um alerta sobre os riscos da mudança no estilo de vida da população. "A alimentação adequada e a prática regular de exercício ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e câncer. O Ministério tem estimulado hábitos saudáveis, espaços de convivência e para esportes nas cidades brasileiras, com repasse de verbas, e com ações de promoção da saúde nas equipes de saúde da família e por meio do Programa Saúde na Escola", destaca.
De acordo com uma das responsáveis pela pesquisa, Deborah Malta, os dados demonstram o impacto das mudanças no padrão alimentar do brasileiro - que acompanha tendência mundial de maior consumo de alimentos gordurosos - e, ao mesmo tempo, a preocupação de uma parcela da população em reverter esse quadro.
"Tem reduzido o percentual de pessoas que almoçam em casa ou preparam sua refeição, e assim as pessoas acabam optando por alimentos mais práticos e, geralmente, mais gordurosos, como os pré-cozidos, enlatados ou mesmo os fast-foods", afirmou Deborah Malta, que também é coordenadora-geral de Doenças e Agravos Não-transmissíveis do Ministério da Saúde. Segundo ela, a maior busca por frutas e hortaliças é o resultado de um processo de conscientização e das políticas de incentivo a hábitos saudáveis. "O desafio é ampliar o acesso a essas iniciativas", destaca.
Outro ponto positivo no hábito alimentar do brasileiro é a queda de 15,8% no consumo de carnes vermelhas gordurosas ou pele de frango. Em 2009, 33% dos adultos comiam carnes com excesso de gordura contra 39,2% em 2006. A conscientização, tanto em relação ao consumo de vegetais quanto à escolha de carnes mais leves, segundo Deborah Malta, pode ser atribuída às políticas de incentivo a alimentação saudável.
Contudo, os dados demonstram também que refrigerantes e sucos artificiais (aqueles em pó dissolvidos em água) participam ativamente da dieta do brasileiro. Ao todo, 76% dos adultos bebem esses produtos pelo menos uma vez na semana e 27,9%, cinco vezes ou mais na semana. O consumo regular, quase todo dia, aumentou 13,4% em um ano. Em 2008, 24,6% da população bebia refrigerantes cinco ou mais vezes na semana.
Entre os mais jovens, de 18 a 24 anos, o índice é ainda maior, 42,1% bebem refrigerantes quase todos os dias. Além disso, as versões light ou diet do produto não são tão requisitadas. Só 15% da população adulta optam por eles. O leite com teor integral de gordura também é o preferido: 58,4% da população consomem esse produto cinco ou mais vezes na semana. Um aumento de quase 2% em três anos. Em 2006, 57,4% da população preferiam os integrais ao invés de desnatados ou semi-desnatados.
Já o consumo de feijão, tão comum na culinária brasileira, está caindo. Esse alimento, que é rico em fibra e ferro, em 2009, fez parte do cardápio de 65,8% dos adultos cinco ou mais vezes na semana. Em 2006, o índice era 71,9%, o que representa uma queda de 8,4% em três anos. "O feijão requer tempo de preparado e pressupõe uma comida caseira. Com a mudança no estilo de vida da população, ele está saindo da rotina do brasileiro", afirma Deborah Malta. Segundo ela, para reverter o quadro, é preciso ampliar as políticas de promoção da saúde, além de esforços de outros setores do governo, como educação, agricultura e comércio.
As ações também devem estar integradas ao incentivo e orientação para a prática regular de exercícios físicos. "Hoje observamos um predomínio de alimentos com alto teor de gordura e açúcar na dieta do brasileirão, e isso não é compensado com aumento de atividades físicas. Pelo contrário, as pessoas estão mais sedentárias", alerta Deborah Malta.
Os dados da pesquisa confirmam essa realidade. Apenas 14,7% dos adultos fazem atividades físicas no tempo livre com a regularidade necessária - 30 minutos diários, cinco vezes por semana. Considerando aqueles que se deslocam para o trabalho ou para escola a pé ou de bicicleta, o índice sobe para 30,8%.
O estudo demonstra ainda aumento do número de sedentários no país, que hoje representam 16,4% da população, ou seja, pessoas que não fazem nenhuma atividade física no tempo livre, no deslocamento, na limpeza da casa ou outros trabalhos pesados. Esse índice é 24% maior que o registrado em 2006, quando havia 13,2% de adultos inativos fisicamente.
Nos períodos de descanso, é a televisão que distrai o brasileiro. A pesquisa mostrou que 25,8% dos adultos passam três ou mais horas em frente à TV e isso acontece cinco vezes ou mais na semana. "Isso demonstra que as pessoas optam cada vez mais por um lazer passivo ao invés de praticar esportes ou outras atividades físicas", afirma Deborah Malta.
Para a melhoria da qualidade de vida da população, o governo federal instituiu, em 2006, a Política Nacional de Promoção da Saúde. Desde então, estados e municípios recebem incentivos financeiros para ações de estimulo à prática de exercícios físicos, alimentação saudável e construção de espaços de convivência e lazer. (Fonte: Planeta Médico/SIS.SAÚDE)

DORES CRÔNICAS

O neurologista Manoel Jacobsen, do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP e um dos coordenadores do levantamento "Dor no Brasil", afirma que a dor crônica mais comum é a de cabeça (enxaqueca e cefaleia), seguida pelas dores na coluna (lombar e cervical) e as dores músculo-esqueléticas, geralmente causadas por degenerações ou um esforço repetitivo.
O exercício, segundo os médicos, é um ótimo aliado no combate à dor. Além de fortalecer os músculos, melhorar a postura e o condicionamento físico e relaxar, a atividade física estimula a produção de hormônios que inibem o desconforto. "Sabemos que os atletas sentem menos dor que as pessoas sedentárias. Mas o exercício tem que ser recomendado por um profissional e deve ser adequado à idade, ao sexo e ao condicionamento físico, senão o efeito pode ser o contrário", destaca Manoel Jacobsen.
Se movimentar mais no dia a dia também ajuda. O neurologista Alexandre Amaral, diretor do Centro Multidisciplinar da Dor e coordenador de Ambulatório da Dor do Hospital de Servidores do Rio, ensina que levantar de hora em hora, fazer alongamentos específicos, acertar na escolha do colchão e do travesseiro e ajustar a cadeira do escritório podem fazer muita diferença na prevenção e no tratamento da dor. 
"Quem sente muita dor acaba tendo o que chamamos de medo de movimento. Evita se mexer para o quadro não piorar, mas o que acontece é exatamente o oposto. O ser humano não foi feito para ficar parado", destaca Amaral.
O tratamento mais indicado por médicos combina várias especialidades, entre elas ortopedia, neurologia e fisioterapia, associados a medicamentos conhecidos como neuromoduladores, como os antidepressivos e os anticonvulsivantes. Os analgésicos costumam ser contraindicados, pois apenas mascaram a dor e podem piorar o quadro a longo prazo.
"Quem está com dor deve procurar um médico, porque há solução. Toda dor tem tratamento. A melhora pode não ser total, mas o paciente vai se livrar de, pelo menos, 70% do desconforto", afirma Braun.
No caso da enxaqueca, os analgésicos e anti-inflamatórios, quando tomados de forma indiscriminada, podem acabar provocando ou agravando a dor, em vez de tratá-la. Ao contrário dos neuromoduladores, as substâncias encontradas nestes medicamentos não tratam a causa do problema e ainda interferem na capacidade do organismo de combater o desconforto. 
"Não há problema em tomar um analgésico se a dor for um evento isolado. Só que é preciso avaliar também se o medicamento é realmente necessário, já que o homem moderno não suporta mais nenhum desconforto".
Jacobsen lembra que alguns sinais de dor nunca podem ser ignorados. É o caso das dores no tórax, que podem indicar um infarto, ou as dores intensas na cabeça, principalmente se forem acompanhadas de vômito ou formigamento, que podem sinalizar um derrame.
Nem sempre a causa das dores de cabeça ou na coluna são o sedentarismo ou a cadeira do trabalho. A forma como as tarefas do dia a dia são feitas pode influenciar muito a diminuição ou o aumento dos incômodos. Usar salto alto, carregar bolsas pesadas, ler deitado ou passar roupas durante horas podem ter um impacto nas articulações, principalmente quando a pessoa se vicia em certas posições ou gestos. Em muitos casos, a musculatura pode acabar se atrofiando, causando uma série de problemas. O importante, segundo Alexandre Amaral, é não deixar a vaidade e a modernidade falarem mais alto que a saúde e o conforto. 
Manoel Jacobsen explica que as dores na coluna, principalmente na lombar, no ombro e no pulso são causadas porque acabam sendo regiões muito solicitadas no cotidiano. "A coluna e o braço são estruturas dinâmicas que são sempre solicitadas quando nos movimentamos. Em pessoas mais jovens, as dores costumam ser causadas pela fadiga do músculo solicitado".
Uma boa maneira de relaxar a coluna e os ombros no fim do dia é deitar por alguns minutos de costas no chão. Mulheres que usam salto diariamente podem massagear a sola do pé com uma bola de tênis por cerca de 10 minutos, para descomprimir as articulações dos dedos, do calcanhar e dos joelhos. Na hora de passar roupas ou lavar a louça, é importante manter sempre os dois pés no chão. Apoiar o peso do corpo em uma das pernas pode comprometer o joelho, o quadril e a lombar. (Fonte: O Globo/Boletim CONFEF)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

30 MINUTOS FAZEM A DIFERENÇA

DIA 06 DE ABRIL 
 DIA MUNDIAL DA ATIVIDADE FÍSICA
É nesta Terça! Caminhada Virtual do Agita Mundo
É no dia 11/04 - Caminhada do Agita Mundo

A OMS recentemente apontou que o sedentarismo está matando mais de 3 milhões de pessoas ao ano em todo o mundo. Assim se converteu na quarta causa de morte no planeta!
Para superar esta epidemia, uma receita simples:
- realize pelo menos 30 minutos de atividade física na maior parte dos dias (5) da semana; de moderada intensidade, de forma contínua ou mesmo em blocos de 15 ou 10 minutos.


Estamos felizes por celebrar!
 Dia Mundial da Atividade Física
Tema: Cidades Ativas, Vida Saudável!

Siga Agitando hoje e sempre!
 
(Fonte: Rede Agita Mundo)

quarta-feira, 31 de março de 2010

OBESIDADE, ESTRESSE, SEDENTARISMO.....

Pessoas que trabalham sentadas e têm uma ocupação de grande estresse correm mais risco de se tornarem obesas, segundo estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. E, de acordo com os autores, nem uma dieta rica em frutas, verduras e legumes pode reverter os efeitos do estresse crônico no trabalho sobre o ganho de peso de pessoas sedentárias.
A análise de mais de 2,7 mil empregados de uma fábrica de Nova York indicou uma associação entre alta pressão no trabalho - com o medo das demissões e a falta de controle sobre as próprias atividades - e diversos problemas de saúde, incluindo doença cardiovascular, síndrome metabólica, depressão, exaustão, ansiedade e ganho de peso.
Os pesquisadores destacam que essa tendência pode ser aplicadas a diversas situações de trabalho, em qualquer lugar do mundo. “Ouvimos sempre a mesma história: após passar o dia sentado em reuniões estressantes ou em seus computadores, eles não podem esperar para chegar a suas casas e se jogarem em frente à TV”. E os especialistas destacam que o comportamento sedentário, aliado ao estresse crônico, tem forte ligação com o ganho de peso. (Fonte: Leandro Perché-Boa Saúde/SIS.SAÚDE)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

PESQUISA NACIONAL DA SAÚDE DO ESCOLAR (PENSE) 2009



QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA!
A Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense) apresenta informações sobre as condições de vida do estudante, em investigação inédita no IBGE sobre o tema e, também, a primeira na história do Instituto em que os próprios entrevistados responderam ao questionário diretamente no computador de mão. Essa forma de coleta de informações deu privacidade aos informantes para responderem questões sobre família, saúde, violência, uso de álcool e drogas e comportamento sexual.
As informações mostram que mais da metade dos 618,5 mil estudantes de escolas particulares e públicas, que frequentam o 9º ano do ensino fundamental, nas capitais e no Distrito Federal - a maioria na faixa de 13 a 15 anos - são inativos ou insuficientemente ativos em relação à prática da atividade física. Considerando somente as alunas, o percentual chega a quase 70%.
Os maiores percentuais de estudantes inativos ou insuficientemente ativos ocorreram em São Luís (65,8%) e Maceió (64,5%). Já os menores percentuais foram constatados em Florianópolis (48,5%) e Curitiba (49,0%).
 (São considerados não ativos indivíduos que praticam de 1 a 149 minutos de atividade física por semana; insuficientemente ativos aqueles que praticam de 150 a 299 minutos/semana de atividade física; e ativo aqueles com mais de 300 minutos/semana de atividade física com deslocamento para a escola a pé ou de bicicleta, aulas de educação física na escola e outras atividades físicas extra-escolares).
Aproximadamente 80% deles assiste TV por duas horas ou mais por dia, quando duas horas é o limite recomendado pela Organização Mundial de Saúde.
Já o consumo de guloseimas e de refrigerantes superou o de frutas frescas. O consumo de frutas frescas foi de 31,5%, enquanto a proporção de alunos que consumiram guloseimas, em cinco dias ou mais na semana anterior à coleta da pesquisa, foi de 50,9%, e o percentual de estudantes que consumiram refrigerantes foi de 37,2%.
Dos estudantes pesquisados, 24,2% já experimentaram o cigarro alguma vez na vida e 6,3% o consumiram alguma vez nos 30 dias anteriores à pesquisa.
O consumo de bebida alcoólica era mais disseminado do que o fumo: 71,4% já haviam experimentado álcool alguma vez, sendo que 27,3% disseram ter consumido no mês anterior à pesquisa. Quase 20% declararam ter obtido a bebida em supermercados ou bares e 12,6 % deles na própria casa. Já haviam se embriagado 22,1% dos escolares.
A Pense verificou, ainda, que 8,7% dos estudantes já usaram alguma droga ilícita. A Pesquisa mostra, também, que já tiveram relação sexual 30,5% dos estudantes, sendo 43,7% adolescentes do sexo masculino e 18,7% do sexo feminino. Embora a maioria (87,5% dos alunos da rede pública e 89,4% da rede privada) tivesse informações sobre AIDS ou outras doenças sexualmente transmissíveis, 24,1% dos estudantes não havia usado preservativo na última relação sexual. (Fonte: IBGE)


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Inca: Brasil terá 500 mil novos casos de câncer em 2010.

Dois em cada mil brasileiros terão algum tipo de câncer em 2010. A estimativa é do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que prevê 489.270 novos casos da doença no ano que vem. Deste total, 52% atingirão mulheres e 48%, homens. "Este resultado se deve à população feminina brasileira ser muito maior que as masculina e elas terem uma expectativa de vida maior", disse o presidente do Inca, Luiz Antônio Santini.
Ele acrescentou que o câncer é uma doença crônica ligada ao envelhecimento e destacou que 40% desses novos casos poderiam ser prevenidos pelo fim do tabagismo, pela adoção de hábitos alimentares saudáveis, pela práticas de atividades físicas e pelo uso de proteção solar. O câncer de maior incidência é o de pele, do tipo não-melanoma, que tem tratamento ambulatorial e baixo risco de letalidade. A estimativa para o ano que vem é de 114 mil novos tumores deste tipo, o que corresponde a 23% do total de casos.
Nos homens, os cânceres mais frequentes são de próstata (29%), pulmão (10%) e estômago (8%). Entre as mulheres, o de mama (26%), colo do útero (10%) e intestino (8%). Nos últimos anos, o Inca tem verificado um aumento no número de casos de câncer no intestino, que já é o segundo mais registrado em toda a população e, nas mulheres das Regiões Sul e Sudeste, já supera o número de casos de câncer no colo do útero.
Segundo Santini, isso se deve ao aumento de prevenção do câncer no colo de útero, por meio da realização do exame papanicolau e também ao aumento da obesidade e do sedentarismo, fatores de risco para o câncer de intestino.
(Por Fabiana Cimieri, Agencia Estado, Atualizado: 24/11/2009 14:20)

domingo, 15 de novembro de 2009

Idade e estilo de vida: determinantes nas mudanças da capacidade aeróbica.


Torneio de Basquetebol para atletas com mais de 50 anos  
Obesidade, tabagismo e sedentarismo são os grandes vilões do condicionamento físico, principalmente entre os idosos, segundo estudo publicado recentemente na revista especializada Archives of Internal Medicine. Segundo os autores, uma baixa capacidade cardiorrespiratória está associada ao risco de doenças e à dependência dos idosos para a realização das atividades diárias.
Estudo americano foi feito avaliando-se  quase 17 mil homens e 3,4 mil mulheres (com idades entre 20 e 96 anos), submetidos a avaliações físicas no período entre 1974 e 2006. As variáveis de estilo de vida foram o índice de massa corpórea (IMC), relatos de exercícios físicos e presença ou não de tabagismo, com a capacidade aeróbica  medida pelo teste da esteira de Balke. Estes pesquisadores norte-americanos definiram o índice de redução longitudinal da capacidade cardiorrespiratória de acordo com o envelhecimento e o estilo de vida. 
A análise estratificada por sexo mostrou que o declínio na capacidade ao longo do tempo não foi linear, sendo mais acelerado após os 45 anos de idade. Para cada unidade de aumento no IMC, a capacidade aeróbica feminina diminuiu 0,20 METs (medida da capacidade aeróbica máxima) e a masculina 0,32 METs. Além disso, os tabagistas de ambos os sexos tiveram piores resultados (-0,29 METs para mulheres e -0,41 METs para homens). E a capacidade aeróbica esteve positivamente associada com o relato de atividade física.
A conclusão foi que a capacidade aeróbica diminui em homens e mulheres de uma forma não linear e é mais acelerada após os 45 anos de idade.
A manutenção de um IMC baixo, a realização de atividades físicas e o não-tabagismo estão associados com uma melhor capacidade cardiorrespiratória ao longo da vida adulta.
(Fonte: Arch Intern Med. Volume 169, Number 19, 26 Oct 2009. Pages 1781-1787/Sissaude)